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Sexta-feira, 27/Junho/2008

Direcionado a quem mora em Campinas e região, e mesmo praqueles que aqui vêm em busca de ótimos bares e restaurantes, o site Campinas Gourmet é a referência. O sÃtio é muito bacana e inovador, porque classifica as opções de estabelecimentos de acordo com o que o visitante desejar fazer naquela ocasião.
Há seções especÃficas pra quem quer dançar, sair a dois, em famÃlia ou a negócios, ou somente agitar e paquerar. A turma do escritório quer fazer um happy hour relâmpago? O pessoal quer um bar legal com música ao vivo? No Campinas Gourmet dá pra selecionar tudo isso, na hora e com apenas um clique. Isso sem falar nas opções de restaurantes com culinárias do mundo todo.
Este escriba foi convidado para, em nome do BREJAS, ser colunista fixo do site. A coluna “Falando Sobre Cerveja” será quinzenal, e transportará para o Campinas Gourmet um pouco do espÃrito festivo do BREJAS. E muito malte e lúpulo, claro…
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Quinta-feira, 26/Junho/2008

Manhã gelada de final de novembro, no S-Bahn (metrô de superfÃcie) que nos levava, este escriba e o Confrade brejeiro Daniel Calichio, ao aeroporto Josef Strauss. DistraÃdos, passamos a observar a placa com o itinerário e o nome das estações. Foi quando vimos o nome da cidade de Freising, e nos espantamos com a sua proximidade de Munique. Dava até pra ter visitado a cidade bávara que abriga a Weihenstephan, simplesmente a cervejaria em atividade mais antiga do mundo, fundada pelos monges beneditinos em 1040.
Os cervejeiros mais antenados já estão familiarizados com as Weihenstephaner, especialmente as Hefeweissbier e a Hefeweissbier Dunkel, as quais já freqüentavam as prateleiras dos melhores supermercados e empórios há anos. Pois em março de 2007 a cervejaria lançou na Alemanha a Vitus, breja do estilo Weizenbock, que agora aporta no paÃs. Uma vez que se trata de uma cerveja forte, para ser apreciada nos meses mais frios, escolhi o bar Beija Flor, no clima invernal e serrano de Monte Verde (MG), para degustá-la.
Deitando a breja ao copo, vem a primeira surpresa: Cadê aquele lÃquido escuro-avermelhado tÃpico das Bocks? A Vitus apresenta uma coloração dourada intensa e turva. O creme é de responsa, branco, denso e medianamente persistente. O aroma é uma mistura agradável de fermento de pão e cravo. Mas é na boca que a cerveja mostra a que veio.
A segunda surpresa é que o relativamente alto teor alcoólico (7,7%) não fica nada agressivo, inserindo-se perfeitamente no conjunto e imprimindo o belo caráter que a breja ostenta. No paladar, mais fermento e presenças marcantes de cravo e banana. O final é longo e levemente amargo. Uma senhora cerveja, obtendo a respeitabilÃssima nota média de 3,83 no Ranking BREJAS.
A Weihenstephaner Vitus Weizenbock pode ser encontrada no Brasil nos empórios, bons supermercados e lojas virtuais de cervejas pelo preço médio de R$ 12,00. E uma última informação: Nem toda cerveja Bock tem obrigação de ser vermelho-escura. O Guia de Estilos do BJCP (veja AQUI o que é isso) enumera pelo menos dois estilos de cervejas Bock que podem ser claros: a Maibock e a Helles Bock. Mas, sobre essas brejas, falaremos noutra hora…
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Quarta-feira, 18/Junho/2008

