Todos esse argumentos de ataque a Colorado são baseados na ideia erronea de que eles estão exportando cervejas que não vão vender por aqui. Não sei porque ta todo mundo falando que a Ithaca e a Berthô não vão ser distribuidas no Brasil. De onde vcs tiraram essa ideia?
A Ithaca foi brassada pela segunda vez ha pouco tempo e como é um imperial stout tem que ficar um pouco em maturação na garrafa. Deve sim chegar ao mercado pelo preço de uma Imperial Stout e deve reentrar na linha de produção acredito eu como uma sazonal. Visto que a Colorado paga bem mais impostos do que, por exemplo, a Wals e a Bodebrown (
cervejariabamberg.blogspot.com.br/2012/0...-reclamamos-dos.html
) o preço pode ser que saia um pouco mais alto. Acredito que cerca de 25 a 30 reais a garrafa, mas tmb espero que seja menos. Com o dolar a 2 reais o preço de 12 a 15 dolares por um bomber de 600ml importado é um preço rotineiramente praticado nos EUA.
A Berthô, antiga grão-pará, acabou de ter seu registro liberado pelo MAPA e foi brassada faz uns 2 finais de semana, também a segunda brassagem e a primeira com o novo nome. Deve chegar ao mercado em breve, acredito eu que com preços equivalentes ao da Indica.
Mantenho minha opinião de que não se deve ficar reclamando que tal cerveja não chega a tal lugar. Primeiro não moro em Ribeirão mas em Piracicaba. Também gostaria de poder comprar uma Wals, uma Bodebrown, uma Falke, uma Coruja ou uma Abadessa no posto da esquina, mas não posso. E aceito isso de boa. Cerveja é para ser consumida fresca na região onde é produzida. Sou inclusive totalmente contra a pasteurização de qualquer cerveja para que possa "chegar" mais longe e durar mais.
Por essa logica eu deveria ser contra a exportação para os EUA mas como disse no post anterior o motivo é outro. A quantidade vai ser irrisória e com certeza só será disponível em poucos estados americanos. A Ideia é atiçar a curiosidade do mercado dos EUA para as artesanais brasileiras, fomentando o intercambio de cervejeiros, cervejas, tecnicas de produção e quem sabe futuras colaborações que só vão fortalecer nosso mercado.
Temos que parar de olhar para o próprio umbigo e entender a "big picture".