Cervejas em lata X Cervejas em garrafa: Tem diferença?

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Há mais de um ano BREJAS realizou um Teste-Cego de cervejas Pilsen brasileiras (veja o resultado AQUI). As conclusões do Teste são, de longe, o assunto mais comentado deste site desde o seu lançamento.

Tirando os protestos de alguns Torcedores de Rótulos que se incomodaram por não ver a sua breja do coração melhor posicionada, talvez a grande questão levantada pelos leitores foi o fato de termos feito o Teste com cervejas envasadas em latas e em garrafas, indistintamente. Para dirimir o milenar dilema da humanidade — e eterna discussão em mesas de bares ao redor do globo — sobre as diferenças entre as cervejas em lata e em garrafa, BREJAS ouviu um profissional de responsa.

Paulo Schiaveto é mestre-cervejeiro e engenheiro de produção formado, respectivamente, em Louvain-la-Neuve (Bélgica) e na USP. Trabalhou durante mais de dez anos na área de qualidade e estabilidade de sabor de grandes cervejarias. Atualmente, presta consultoria para várias cervejarias no Brasil e no exterior, e é um dos mais respeitados nomes quando o assunto é cerveja.

Em relação às macrocervejarias, Schiaveto ensina que o tempo de maturação para as cervejas em lata, garrafa ou barril é sempre o mesmo. A cerveja engarrafada é um pouco mais carbonatada (de 5% a 10%) do que a de lata ou barril. Uma vez que o material vedante das tampinhas é relativamente mais permeável aos gases, a diferença garante que a breja na garrafa mantenha a sua carbonatação ao longo do prazo de validade. Isso faz com que a cerveja na latinha e o chope sejam levemente mais “suaves” ao paladar.

Na maoiria dos casos, ao contrário do chope, tanto as cervejas em lata quanto em garrafa recebem antioxidantes. Os mais usados são o metabissulfito de sódio ou potássio e o isoascorbato. O mestre diz, contudo, que tais compostos praticamente não alteram o sabor e o aroma das brejas.

A pasteurização das cervejas em lata e em garrafa altera levemente o sabor dos líquidos em relação ao chope, que não necessita passar pela ação. Schiaveto lembra, entretanto, que nos últimos anos o processo de pasteurização vem se modernizando muito, no que tais diferenças vêm diminuindo com o advento de novas técnicas de microfiltração e envasamento asséptico. Alguns processos industriais, inclusive, tornam desnecessária a pasteurização.

À exceção das latas de 5 litros — mais comumente conhecidas como KEG — as quais utilizam ligas de ferro em sua composição e podem deixar a cerveja com sabor metálico ou oxidado, o mestre-cervejeiro diz que a grande maioria das latinhas é feita com material bastante inerte (assim como o vidro das garrafas), com a vantagem de proteger a breja da ação prejudicial da luz. Em qualquer dos casos, as composições químicas tanto das latas quanto das garrafas não altera o sabor da cerveja.

Feitas as explicações, agora é com o leitor do BREJAS. Você sente diferenças entre cervejas de garrafa e de lata? Quais? Comente à vontade esse assunto que pra nós, brejeiros, tem tanta importância quanto falar de futebol, só que sem os pontapés e os pescotapas.

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Comentários

  1. David Jr (Ituverava-sp) disse:

    Eu li o artigo, e pelo que entendi, apesar de pequenas diferenças na fabricação das enlatadas para as de garrafas, o sabor deveria ser praticamente o mesmo…

    Agora a minha opinião:
    beber cerveja para min é mais do que apenas degustar o sabor, é todo um “ritual” talvez por isso eu veja sim diferença entre a charmosa e apresentavel garrafa de vidro e a “moderna” mas comum latinha.

    Pode até ser psicologico, mas sinto uma grande mudança no meu ritual quando bebo uma lata e não uma garrafa.

  2. Sinceramente, acho que eu não notaria diferença em um teste cego, mas o efeito visual da garrafa é muito superior. Afinal, a bebida não envolve somente o paladar, não é mesmo?

  3. Rafael disse:

    A questão da carbonatação e da leve alteração do sabor talvez de uma diferença sim, eu prefiro tomar as de garrafa mesmo.