Em Campinas (SP).
Para falar desse boteco, é preciso contar uma história. Certa noite do longÃnquo ano de 1960, o time inteiro do então imbatÃvel Santos tomou de assalto o velho Bar do Linguiça. O ônibus do time, que havia jogado contra o Guarani, quebrou na Avenida João Jorge, perto dali. Os proprietários, embasbacados, viram então Pelé e companhia aboletarem-se no balcão e devorarem os sanduÃches de linguiça com ovo e queijo derretido, a especialidade do lugar.
O antigo Bar da Linguiça foi aberto em 1937, e ficava aberto 24 horas por dia. Simplesmente não fechava nunca. Oficialmente, se chamava Bar Paulista, mas assumiu o nome dado pelos fregueses. Era um dos lugares mais democráticos que se podia freqüentar, reunindo nas pequenas mesas artistas (Paulo Autran batia ponto no boteco quando vinha encenar suas peças na cidade), jornalistas, jogadores de futebol, policiais, damas da noite, cafetões e boêmios em geral. Todos juntos, dando-se à trégua da última — ou, em certos casos, a primeira – cerveja da noite.Â
Foi quando, em novembro de 2007, anunciou-se que o Bar da Linguiça iria fechar suas portas. Boêmios mais assÃduos choraram lágrimas de sangue. Os nem tão assÃduos — como este escriba — sentiram como se um grande amigo, embora distante, morresse de repente. Aquele amigo do tipo que você nunca vê, mas se sente seguro e feliz por ele estar vivo e bem de saúde. Pois esse amigo se fora.
Foi nada! No raiar de 2008, um dos sócios do velho Linguiça, o Ambrósio, decidiu continuar a tradição da famÃlia Stefanelli e reabriu o bar, agora sob a alcunha de Cervejaria. Em outro ponto da cidade — próximo ao Estádio Brinco de Ouro — todo modernizado, a estrutura conta com um deck sobre a movimentada avenida Ayrton Senna. A freqüência mudou bastante, é verdade. Agora, no lugar das damas da noite e seus cafetões, estudantes, executivos em happy-hour e até famÃlias lotam os ambientes externo e interno.
Mas a alma do velho Linguiça está lá. O famoso sanduba de linguiça, queijo e ovo, agora batizado de Rei Especial, continua atraindo multidões. A cerveja continua gelada e — surpresa para os brejeiros! — além das Pale Lager de sempre, há a ilustre presença de uma Pilsen de verdade: o bar serve a holandesa Heineken em garrafas de 600ml, em balde com gelo.
Para alegria geral dos brejeiros, da botecagem e da baixa gastronomia…
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Segunda-feira, 16/Junho/2008

Novidade da Falke, a IPA, ainda em embalagem não oficialÂ
Na última sexta-feira, 13, BREJAS esteve presente no Bar Anhangüera, na capital paulista, no encontro-degustação da primeira leva deste mais novo estilo da Cervejaria Falke, artesanal de Belo Horizonte. O convite foi feito pelo proprietário e sempre boa-praça Marco Falcone.
Como apenas o Confrade Ricardo Sangion (o Xu) pôde comparecer ao evento, tratou de trazer alguns exemplares da cerveja para a degustação do restante dos brejeiros. Portanto, a avaliação da novÃssima Falke Pale Ale (que ainda não está à venda) será feita muito em breve pelo BREJAS, e postaremos aqui nossas impressões e um pouco da história dessa nova breja.
Aguarde.
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Domingo, 15/Junho/2008
Cerveja pilsen – 4,7% - Brasil
A cerveja Nobel é uma tÃpica pilsen nacional. De coloração amarela clara, fica bonita na tulipa, mantendo por muito tempo a subida das bolhas. O creme inicial tem tamanho médio que diminui logo, mas permanece uma fina camada que não acaba antes do lÃquido.
O paladar tem corpo leve para médio, com textura aguada e carbonatação média. Para os mais atentos surge um sabor levemente adocicado, com final pouco amargo e de curta duração.
Com aroma comum de malte, falta um lúpulo mais marcante.
Tem rótulo discreto e bonito, com um lacre que dá um diferencial na aparência. É muito parecida com as pilsen nacionais, mas com certa personalidade. Percebe-se que é produzida com os cuidados necessários das cervejas que querem ganhar mercado, com produtos de qualidade na produção da bebida.
Minhas notas foram:
Aparência: 2
Paladar: 2
Sabor: 4
Aroma: 3
Geral: 10
Total: 2,1
Seu site é muito bonito; de acordo com o confrade Cuca, é o mais bonito entre os das cervejarias nacionais. Não trás muitas informações relevantes sobre a cerveja, infelizmente. Mas fala sobre a origem e a história da fábrica da cerveja Nobel, que hoje pertence ao grupo Schincariol.
Gostaria de saber dos confrades que a tomam regularmente suas opiniões a respeito dela. Concordem, discordem, mandem seus comentários.
Grande abraço a todos!
Postado por Menke em Degustação | 5 Comentarios »
Quinta-feira, 12/Junho/2008

