Odimi Toge escreveu: Teremos assim 3 ou 4 segmentos de mercado estratificado, com pouca transição de público entre uma camada e outra.
Odimi, concordo em linhas gerais com seu argumento, mas faço uma ressalva quanto a esse ponto. Acho que as fronteiras entre essas camadas serão um pouco mais fluidas. E me uso como exemplo. Meu consumo regular é composto basicamente por cervejas de massa e, quando arrisco uma artesanal, costumo mirar naquelas de sempre, do custo-benefício: Dama, Bamberg, chopes regionais, Eisenbahn. Ao mesmo tempo, de quando em quando (digamos, 1-2 garrafas por mês), consumo cervejas de altíssimo custo, como uma sour ou uma oak-aged brasileira na faixa dos R$ 20-40. Outro fato corriqueiro é o consumidor que consome as de massa, mas compra as artesanais para presentear amigos e parentes.
Acho que existirá uma pequena parcela de microcervejarias já estabelecidas que vão apostar nesse consumo de "conta-gotas", e que vão manter os preços lá em cima, a produção limitada e o dinheiro chegando num fluxo "sobrevivível". Mesmo as adquiridas pela AB-InBev estão indo nessa linha, se for ver. Outras irão buscar alternativas de popularização como growlers e chope na região. Mas, de maneira geral, também sinto que a tendência é haver um afastamento entre o bebedor "comum" e as nossas micros, ainda mais agora com a opção das ambevianas.