  4. Pedro Melo disse:

    Bem, interessante saber que a questão do alumnio ser inerte já mudou, a última informação que eu havia tomado conhecimento era de que é usado um verniz no interior das latas para que o líquido não entrasse em contato com o metal. E este era o meu argumento para simplesmente detestar algumas marcas enlatadas e bebê-las numa boa em garrafa (long neck e 600ml). Agora vou precisar de outro argumento… hehehe

  5. Maurício disse:

    Na teoria pode não fazer tanta diferença, mas sinto sempre uma vantagem considerável do sabor da breja em garrafa pra de latinha. Mas como sabemos depende também da conservação e uma série de coisas…

  6. Mauricio (BREJAS) disse:

    O engraçado é que, em teoria, a latinha seria a mais adequada, já que impede a entrada da luz, ao contrário da garrafa.

    Mas acho que dez entre dez bebedores prefere a garrafa. PORQUÊ SERÁ????

  7. Ainda existe “verniz” para as latas de alumínio, o que melhorou muito foi a qualidade do mesmo, diminuindo os riscos de off-flavors (sabores indesejáveis).

    Tecnologia e aspectos técnicos à parte, eu concordo com os leitores que comentaram a respeiro do “charme” da cerveja em garrafa.
    Na minha opinião, a apresentação valoriza o conteúdo e faz parte da apreciação de uma boa cerveja.
    Imagine só uma Wälls Dubbel, Falke Monasterium ou Eisenbahn Lust em lata…
    E servidas em taça de plástico, hehehe…

  8. Karl Loss disse:

    Olha só: tenho certeza que a diferença lata x garrafa é claríssima e garanto que num teste cego seria possível acertar 50% das vezes.

  9. 50% eu também garanto…
    Obviamente, em qualquer teste cego com 50% de chances de acerto, o esperado é mesmo acertar 50% das vezes, assim como no cara ou coroa, no par ou ímpar, etc.
    Para ter resultado significativo, teria que ter pelo menos uns 70% de acerto.

  10. Karl Loss disse:

    Vamos desenhar então: acerto de 50% no teste cego foi uma ironia…

  11. José Batista Junior disse:

    Concordo com o que diz o especialista disse sobre não haver diferença entre o sabor da cerveja envasada e da enlatada. Mas as variações de temperatura que o alumínio da lata sofrem constantamente não alteraria o sabor?

  12. JohnP disse:

    Uma situação equivalente é a de Prato X Marmita, ou o Garfo de Metal X Garfo de Plástico, ou Copo de Plástico X Copo de Vidro, Calcinha Fio-Dental de Rendinha X Calçola de Avó, e por aí vai…

    Em todos os casos o conteúdo é o mesmo, mas o visual e o toque fazem uma diferença tremenda…

  13. Fabiano disse:

    Eu prefiro cerveja, pode ser de garrafa, lata, barril ou tonel!!!!Abraços…

  14. Karl
    Só “desenhando” mesmo, hehehe.
    Porque a leitura do seu texto não nos dá a mínima indicação se é ironia ou burrice mesmo. Que bom que é ironia…
    Já ouviu falar por exemplo de aspas ou “não tem” no seu computador?

  15. Karl Loss disse:

    A graça da ironia está na sutileza. Se ela não deixar ninguém com uma pulga atrás da orelha, não vale apena.

    Sláinte!

  16. Ivan disse:

    Sempre que posso, evito latas. Acho que o hábito de beber cerveja tem um toque individual muito importante. E para mim, garrafa é garrafa. E ponto!