Degustar cerveja é uma delÃcia, ninguém há de negar. Mas começar a entender um pouco do assunto leva tempo, dedicação e muitas vezes uma boa quantidade de rótulos de cervejas consumidos.
A fim de auxiliar o “novo” degustador, BREJAS elaborou uma seleção de 25 bons rótulos, um para cada principal estilo cervejeiro, em sua grande maioria fáceis de achar e com preços acessÃveis. Procuramos ser abrangentes na seleção, tudo para possibilitar a quem está começando agora poder “entender” cada estilo de cerveja sem gastar rios de dinheiro. E pra quem já começou a degustar, o guia serve, pelo menos, para “acelerar” os conhecimentos no assunto.
O guia 25 Cervejas que todos devem experimentar está na seção “As Melhores”. Leia sem moderação.
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Terca-feira, 10/Junho/2008

Os franceses mais empedernidos, ciosos do seu produto nacional — o vinho — não disfarçam um esgar de desaprovação ao passar defronte ao número 65 da Avenida Champs Elisées, a mais francesa das avenidas. É ali que está fincada a “cervejaria gourmet” Culture Bière, que se tornou em pouco tempo um dos endereços mais badalados da juventude parisiense.
Já na entrada, o visitante encontra um american bar com diversas opções de brejas on tap. Relaxe e peça ao bartender — sempre muito atencioso — uma Formule Dégustation (€ 4,60), que consiste em pequenas amostras na pressão da classificação de cervejas adotada pela casa: blonde, brune, ambrée e blanche. Destaque para a excelente blanche (tecnicamente, uma witbier) francesa Edelweiss, fabricada pela gigante Heineken, super-refrescante, frutada e com toques de ervas.

O Culture Bière possui três andares elegantemente decorados e ligados por um elevador panorâmico, onde se distribuem o bar e o imenso restaurante, cujos pratos harmonizam-se com as opções das cervejas oferecidas. Ainda no térreo, logo em frente ao american bar, há uma loja onde se pode encontrar, além de abridores de garrafa e outros souvenires, produtos de fabricação própria elaborados com cerveja, como temperos, mostardas, geléias e até mesmo terrines e caviares. Definitivamente, é a glamourização da cerveja!

Em visita à boutique do Culture Bière, após haver degustado algumas brejas locais, este escriba não se conteve e adquiriu o inacreditável estojo de aromas de cervejas (foto abaixo), o qual vem sendo bastante útil nas degustações do BREJAS.

O estojo “Les arômes de la bière” (€ 45) vem com dezoito pequenos frascos com essências que vão do lúpulo, coentro, mel e cascas de laranja, até a aromas “imateriais”, como o tostado. Há também três tipos de malte, além de um guia explicativo em francês.
DICA DO BREJAS: Na sua próxima visita a Paris, desembarque na estação de metrô Charles de Gaulle Étoile, conheça ou reveja o Arco do Triunfo e depois vá descendo a Champs Elisées. O Culture Bière fica no número 65, ao lado direito de quem desce a Avenida. Santé!
Postado por Mauricio Beltramelli em Viagem e Cerveja, Bares que Amamos | 5 Comentarios »
Domingo, 8/Junho/2008
De Genebra, na SuÃça.Â
Nada mais interessante e agradável do que conhecer a região onde é produzida a mais famosa dentre todas as Trappistenbiers. Entre florestas que dividem a região sul belga com o nord français esta localizada a região de Chimay, rodeada por vilarejos como Forges,  Baileux, Bourlers, e onde se encontra o Auberge de Poteaupré, excelente ponto de partida (e de chegada!) para explorar e degustar esta saborosa região.Â

