Líquido medianamente turvo de coloração alaranjada. Creme bege claro de médias formação e consistência, porém breve.
O aroma trouxe aspectos maltados, biscoitos, fermento, e toques cítricos e resinosos de lúpulo. No sabor, malte e lúpulo apareceram de forma divergente. A cada novo gole, o malte aparecia mais, juntamente com o fermento, e o final trazia álcool, presente ao longo da degustação, e toques resinosos de lúpulo, e, mais timidamente, toques cítricos. Retrogosto com amargor e álcool evidentes de longa duração.
De fato, esse rótulo da Krug é muito diferente da proposta americana inicialmente esperada para Imperial IPA. A despeito disso, achei a breja desequilibrada no balanço malte vs. lúpulo, carecendo de lúpulo em aroma e sabor nesse caso, além do álcool destoar um pouco ao passo que o líquido esquenta na taça. Honestamente, vejo outros rótulos da Krug sendo mais interessantes do que a Áustria Imperium.
Coloração âmbar, turva, com fino e persistente creme branco. Muito bonita!
Aromas nada discretos de malte e lúpulo. O primeiro adocicado, remetendo a mel, grãos e leve caramelo. Já o lúpulo surge com um ótimo perfil herbáceo, com notas cítricas e frutadas. A medida que a cerveja vai esquentando o malte predomina.
O sabor é bastante equilibrado. Ao mesmo tempo que possui um ótimo caráter maltado (lhe conferindo um bom corpo) a secura e o amargor estão presentes e muito bem inseridas.
Falando em inserção, não me lembro de tomar uma cerveja com essa graduação alcoólica que descesse tão suave e sedosa.
Uma IPA bem diferença das famosas americanas do momento, mas sem nenhuma duvida uma senhora cerveja.
Lançada recentemente, mais uma boa nacional do estilo.
Equilibrada, amargor característico e retrogosto marcante.
Só não entendi o fato de terem diminuído o tamanho da garrafa em relação às suas irmãs.
Boa, mas encontramos outras com melhor custo benefício.
Cerveja alaranjada, límpida, com boa formação de espuma densa de quase branca. A espuma é bastante duradoura.
O aroma decepcionou um pouco. Esperava mais lúpulo. O malte é presente e sente-se um herbal, gramíneo, mas sem muita expressão. Dá pra sentir os 9,5% de álcool também, mas nada agressivo.
Na boca, dulçor do malte dá suporte ao amargor do lúpulo que, na minha opinião, poderia ser mais persistente.
Boa breja!!
Me surpreendeu muito positivamente essa cerveja. Por quê? Simplesmente porque a Krug Bier, pra mim, é disparado a mais fraquinha da cena artesanal de BH. Com cervejarias como a Falke, a Wäls, a Küd, a Inconfidentes, a Taberna do Vale e até mesmo a Backer, sempre vi a Krug como um meio do caminho. Foi pioneira, o que é bacana; mas ficou parada no tempo, fazendo cervejas na zona de conforto, sem inovar, sem ousar.
Daí que quando vi tinham lançado uma IPA, já fiquei surpreso, mas ainda com o pé atrás, achando que não iria ser tão boa, ia ter aquele toque aguado e passado comum a outros rótulos da marca.
Mas quando bebi fiquei surpreso! A cerveja, avermelhada e com média formação de espuma, possui aromas cítricos do lúpulo e um delicioso malte caramelo. Na boca o malte caramelo fala alto, dando um sabor delicioso, mas em seguida o lúpulo também grita. Tudo isso inserido num conjunto agradável que mostra também o álcool. Me lembrou um pouco a Falke Estrada Real IPA. Gostosa!