  17. Renato Vialto (pocotó) disse:

    Adorei a comparação do JohnP achei perfeita, e explicou perfeitamente a preferencia pelas garrafas, mas na real eu ate encaro a cerveja em lata, mas não gosto de TOMAR na latinha ainda prefiro sempre o copo, assim como tomar long neck no gargalo também naum curto. Cerveja foi feita para tomar em copo

  18. Concordo com as opiniões sobre a importância da apresentação e com o nosso amigo ao dizer que “Cerveja foi feita para tomar em copo”, apesar da lata não impedir que seu conteúdo seja servido em copo, como eu faço sempre que compro uma lata.
    O problemasso que temos para fazer um teste cego destes é o nível das cervejas oferecidas tanto em garrafa quanto em latinha no Brasil. Claro podem declarar que preferir uma eisenbahn pilsen a uma skol é questão subjetiva, de gosto… mas o fato é que cervejas “gourmet” brasileiras não são oferecidas em latinhas para que possamos compará-las às suas versões engarrafadas.
    No Brasil, pelo o que eu me lembro, apenas algumas britânicas, irlandesas e holandesas são oferecidas tanto em garrafa quanto em latas, mas no caso das Bavaria 6.9 holandesas as garrafas que nos chegam são de alumínio, só mudando a aerodinâmica do envase. As inglesas que eu me lembro são oferecidas em garrafas transparentes, o que implica no uso de lúpulos isomerizados, que não sofrem alteração por interferência da luz, e portanto impartem um outro sabor à cerveja. Corrijam-me se estiver errado, mas a Guiness que chega no Brasil tanto em lata quanto em garrafa tem um esquema diferente na diluição do nitrogênio, o que imagino que confira uma acidez diferente, e conseqüentemente uma perceoção de paladar diferente entre a lata e a garrafa, mas posso estar enganado, acho que o Paulo pode confirmar isso.
    Portanto as cervejas atualmente vendidas no Brasil tanto em lata quando em garrafa e que simultaneamente tem sabor mais complexo do que as típicas lagers claras brasileiras produzidas em larga-escala, não estão aptas a passar por um teste cego.
    Se for pra fazer teste cego de skol, brahma, itaipava, bavaria, nova schin, e similares em lata e garrafa, que o pessoal do Brejas faça por mim!!! rsrsrsrsrsrsrsrsrsrs

    Heil Brejas!!!

    :-)

    Abraços!

  19. […] – Cervejas em LATA X GARRAFA: Tem diferença? Veja AQUI; […]

  20. Carlos Duplar disse:

    Abrir uma lata de Guinness é um ritual à parte para mim. =)

    De resto, também não consigo ver muita diferença, mas sempre fiquei com a pulga atrás da orelha. Pelo menos agora sanei a dúvida!

  21. anderson disse:

    garrafa sem dúvida!!!

  22. […] – Cervejas em lata X Cervejas em garrafa: Tem diferença? […]

  23. Fabio Borgo disse:

    Não bebo cerveja em lata de qualquer marca, o sabor é totamente diferente, respeito quem ache que não, mas por diversas vezes fiz teste e não tem jeito a cerveja em lata é desagradável.
    Essa é minha opinião, sou cervejeiro artesanal, bebo nos bares, mas faço a minha cerva.
    Obrigado pelo espaço, respeito as demais opiniões e esta é a minha.

    Qualquer comentário fabioaborgo@hotmail.com

    Abraço!!!

    Fabio Borgo
    Vila Velha-ES

  24. […] – Cerveja em lata X cerveja em garrafa: Tem diferença? […]

  25. Guilherme disse:

    e ai galera?
    é o seguinte
    eu prefiro ,como a maioria daqui
    auihUIAHUi
    CERVEJA DE GARRAFA.
    a falae vai é bem mais presença ,degustar cerveja é realmente um ritual
    agora me digam uma coisa???
    e a GUINNESS??
    alguma diferença entre lata e garrafa???
    abraço galera

  26. João Paulo disse:

    Garrafa!
    Na falta vai na lata…
    Só não pode faltar BREJA!!!

  27. Márcia disse:

    Bom dia, por quanto tempo posso armazenar latas de cerveja?

  28. gabriel-dom disse:

    tanto faz o gosto, visto que depois de umas e outras o gosto já nem importa mais, a atençao fica para o mundo mais engraçado em nossa volta.

  29. Daines disse:

    Eu acho que a diferença entre as duas não está na cerveja em sí, mas na maneira como ela é bebida. Ao bebermos a cerveja diretamente na lata sem colocá-la em um copo, o paladar fica confundido pelo gosto metálico que sentimos ao tocar a lingua no recipiente metálico. Isso levaria as pessoas a criarem o falso conceito de que a cerveja enlatada seria pior, influenciadas pelas experiencias que tiveram tomando a cerveja diretamente na lata.

