No copo verteu um líquido alaranjado com bastante turbidez. Seu creme se mostrou de boa formação, abundante e perene. No olfato, trouxe notas frutadas, condimentadas, terrosas, herbais e cítricas. No paladar, apresentou toques de banana-passa, cravo, laranja e maracujá. Ela nos dá sensações adocicadas, cítricas, amargas e ácidas, como um degradée de sabores, agradáveis e marcantes. Diferente, apresenta um nível de complexidade, não muito comum em cervejas de trigo. Seu fim é herbal, picante e resinoso. É encorpada, aveludada e sua carboanatação é média. O álcool está bem inserdo no conjunto. Enfim, uma maravilha, original, potente, saborosa e com um "perigoso" drinkability. Recomendo a degustação!
Mais uma belíssima cerveja trazida pelos grandes amigos do Creedence Cover Brasil: Franzico, Belegone, Fabinho e Hederson, prazer imenso novamente recebê-los no Hooligans Pub, a melhor casa de Rock n’ Roll do Paraná (isso quem disse foram eles mesmos!). Esses doidos do Creedence são fanáticos por brejas de trigo, sempre trazem alguma novidade no estilo, mas desta vez se superaram. Esta alemã extremamente lupulada, cheirosa e encorpada é simplesmente um primor de cerveja. A cor é soberba, alaranjada muito turva, creme branco de exímia formação e duração, sujando toda a extensão do Weizen e mantendo três dedos até o final. O aroma, ahh o aroma... Intenso e direto, um festival de lúpulos herbais e florais, que saltam do copo e tomam proporção invejável, encobrindo qualquer outro aroma que a breja pudesse apresentar. No sabor há notas típicas do estilo, banana e algum cravo, mas a acidez dos lúpulos novamente sobressai (revelando notas cítricas de laranja e abacaxi talvez), amargando a língua e persistindo por um longo tempo. Levedura e fermento podem ser percebidos, carbonatação média-alta e corpo digno de elogio. O teor alcoólico passa totalmente batido, incrível, apresentando ligeiro calor ao final do gole. O final é muito amargo e longo, literalmente um gran finale de uma cerveja extremamente bem elaborada. Essa parceria com a Brooklyn foi genial.
Degustada a 9,3 graus de temperatura. Validade 03/2012.
Essa weizenbock alemã com colaboração americana é a mais lupulada que já provei.
Sua cor é alaranjada turva e seu creme tem muita formação e boa duração.
Seu aroma apresenta lúpulo frutado em primeiro plano com as características de weiss
em segundo plano. No sabor malte, levedura e notas frutadas de banana se sobressaem,
com o lúpulo influenciando apenas no amargor moderado e na medida na minha opinião.
Final e retrogosto bem amargo com álcool sutil. Corpo leve para médio e carbonatação
mediana. Um conjunto muito acertado que apresenta o diferencial do lúpulo de maneira
bastante equilibrada e agrada aos amantes do lúpulo. Parabéns à parceria Schneider
e Brooklyn! Degustação recomendadíssima.
Aparência: Ao vertê-la em meu weizen notei uma formação de creme absurda, impedindo que servisse toda a garrafa de uma só vez.
Inicialmente uma cerveja bege escuro com um perlage alucinante (maior do que das bruts que conheço), a turbidez é média. O creme não diminui e tomou boa parte do copo, extremamente fofo e homogeneo de coloração bege claro.
Ao servir o final da garrafa o líquido ficou mais pálido e turvo, ficando difícil notar o perlage. O creme ficou mais denso e escuro, e desapareceu em poucos minutos. O lacing foi excelente, em todo o copo.
Considerarei os próximos itens após servir a levedura do fundo da garrafa.
Aroma: a intensidade dos lúpulos é absurda. Frenética presença de herbal extremo (menta, boldo e camomila [?]) além de um forte malte alcoolico lembrando mel, whisky e um pouco de manteiga. O frutado de amila é mediano, porém as notas de condimentos (cravo) estão em segundo plano. Levedo se desprende melhor no inicio, depois fica sufocado pelo alcool.
Sabor: inicio extremo, muito alcool e lúpulo herbal, remetendo a chá de boldo. Final mistura toda a complexidade do aroma (lupulos herbais, maltes fortes) com algo de citrico (maracuja) e panificação. Também nota-se no final a presença da amila. Retrogosto fresco e de dulçor apassivador.
Sensação: corpo de boa viscosidade e cremosidade proporcionada pela excelente carbonatação, infelizmente perdeu-se relativamente rápido. Alcool muito bem inserido, deixando um pouco de tanicidade no retrogosto. O lúpulo é extremo nos aromas porém não apresenta amargor extremo, na verdade tem pegada apenas no inicio do gole. O dulçor licoroso é magnifico.
Conjunto: diria que foi a melhor cerveja que já provei até hoje. Extrema, mas calculada e equilibrada.
A Schneider e a Brooklyn fazem uma parceria inovadora, com o intuito de criar uma Weizenbock Helles super lupulada, cada versão com os lúpulos do próprio país, o que dá um ar de regionalismo a cerveja.
Possui uma coloração amarelo queimado, em tons caramelo e completamente opaca. Seu creme se forma em média escala, mas mostra-se extremamente persistente e consistente, que vai marcando as laterais do longo copo de weissbier.
Um potente lupulado infesta um ambiente, trazendo robustos aromas herbáceos e até toques cítricos de geleia de laranja e tangerina. Há um fundo medicinal que me lembrou leite de magnésio. Os maltes trazem uma cama mais adocicada de mel, aveia acompanhados por um toque frutado das leveduras, que remetem banana e, ironicamente, ficam um pouco ofuscadas pela forte lupulagem.
O gole começa adocicado, com presença marcante dos maltes e evolui para uma acidez frutada e cítrica, de laranjas e abacaxi. Finalmente um amargor brutal finaliza na boca. O retrogosto consegue unir agradavelmente as 3 sensações. O álcool é quase imperceptível, o que deixa a cerveja até refrescante mesmo com 8.2% de álcool e um caráter tão condimentado.
Surpreende bastante. Não esperava tanto amargor e tanto lúpulo aromático numa cerveja de trigo, mesmo sabendo da proposta. Temos aqui no Brasil, a curitibana Bodebrown Hop-Weiss, que apesar de ser uma Weissbier filtrada, com doses mais reduzidas de lúpulos, faz uso também da técnica do Dry-Hoppin' (no caso de lúpulos americanos), unindo escola alemã e americana. Uma criação que provavelmente revolta aos alemães mais puristas, mas que agrada bastante quem quer coisas diferentes.