Blog do BREJAS - Tudo sobre Cerveja

Pão e Cerveja: Programa 205 – Cervejaria Bäcker

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Exemplo de expertise, dedicação e também humildade, o mestre cervejeiro Ricardo Canabrava comanda os tanques da segunda mais antiga cervejaria de Minas Gerais, a Bäcker. É com essa fera que a jornalista Fabiana Arreguy conversa no programa de hoje. Aproveite e relembre a visita que o BREJAS fez há quase quatro anos à cervejaria mineira assistindo o filme abaixo:

Eggenberg (República Tcheca), a cervejaria heroína

Ela foi fundada em 1560, sobreviveu a reis, rainhas, guerras e ao domínio soviético. Em Ceský Krumlov, na República Tcheca, eu entrevisto Anna Jerová, da Pivovar Eggenberg, a qual conta um pouco dessa belíssima história. Falo mais dessa cervejaria heroína em matéria a ser publicada na semana que vem aqui mesmo no Blog.

Eu e Anna Jerová: Entrevista num frio de -2ºC (por isso, não reparem nas roupas, sobretudo na minha touca mal-ajambrada...).

Eu e Anna Jerová: Entrevista num frio de -2ºC (por isso, não reparem nas roupas, sobretudo na minha touca mal-ajambrada…).

A coluna Pão & Cerveja vai ao ar todas as sextas-feiras às 11:45 da manhã pela rádio CBN de Belo Horizonte (106,1 FM). Ouça ao vivo o programa ou curta os programas anteriores gravados e disponibilizados aqui no blog pelo BREJAS.

Pão e Cerveja: Programa 204 – VIII Concurso Nacional das ACervAs

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Mês que vem vai acontecer a oitava edição do Concurso Nacional das ACervAs, no qual cervejeiros caseiros de todo o país concorrem com suas criações em diversos estilos. Quem fala sobre ele à jornalista Fabiana Arreguy é o homebrewer Anuar Tarabai, presidente da ACervA Paranaense (associação de cervejeiros caseiros do Estado), entidade que será a anfitriã da festa, que ocorrerá de 30 de maio a 1º de julho em Curitiba.

Wee Heavy na fonte

Pub The Horse Shoe em Glasgow, Escócia.

Pub The Horse Shoe em Glasgow, Escócia.

Na Dica do BREJAS, eu falo diretamente de Glasgow, na Escócia, onde estive no mês passado à procura das grandes real ales, cervejas embarriladas na madeira tão típicas do Reino Unido. Ali, encontrei uma breja do estilo wee-heavy de tomar ajoelhado. Confira!

Pão e Cerveja: Programas gravados no Festival Brasileiro da Cerveja 2013

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Quer saber tudo o que de melhor rolou durante o Festival Brasileiro da Cerveja 2013 em Blumenau? Ouça os programas a seguir, gravados com ninguém menos do que os protagonistas da maior festa cervejeira do país!

Clique nas caixas para ouvir:

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A jornalista Fabiana Arreguy entrevista os cervejeiros André Junqueira (Morada), Rodrigo Chervinski (Providência) e a sorveteira Emilene Stival, da Gelataio, que fez enorme sucesso na festa com sorvetes de cervejas artesanais.

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O papo é com Samuel Cavalcanti, o inspirado cervejeiro da Bodebrown, eleita a Cervejaria do Ano no Festival.

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As cervejas em homenagens a bandas de rock estão cada vez mais em profusão. Quem fala sobre elas é Sady Homrich, colunista de cervejas do jornal Folha de S. Paulo e baterista da banda Nenhnum de Nós. Na sequência, eu falo diretamente de Munique, na Alemanha, onde fui curtir uma neve e procurar lugares e dicas cervejeiras interessantes pros leitores do BREJAS e do Pão e Cerveja!

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Quem disse que no mundo cervejeiro também não tem compra e venda de “passes”? A cervejaria piracicabana Dama Bier, recentemente, contratou os figuras Ilceu Dimer (mestre cervejeiro) e Paulo Feijão (sommelier de cervejas), os quais trabalhavam em outra casa cervejeira. E o papo é com os caras! No meu diário de viagem, eu noticio uma verdadeira conquista: Consegui entrar e visitar a Abadia de Engelszell, na Áustria, oitavo mosteiro cervejeiro a obter o status de “trapista” (veja aqui essa história).