  30. Engraçado é dizer que o gosto não importa, tanto faz. Então que beba qualquer coisa: pinga com groselha, vinho de jurebeba. Para beber cerveja (boa, lógico, ruim ninguém quer, só um aí…), tem que ter apresentação, sim, ser no copo de vidro, estar gelada na temperatura certa e não pode ser qualquer uma, repito. E tomar devagar, sentindo o gosto.

  31. BREJAS disse:

    Pessoal, vale a pena dar uma olhada neste vídeo que fala sobre cervejas artesanais em lata:
    http://www.inc.com/ss/canned-beer-renaissance?partner=newsletter_Success

  32. pauloDF disse:

    Prefiro as engarrafadas, principalmente se for Brahma.

  33. Cassio B. de Faria disse:

    Com cerveja eu não arrisco: só vou de lata quando não tem mais garrafa

  34. Mavlidur disse:

    Bem, sou bebedor a 40 anos. Sempre compro duas latinhas ou garrafas da mesma cerveja quando lançada para aprovar ou detonar e, comprar sempre ou nunca mais comprar. Ruim, só bebo quando vou em festa e o anfitrião comprou, então….bem melhor manter o amigo…Quanto ao fato de ser mais “gostosa” a garrafinha, bem…. ainda deixo pros “entendidos”; sempre achei que a coisa toda está no lúpulo e malte e, tempo de fermentação, bem como na “quantidade” do gelo, então uma ou outra no “tempo” certo, são ótimas, mantidas (ou respeitadas), é claro, as reservas, do teor dos ingredientes citados. Mas bem geladas todas são “boas”. Não importa se lata ou vidro.

  35. Mavlidur disse:

    Não posso me omitir quanto ao outras opiniões sensatas lançadas anteriormente:
    a)questão de beber direto na lata ou garrafa: beber só direto na garrafa se for preciso: uma festa onde não sirvam copos de vidro ou até mesmo de aluminio;
    b) pode-se, beber em copos ou canecas de alumínio, isso, quando a cerveja estiver bem gelada, n~çao faz efeito algum, melhor se o copo/taça estiverem na mesma temparatura da cerveja: tem de cuidar para não congelar;
    c) beber direto na lata: nunca, só se necessário, pois, por incrivel que pareça a lata sim, transmite aquele gosto de metal, ainda não descobri porque, já que copos de aluminio em geral não tenho a mesma impressão…

  36. Bruno Stehling disse:

    Gente, CLARO que há diferença. O Schiaveto mesmo deu a dica do motivo. Eu costumo comprar as mesmas cervejas tanto em lata quanto em garrafa e provo juntas. Quase sempre a lata é mais doce, pelo simples motivo do equilíbrio entre menor quantidade de gás carbônico versus malte. A mesma cerveja com pouco mais de gás carbônico, como é o caso da garrafa, dá uma sensação levemente mais ácida no sabor e no paladar. Isso pode ser traduzido como “mais suave ao paladar” como diz o mestre, mas também como mais doce, ou enjoativa, dependendo da cerva e do gosto da pessoa. Eu prefiro umas em lata, pra sentir mais o malte, e outras em garrafa pois acho que ficam mais equilibradas, mas é pura questão de gosto. Não gosto das cervejas de macros, mas nelas, essa diferença é até mais explícita, mais fácil de perceber.

  37. Mauricio Sousa disse:

    Nossa,
    Já tomaram Heineken lata e depois long neck? Indiscutível a diferença. Garrafa >> Lata!

  38. Carlos Diognes disse:

    Eu percebo nitidamente a diferença entre cerveja em lata e garrafa. A cerveja em lata tem um sabor mais ácido. Qdo bebo apenas cerveja em garrafa não tenho problemas gástricos. Mas com cerveja em lata já tive várias diarréias daquelas de quimar o feofó! Principalmente com a Skol há uns tempos atrás (acho que houve tanta reclamação que eles iventaram essa tal de 360º graus). Penso que há uma química diferente para os dois tipos de envasamento. As cervejarias devem colocar uma química mais “pesada” nas cervas de latinha com o objetivo de aumentar o prazo de validade, e assim estocá-las com um prazo maior, liberando-as qdo o preço subir. Já com a cerveja em garrafa isto não é possível, pois devido a penetração de luminosidade, ela se deteriora com mais facilidade.