Aqui encontrei  toda a produção trapista da  Abadia  de Scourmont que fica a não mais do que 300 metros dali. Queijos , patês, licores e, é claro, a cerveja! Aproveitei então para experimentar os dois tipos de cervejas on tap oferecidas pelo estabelecimento.
- A Chimay tripel 8% “na pressão” é algo realmente raro e é encontrada apenas na região, curiosamente chamada de blanche pelo serviço da casa. Sua versão on tap é deliciosa e para mim muito próxima da versão garrafa, porém com mais frescor e talvez menos intensidade, caracterÃsticas normais das versões em pressão.

- A segunda cerveja na pressão servida pela casa é a Chimay Spéciale Poteaupré, exclusivamente produzida e vendida ali, servida em copos estilo tulipa.Â

Com 4,5% de volume alcólico, é uma cerveja puro malte, de cor dourada e levemente turva, mais fraca e um pouco menos intensa que a primeira, ideal para dias de calor no terraço do albergue.

No cardápio  encontra-se também a já comentada fórmula triple dégustation, com a qual se pode provar os três tipos de cerveja. Existe também a fórmula dégustation mixte, que alterna cervejas e queijos. A mais completa é a chamada la totale,  um carrossel completo com as três Chimays, mais a Spéciale Poteaupré e os quatro tipos de queijos mais tradicionais da casa. Quer mais ?
Não preciso reforçar que, na lojinha da entrada, encontram-se todos os tipos da cerveja em garrafas pequenas e as três versões garrafas grandes com rolha, alem de toda a gama de produtos e acessórios Chimay. Toda esta produção é feita pelos monges trapistas da Abadia de Notre Dame de Scourmont que estabeleceu-se na região em 1850 e logo já foi conhecida pela sua produção de queijos e cervejas.Â

É possivel entrar no jardim central da Abadia e visitar a igreja que ali se encontra.

A região é realmente agradável e a própria localidade de Chimay também vale a pena ser visitada. Além de tradicionais estabelecimentos entre cafés, restaurantes e bares, existe ali o Château de Chimay, e sua visita proporciona um mais amplo conhecimento da história da região.

Logo na entrada da cidade, a mensagem de “bem-vindo”.

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Sabado, 7/Junho/2008
A Justiça americana aprovou ontem o acordo entre as empresas, válido para aquele paÃs. A MillerCoors passa a ter 29% de share no mercado local, contra 49% da lÃder Anheuser-Busch, que segue sendo pretendida pela InBev
Meio e Mensagem - 06/06/2008 - 11:14
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos aprovou hoje a joint venture entre a SAB Miller e a Molson Coors para aquele paÃs, acordo que fora anunciada no final do ano passado. A nova MillerCoors deterá 29% do mercado norte-americano de cerveja, com marcas como Miller Lite, Coors Light, Blue Moon, Leinenkugel’s, Peroni, Molson, Miller High Life e Coors Banquet. A Anheuser-Busch, cuja compra está sendo pretendida pela InBev, mantém a liderança com 49% de share. Uma matéria de um jornal belga publicada hoje diz que a Anheuser mantém conversas com a companhia.
Quando anunciado o plano para joint venture em outubro passado, executivos da Miller e Coors disseram esperar reduzir custos em US$ 500 milhões nos primeiros três anos.
Não está claro o que o acordo vai ocasionar no relacionamento com as agências publicitárias, no caso, Interpublic, draftFCB, Taxi e Avenue A/Razorfish, da Coors; e Bartle Bogle Hegarty, Young&Rubicam, Saatchi&Saatchi e Arc Worldwide, da Miller.
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Sabado, 7/Junho/2008
De Genebra, SuÃça.Â
Em textos já publicados neste blog, BREJAS havia encontrado nas ruas de Amsterdam a simpática bicicleta “transportadora de Westvleterens”. Desta vez encontramos um trator!

Este é o trator de transporte de caixas da Abadia de St Sixtus, no oeste belga!
Postado por Miga em Viagem e Cerveja | 1 Comentario »
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