Uma cerveja gostosa, refrescante, diferente e embora não entre na minha lista de preferidas, cai muito bem pra sair da rotina.
De uma coloração cobre amarronzada, com um toque avermelhado que lembra um vinho rosé muito efervescente e faz um belo contraste com sua espuma branquíssima, de grandes bolhas esparsas e persistentes em meio a muitas pequenas bolhas de pequena duração, formando uma espuma irregular.
Com o lúpulo se apresentando logo de cara, possui um aroma que me lembrou um espumante ou uma cidra, além de um cheiro óbvio de ervas, principalmente boldo, uma leve lembrança cítrica, um toque de maçã, pera ou uvas verdes, que conferem um breve adocicado para o perfume. O floral, embora presente, se pronuncia muito menos que os ingredientes, rosa e hibisco, parecem indicar.
De corpo leve, já nos entrega de cara o amargor e adstringência do lúpulo e sua carbonatação intensa que lembra até um refrigerante ou espumante.
Com um belo amargor, a nº 21 chega a lembrar uma IPA, mas logo depois mostra a que veio com sabores extremamente herbáceos e que novamente remetem a boldo e a salsa, ao mesmo tempo que apresenta um leve cítrico, misturado a uma presença de pêra ou maçã e um algo que lembra outra vez um espumante ou vinho branco.
Tem um toque levemente doce, mas que logo se vai e é substituído por uma adstringência que persiste até o retrogosto, levemente alcoólico e que lembra um pouco banana verde, seriguela ou cajú.
Extremamente refrescante e leve, é uma cerveja que só não se permite tomar em maior quantidade por ter um paladar complexo e que embora seja bom, cansa rápido, enjoa.
Uma cerveja divertida, proporciona uma deliciosa degustação, cheia de desafios, embora não seja lá tão saborosa. Não é uma cerveja que eu tomaria com frequência, mas é uma ótima pedida pra exercitar o paladar e sair da rotina.
O rótulo parece ter uma inspiração medieval, mas acho que poderia ter seu design mais bem trabalhado se não quiserem seguir uma tendência tão comercial e apostarem na força do artesanal.