  39. Alexandre disse:

    O único material que não altera o sabor dos líquidos é o vidro. Eu só bebo cerveja, e há muito tempo, falo com propriedade e experiencia.

  40. @EdersonLeite disse:

    Concordo com o Mauricio Sousa, tanto a Heineken quanto a Bohemia são bem melhores na versão long neck do que em lata. Já tentei comprar em lata mas não consigo acostumar, o sabor parece meio “aguado”.

  41. João disse:

    O cara pode ter doutorado na lua, mas dizer que as cervejas em lata são iguais às engarrafadas é uma piada. Não só há diferença no gosto como na ressaca também.
    Garrafa 1000 x 0 Lata.

  42. JxHx disse:

    Heineken de garrafa eu acho maravilhosa, enquanto de lata eu acho puro jiló! Tem diferença sim!

  43. Felipe disse:

    Bom sinto uma diferença mas não sou especialista, porém prefiro as de garrafas, mas nunca nego as de latas lógico, mas se tiver as 2 bebo garrafa,

  44. Guilherme disse:

    A diferença aumenta mais ainda se deixar muito tempo na geladeira. A lata tem que gelar e tomar. Prefiro de garrafa. E não é somente na cerveja que nota-se a diferença, em refrigerantes tb.

  45. Tonelli disse:

    Tomo sempre que possivel cerveja em garrafa e em copo de ceramica (copo de chop) e gosto assim!! Acho que o negocio da latinha deve ser por causa do contato muito prolongado com a mao o que faz ela perder a temperatura ideal mais rapido! No mais nao noto diferenca alguma!!

  46. CRISTIANO disse:

    Eu não sou especialista, não tenho a técnica nem os nomes certos para dar um parecer a respeito de cerveja, mas aprecio muito provar diferentes sabores de cerveja, inclusive tenho duas Fullers Porter na lista que pelos comentários devem ser muito boas… bom, eu gosto muito da Heineken entre as cervejas acessíveis no mercado e noto uma diferença gritante entre a lata e a garrafa… Da Stella 1l para Stella 250ml e lata também dá pra se notar uma grande diferença… não sei se é a lata ou não, mas nestas duas a diferença é grande…

  47. Rafael disse:

    Não digo que um tipo é melhor que o outro, pois isso depende de vários fatores, mas bebo, diariamente, Heineken em garrafa longneck e em lata e noto uma certa diferença. Costumo comprar longneck, mas às vezes acabo achando a em lata mais gostosa, com lúpulo mais evidente. Detalhe que sempre bebo no copo e na mesma temperatura. Pode ser psicológico, mas noto diferença. Mesmo assim, gosto de ambas.

  48. David disse:

    Gostei da briga entre o especialista e o cara que foi “irônico”…rs. Alfinetadas a parte, eu que estou a pouco me aventurando pelo mundo fascinante da cerveja, sempre percebi que as cervejas “comuns” de lata nos remetem mais ao chope. É claro que isso não vale para uma Guinness ou uma Faxe, das quais eu só tomei em lata e são ótimas comparadas as ditas “de massa”. No entanto na maioria dos casos, é indiscutível a apresentação superior da garrafa em relação a lata.

