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Cervejarias artesanais no Simples: Recomeçando a campanha

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Simples_Senado

O projeto para a aplicação do regime tributário do Simples Nacional para as cervejarias artesanais foi aprovado na Câmara, e essa vitória, mesmo que parcial, teve muito da SUA participação, que enviou e-mails aos deputados. Agora, ele pode ir à votação no Senado nos próximos dias.

Por isso, conclamamos mais uma vez a nação cervejeira, a todos que admiram e se entusiasmam pelas cervejas artesanais, a enviarem e-mails também aos senadores, PEDINDO A VOTAÇÃO E A INCLUSÃO DAS CERVEJARIAS ARTESANAIS NO SIMPLES NACIONAL. O texto pode ser redigido por cada um, livremente.

Eles têm que entender que cervejas artesanais são feitas por pequenos e independentes produtores, que estimulam o consumo moderado e responsável, e que fomentam o turismo nos locais onde estão implantadas. Hoje, mais de 60% do preço da cerveja é constituído de impostos, os quais penalizam de forma muito mais pesada e injusta as bebidas artesanais, que são elaboradas em muito menor quantidade e com insumos bem mais caros.

Então, mãos à obra! Vamos encher as caixas postais dos senadores! Ajude também compartilhando esta postagem!

Aí vão os endereços (evite enviar para todos os e-mails numa só mensagem, para que não caia nas caixas de spam do Senado):

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Bares que Amamos: Pub Garagem 23

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Em Av. Presidente Lucena, 3510 (fundos), Ivoti (RS).

Bares existem aos bilhões, mas somente um punhado deles – alguns poucos, eu diria – possuem algo que faz com que a gente se lembre pra toda a vida, mesmo que se vá somente uma vez. Esse “algo” atende pelo nome de alma, mas também pode chamá-lo de atmosfera, bossa, ambiente, escolha aí o nome. Eu prefiro alma mesmo, que é justamente o que o Pub Garagem 23 possui: alma cervejeira, que flutua pelo salão, paira por entre as 800 opções de cervejas e encontra origem na simpatia dos proprietários Beto e Denise (o casal) e Júlia Bondan (a herdeira, por sinal minha aluna do curso de sommelier de cervejas do Science of Beer).

A vida cervejeira prova que essa alma pode ser encontrada nos lugares mais recônditos e insuspeitos. Ou o leitor, à simples olhada, adivinharia que há um reduto cervejeiro aqui?

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Quando cheguei, pensei que meus anfitriões estavam me conduzindo pela porta dos fundos. Ledo engano. Esta é a fachada do 23, que fica no ventre de um posto de combustíveis. Lá dentro, nas mesas e cadeiras de madeira sem frescura, sente-se que cada pedaço de parede conta uma história, a história dos proprietários. Desde o mosaico de latinhas antigas, passando pela coleção de quadros de carros em preto-e-branco, e indo até detalhes de revestimento nas paredes feitos pelas mãos dos donos, o cliente se sente em casa.

A impressionante variedade de cervejas pode assustar aos menos iniciados, mas não se acanhe em pedir pitacos ao boa-praça Beto, que circula pelo salão com a alegria dos realizados na vida. O destaque é para as cervejas artesanais gaúchas, que chegam à mesa fresquinhas, como devem estar. Na visita deste escriba, um bônus épico: no palco, cantava o maluco Wander Wildner, ex-Replicante, lenda gaúcha e o último dos vida-lôka. Surpresa das surpresas, foi ele que quis me conhecer por já ser um cervejeiro de mão cheia (é dele a receita da Coruja Labareda) e leitor deste site, pelo que ficamos o resto da noite entre copos e papos brejeiros.

A alma botequeira do lugar invadiu minhas narinas tal qual quando estive no incrível Bierkeller, a poucos quilômetros de Ivoti. Com a diferença que o Pub Garagem 23 não é tão escondido, e dá pra entrar sem senha.

Por falar em alma, curta um pouco da atmosfera do bar nas imagens abaixo:

Salão da Cerveja é adiado e abrirá o calendário cervejeiro de 2016

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SalaoDaCerveja_Logo

Após um período de indefinição por conta de divergências com o local anteriormente escolhido, o Salão da Cerveja de Campinas, prometido para outubro deste ano, agora acontecerá em fevereiro de 2016 em datas a serem confirmadas. O evento, já considerado o maior encontro do setor de cervejas artesanais do estado de São Paulo, abrirá o calendário cervejeiro nacional do ano que vem e dos próximos.

O novo local escolhido ainda é segredo, conta Norberto Mette, da Sol Eventos: “Queríamos um outro espaço dentro de Campinas, para manter esse evento na cidade. Demos sorte, porque encontramos outro local ainda mais acessível, no coração de Campinas. Estamos finalizando as tratativas, e logo anunciaremos qual será ele”, diz Mette. Com a mudança, será necessária a elaboração de uma nova planta de expositores, bem como algumas adequações técnicas. Estes detalhes serão apresentados ao público em meados de outubro.

“Estamos bastante animados com a mudança de data e local. Conversamos por telefone com todos os expositores e temos certeza que ofereceremos um espetáculo cervejeiro inesquecível para os paulistas e demais brasileiros”, pontua Cristina Miranda, da equipe de organização. Os integrantes da Sol Eventos, empresa sediada em Blumenau (SC), têm know-how de organização de mais de 10 edições da Oktoberfest, Festival Brasileiro da Cerveja e outros eventos de gastronomia e cerveja.