  49. CELSO J. SACCHI disse:

    O sabor da cerveja advem de uma associação de elementos sendo o principal a água. A embalagem só dá sofisticação mas não altera o sabor. Num teste por exemplo,onde não se diz a cidade em que foi realizado,é preciso saber, principalmente, a procedencia dos exemplares testados. Se o teste foi realizado no Estado de São Paulo, a cerveja ITAIPAVA foi fabricada em BOITUVA. Se fosse no RIO a ITAIPAVA seria a de PETROPOLIS, isto é, a verdadeira BOHEMIA, com água do alto da serra.As marcas da AMBEV são originadas de diversas fabricas como JAGUARIUNA, JACAREI,AGUDOS,PIRAI(RJ). Aqui no Espirito Santo existem ainda de MONTES CLAROS(MG),SANTA CATARINA,CAMAÇARI(BA).A Serramalte cuja origem é o Rio Grande do Sul, agora é fabricada juntamente com as outras. Está claro, portanto que a mesma marca sendo de procedência diferente não terá o mesmo desempenho pois a ÁGUA faz a diferença.Aqui, no Espirito Santo, a melhor cerveja Pilsen é a ITAIPAVA feita na antiga fábrica da BOEHMIA que a Antartica comprou e fechou.Outra que é muito apreciada é a SKOL, de Nova Iguassú(RJ) No Estado de São Paulo as duas melhores cervejas são a BAVARIA de Ribeirão Preto(antiga NIGER) e a Brahma de Agudos.A Heineken é fabricada em Jacareí (SP) na mesma fabrica da Kaiser, assim como a Budwiser que também é feita em Jacareí, na fábrica da Brahma.

  50. Marcius disse:

    Como alguns já mencionaram, a diferença na Heineken é gritante. A engarrafada é bem mais agradável.

  51. José Robson disse:

    Concordo com meu conterrâneo Celso aqui em cima. Muitas vezes o LOCAL de produção de uma mesma marca é IGNORADO pelos consumidores ao fazer as comparações. Exemplo: Heineken. Em Long Neck será sempre de Jacareí (SP), em lata poderá ser de Jacareí ou direto da Holanda. Eu só compro Heineken em Lata ou KEg e no caso da lata só compro se for fabricada na Holanda. percebo uma diferença enorme na Heineken Brewed in Holland para a Made in Jacareí …
    A Itaipava feita em Petrópolis é realmente um boa Pilsen aqui no ES, como o Celso colocou aí acima. Portanto,acho que antes de questionar se a embalagem é lata ou garrafa, temos que olhar em qual fábrica a cerveja foi produzida, para só então poder comparar.

  52. CELSO JOSE SACCHI disse:

    NÃO HÁ DIFERENÇA DE SABOR ENTRE GARRAFA E LATA.A DIFERENÇA É PELO LOCAL DE FABRICAÇÃO. A ÁGUA É FATOR PREPONDERANTE POIS OS DEMAIS INGREDIENTES(MALTE,LÚPULO,CEREAIS NÃO MALTADOS E AÇÚCAR )SÃO COMUNS A TODAS ELAS.A CERVEJA DE RIBEIRÃO PRETO (HOJE BAVARIA) E O CHOPP DO BAR PINGUIM SÃO RESULTANTES DE UMA ÁGUA ORIGINADA DO AGUÍFERO GUARANI(maior manancial de água doce subterrânea transfronteiriço do mundo) .A DIFERENÇA É NA FERMENTAÇÃO POIS DETERMINA O TEOR ALCOÓLICO. A SKOL 360º TEM 4,2% E A SKOL NORMAL, 4,7%.

  53. Pessoal, apenas para esclarecer e não ajudar a propagar informação errada:
    Depois do advento da química moderna, ficou fácil transformar as propriedades químico-físicas de qualquer tipo de água. Cervejas do mesmo rótulo serem diferenciadas por causa de uma pretensa composição da água em sua fabricação não passa, realmente, de MITO. Hoje, é sabido por todos os profissionais em cervejas que as grandes cervejarias PADRONIZAM a composição químico-física da água. Não importa onde ela é captada, a água só vai entrar no processo cervejeiro após estar estritamente de acordo com os PADRÕES técnicos de cada fábrica.
    A história da diferenciação das cervejas a partir da composição físico-química da água só tinha sentido até o começo do século XIX, quando uma cervejaria, na impossibilidade de alterar à vontade a água, tinha de ser construída sobre fontes de água potável. Lembrando ainda que, graças às composições dos insumos cervejeiros, a cerveja não possui “terroir” como o vinho, o espumante e o Grana Padano, podendo ser reproduzida em qualquer lugar do mundo que contenha os ingredientes e equipamentos necessários.
    Um abraço,
    MAURICIO BELTRAMELLI
    Mestre em estilos e sommelier de cervejas

  54. CELSO J. SACCHI disse:

    Que me desculpe o Mauricio mas se a água não é o diferencial, a AMBEV deveria despedir os mestres cervejeiros das seguintes fábricas:CAMAÇARI (CM), da Bahia, MONTES CLAROS (NM)de Minas, PIRAÌ (PI)do Rio.

  55. Olá Celso,
    Qual seria o diferencial das cervejas nessas fábricas que você citou?
    Um abraço.

  56. CELSO J. SACCHI disse:

    Como todos os ingredientes são comuns e o gosto é diferente conclui-se que a ÁGUA é que faz a diferença. Faça um teste com SKOl das seguintes procedencias : NR,AG,PI,CM,NM,JC,JA e MG.

  57. Celso, a água TAMBÉM é um ingrediente “comum” como os outros, já que com sua composição físico-química PADRONIZADA nas grandes cervejarias.
    Eu sei que é difícil abandonar o mito, há certas lendas populares que são transmitidas no tempo ao longo de muitas gerações e, mesmo com variados graus de incorreção, se contadas repetidamente, vão se tornando verdades incontestáveis na cabeça das pessoas.
    Há um famoso ditado cervejeiro — o qual atribui-se aos alemães ou aos ingleses — que diz que a melhor cerveja é aquela que se bebe contemplando a chaminé da fábrica. A mensagem é clara: quanto mais próximo da “fonte” o bebedor estiver, melhor será a breja.
    Cervejas viajam mal, e se degradam mais facilmente que o leite. São suscetíveis a uma série de defeitos provenientes do transporte. Cervejas sofrem com a exposição á luz, com a estocagem inadequada, com o chacoalhar constante do caminhão de entrega, com o manuseio ogro dos entregadores, com variações bruscas de temperatura e com uma constelação de outros fatores. Podem vir daí essas diferenças de percepções. E não da água.
    Um abraço.

  58. Guilherme Pfützenreuter disse:

    Mauricio, a diferença então que alguns sentem da versão garrafa à de lata, não seria devido ao tipo de proteção que o vidro e a lata dão à cerveja? Já que por serem materiais distintos, reagem diferentemente a esses eventos que você citou; como: transporte, armazenamento, variação de temperatura,entrega,luz e por ai vai. Fazem que a cerveja também sofra diferentemente esses eventos, estando na garrafa ou na lata. Sabendo que fisicamente possuem coeficiente calorífico diferentes.
    obs: é uma pergunta, não uma afirmação.

    Grato desde já pelo esclarecimento das outras duvidas,Guilherme

  59. Olá Guilherme,
    Muito bem observado. Num mundo ideal, as cervejas — sejam quais forem suas embalagens — deveriam ser transportadas em pé, ao abrigo da luz e do calor intensos, bem como ter minimizado ao máximo os movimentos, evitando que “chacoalhem” muito. Como isso, na prática, não acontece, embalagens diferentes sofrem diferentes efeitos durante a estocagem e o transporte. As diferenças, então, ao menos em tese, podem vir daí.
    Um abraço.

  60. CELSO J. SACCHI disse:

    Depois de tudo que o Mauricio disse sobre mito, vou jogar fora meu diploma de tecnico em laticinios pois bacteriologia, fisico quimica e microbiologia passaram a ser lendas do passado. Ainda bem que Fleming não acreditou nisso e, do bolor, descobriu a penicilina. Outro que não acreditou na lenda foi Louis Pasteur.Outro que não acreditou foi o holandes que veio para Petropolis e passou a fazer a BOHEMIA que a Antartica comprou a marca e passou a fazer juntamente com as outras.

  61. Olá Celso,
    Não precisa jogar diploma nenhum fora! Basta atualizar-se e visitar as cervejarias, bem como conhecer os mestres cervejeiros delas, os quais não têm problema algum de lhe dizer tudo isso. Consulte também livros internacionais de referência sobre cerveja (uma sugestão é o The Oxford Companion to Beer, de Garret Oliver), e você lerá essas informações.
    E, cá entre nós, não era exatamente a água cervejeira e sua diferença entre as cervejarias que estudavam Pasteur e Flemming, certo?
    Um abração e bons estudos!