Quando a minha cerveja vai ficar mais barata?

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Cerveja_Barata

Essa é a pergunta que não quer calar hoje, um dia depois da aprovação, pela Câmara dos Deputados, do regime tributário do Simples para as cervejarias artesanais. Nada mais justo! Quem doou ao menos um naco do seu tempo mandando e-mails pra os parlamentares quer, ao fim e ao cabo, que a cerveja que toma no bar tenha um preço mais justo, sem detonar tanto o bolso como hoje. Mas a resposta, como a maioria das coisas da vida, e com o perdão do trocadilho, não é tão simples.

Pra começar, a vitória de ontem foi importante posto que, pela primeira vez, o setor se uniu em torno de uma causa. Embora tenha essa importância política, foi apenas a primeira. Ainda há um caminho longo pela frente.

Após a aprovação, o projeto de lei que inclui as cervejarias artesanais no Simples ainda deve se submeter ao crivo do Senado. Passando essa segunda fase, há ainda a terceira, que é a sanção da presidente. Tudo pode acontecer na nossa proa (incluindo alterações no projeto ou o veto da presidência), e temos que continuar mobilizados para que tudo ocorra do jeito que desejamos.

Deu tudo certo? Ótimo? Então a cerveja vai ficar mais barata?

Essa é a ideia, claro. Agora mesmo, os diretores da Abracerva (Associação Brasileira de Cerveja Artesanal) estão quebrando a cabeça entre o texto aprovado ontem em Brasília e uma infinidade de cálculos para tentar determinar de QUANTO será o desconto, digamos, “global”. De posse dessa resposta, outras variáveis aparecem, como a regulamentação final da lei, as questões tributárias específicas de cada Estado e a estratégia fiscal de cada cervejaria. A seu tempo e ao longo dos próximos dias, mais e mais perguntas serão respondidas pela entidade.

Cálculos feitos, é preciso entender ainda que, no mercado, as coisas não acontecem da noite pro dia. Hoje, a esmagadora maioria dos cervejeiros artesanais opera com margens de lucro muito pequenas, e muitas ainda dependem da “vaca leiteira” (outros negócios “principais” que os cervejeiros possuem, mais rentáveis e não relacionados a cerveja) pra operar. Na real, em sua essência, o mercado ainda é uma grande promessa.

Isso porque, com mais impostos, fica mais difícil para produzir cerveja (ou qualquer outra coisa). Fica, por conseguinte, também mais difícil de vender, pra gerar lucro e renda. Com o poder de compra da população já diminuindo por conta da crise, os preços tendem a subir. Se você produz e compra menos, mais caro fica o seu produto, e menor fica a sua arrecadação. Isso é o que vem acontecendo há anos.

Certamente, com menos impostos, a aposta é que as margens de lucro aumentem, o que alavancará mais investimentos no setor. Com mais investimentos, a produção ficará menos onerosa, a concorrência se tornará mais acirrada e, por fim, esse círculo benigno chegará às etiquetas de preços de cada cerveja. Não há mágica.

Isso, de fato, acontecerá?

Essa é a aposta, e este escriba joga suas fichas nesse panorama. Não vejo porque seria diferente.

Mas vai levar tempo? Vai! Após a provável aplicação do regime do Simples às cervejarias artesanais, é o mercado que se acomodará para que esse cenário benigno aconteça. Mas um tempo “esperável”, com certeza! Prevejo que, em questão de alguns meses, se tudo der certo, já teremos anúncios de cervejas mais em conta — ou, pelo menos, sem aumento de preços. Claro que essa realidade depende de inúmeros outros fatores externos, como a inflação ou a taxa de câmbio.

Mas sejamos esperançosos! O que aconteceu ontem na Câmara foi um passo de gigante se comparado com o vazio absoluto do passado. E, mesmo sendo um pequeno passo, ele não foi pequeno.

Cervejarias artesanais: Aprovado na Câmara o regime tributário do Simples

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Simples_Aprovado

BRASÍLIA – Acaba de ser aprovada por unanimidade na Câmara a extensão do regime tributário do Supersimples às cervejarias artesanais. Trata-se do primeiro passo para que o setor alcance um mínimo de justiça tributária, já que, hoje, mais de 60% do preço do produto é composto de impostos. Agora, a matéria segue para o Senado, ainda sem previsão para a votação.

Pela primeira vez desde que nasceu, o setor das microcervejarias conseguiu uma união maciça em torno de um objetivo. A entidade responsável por promover essa união é, inegavelmente, a jovem ABRACERVA – Associação Brasileira de Cerveja Artesanal. Por meio da jovem organização cuja nova diretoria tomou posse em março último, foi promovida pela internet uma grande pressão aos deputados, através de e-mails e outros meios eletrônicos.

E foi lindo! Blogueiros compartilharam publicações e estimularam os entusiastas. Cervejeiros doaram barris aos pontos-de-venda. Estes, por sua vez,  também abriram mão dos seus lucros e revenderam sem margem, a fim de arrecadar recursos para as viagens dos diretores da entidade à Brasília para fazer corpo-a-corpo com políticos.

Nunca, em nenhum momento, o termo cerveja artesanal foi tão falado no centro do poder. Agora, não somos mais invisíveis. Neste dia verdadeiramente histórico, a vitória, mesmo parcial, é de TODOS!

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