  62. Carlos disse:

    Olá Maurício,

    sabe que eu vejo diferença entre a Heineken enlatada e a de garrafa? Perguntei pra outros amigos e a resposta foi a mesma: a de que a de latinha era melhor.
    Fui ver o rótulo e descobri que a enlatada vem da Holanda e a engarrafada é feita em Jacareí-SP.
    Mas daí a diferença não é o invólucro, mas sim o conteúdo. De cara, mesmo pra quem entende menos, sobresai a cor (mais avermelhada) e o olfato-paladar em que o malte e o alcool são mais pronunciados. Concorda? Abraço e parabéns pelo site!

  63. Orizon Jr disse:

    Boa Noite Maurício. Estou começando agora nesse mundo cervejeiro. Descobri que essa é a minha bebida favorita. Lendo os comentários anteriores gostaria de cumprimentá-lo não só pelo seu conhecimento, mas pela categoria das suas respostas! Forte Abraço Mestre!

  64. Thiago Lima disse:

    Deixo o meu comentario afirmando que ha sim uma diferença entre ambas
    tanto pela fabricaçao em diferentes fabricas, que nao acontece somente com a cerveja, mas com a coca cola tambem acontece,
    se voce toma uma brahma em um bar, ela e perfeita pois nao fica muito tempo a ser consumida apos a sua fabricaçao, e as vezes as cervejas em lata passam meses nos supermercados, e ficam em uma grande mudança de temperatura e, e no meu entender isso acaba tendo uma pequena reaçao do liquido com o aluminio
    as vezes tomo brahma em lata da ambev de manaus, e acho um pouco parecido com a kaiser, principalmente em alguma boates que sao geladas ao gelo
    ja comprovei tomando os dois tipos em diferentes datas de fabricaçao, e a diferença e notavel.
    Nao sou especialista mas tenho paladar, se eu estiver que me corrijam
    abraços..

  65. sidnei da villa disse:

    Venho notando na cervejas Brahma e Skol,ambas em lata um forte sabor não sabendo distinguir se se trata até de ferrugen,acredito eu que há uma alteração no sabor da mesma isso é normal? A diferença da cerveja de Agudos para outras (Jacareí,jaguariuna e demais) é gritante.

  66. Bruno disse:

    Sidnei,

    Segundo amigos meus que trabalham na AmBev, existe uma explicação pra diferença de sabor (embora mínima) entre a breja feita em Agudos e a feita em outras fábricas. A questão é que, embora o processo produtivo da AmBev seja bem padronizado, existem umas margens de tolerancia no que tange ao processo produtivo. E uma delas é no tempo de maturação.
    Isto é, dentro de determinada margem, é o mestre-cervejeiro de cada fábrica que determina esse tempo. E, segundo me foi informado, em Agudos o tempo de maturação usado é o máximo, sendo cerca de 20% maior que a das fábricas que, pra produzir mais, usam um tempo de maturação menor.

  67. Gustavo disse:

    Eu percebo que as cervejas enlatadas parecem ter menos gás, todas elas…

  68. Salezio disse:

    Ouvi certa vez um médico falar na TV que a cerveja em garrafa de vidro é melhor para a saúde, pois as enlatadas soltam partículas de alumínio. Desde então, quando possível, prefiro as garrafas de vidro.
    Abraços.

  69. Viviane disse:

    Olá para todos! não entendo nada da fabricação de cerveja, e sim do sabor. Acho que a de garrafa é mais leve e saborosa que as de latinhas… beijos a todos!

  70. rosa disse:

    eu posso armazenar cerveja até fevereiro de 2013 o qe acontece se tomar cerveja vensida.

  71. Francisco Pereira disse:

    Embora prefira garrafa, nunca fiz um teste cego para saber o que é melhor. No entanto, acho que o manuseio e o armazenamento da cerveja envasada também influenciem muito no sabor da cerveja quando finalmente a degustamos, além, é claro da temperatura em que é servida. É ainda possível que as cervejas envasadas em lata sofram mais com as variações de temperatura no armazenamento e transporte, influenciando em seu sabor ao ser consumida. Mas, enfim, quem pode reclamar de uma stout na lata como a Murphy’s ou a Guiness. Bottoms up!

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