A coluna Pão & Cerveja vai ao ar todas as sextas-feiras às 11:45 da manhã pela rádio CBN de Belo Horizonte (106,1 FM). Ouça ao vivo o programa ou curta os programas anteriores gravados e disponibilizados aqui no blog pelo BREJAS.

23 motivos que explicam os altos preços das cervejas artesanais brasileiras

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Por Leonardo Sewald * (com revisões de diversos profissionais do setor cervejeiro)

Por que a cerveja artesanal tem um preço tão alto no Brasil?

Essa pergunta tem uma resposta complicada e longa. Para ajudar a esclarecer um pouco a questão, escrevemos um artigo, que foi apresentado durante a mesa redonda dos Blogueiros Brasileiros de Cerveja no Festival da Cerveja de Blumenau 2013.

Cerveja artesanal está na moda hoje no Brasil. Microcervejarias novas surgindo, novos restaurantes aparecendo todo mês, a massa de profissionais envolvidos no meio cervejeiro aumentando, homebrewers crescendo… Ao que tudo indica, um mercado que está crescendo. E de vento em popa.

É inevitável a comparação com outros mercados de cervejas artesanais mundo afora, como Inglaterra, Alemanha, Bélgica e, especialmente, Estados Unidos. Pois é, sobre isso, tenho algumas coisas a dizer. Nem todos irão concordar com o que eu digo aqui. Tudo bem com isso, é o debate que nos faz crescer enquanto seres humanos, já diria Sócrates.

Vamos direto ao ponto: podemos comparar sim a nossa realidade com a de outras nações cervejeiras, acho inclusive que devemos fazer isso para nos informarmos, adaptarmos as transformações à nossa realidade e aprendermos com os erros dos outros. Mas com os pés no chão.

Temos que comparar nosso mercado cervejeiro aos mais desenvolvidos, como o dos EUA.

Temos que comparar nosso mercado cervejeiro aos mais desenvolvidos, como o dos EUA.

Transformações são lentas. O Brasil recém começou uma revolução cervejeira, coisa de cerca de 10 anos com o ressurgimento das primeiras microcervejarias no país. E, como no caso de outras nações cervejeiras, isso iniciou nas mãos de poucos pioneiros que tentaram (e o fazem até hoje) de todas as formas mudar a nossa realidade de mercado em um ambiente inóspito: um país onde o consumidor ainda desconhece muita coisa no que diz respeito à cerveja; impostos são abusivos; não existe colaboração; logística é um pesadelo; o ponto-de-venda não entende o produto com o qual está trabalhando, dentre outros fatores prejudiciais que irei descrever mais adiante.

Estamos juntos curando uma miopía histórica da população. Mas nós só iremos conseguir fazer isso da melhor forma com qualidade e informação. Quem já me conhece sabe que eu sempre bato na mesma tecla da qualidade, palavra tão banalizada por grandes empresas que chega a ser sem graça de usar. Mas é ela que importa. Estamos resgatando o real sentido da palavra qualidade: no processo produtivo, na interação com o consumidor, na arte, na história. Sem qualidade não há cerveja artesanal que resista.

A questão que talvez esteja faltando para muitos é a informação. Uns possuem mais dela do que outros, e isso é normal. O ponto que vejo hoje é que ainda existe muita desunião no setor. Seja esta desunião entre as cervejarias, entre pontos-de-venda, entre sommeliers e juízes BJCP. Muita gente brigando ao invés de trabalharem juntas. Isso para mim está arraigado no fato de que as pessoas, por não terem toda a informação na mão, acabam emitindo opiniões pouco embasadas e, infelizmente, injustas.

No Brasil tem muita gente brigando ao invés de trabalhar junto.

No Brasil tem muita gente brigando ao invés de trabalhar junto.

Quem já abriu um negócio, foi pra guerra ou passou por uma situação de vida ou morte já falou a célebre frase: “só quem estava lá sabe…”. Isso não precisa ser assim. Na realidade, quanto mais fugirmos disso e compartilharmos as nossas aflições, melhor será para todos, os que estão no lado da produção podem com isso construir de forma coletiva uma solução adequada para os problemas enquanto os que estão no lado da divulgação podem disseminar o conhecimento embasado ao alcance de todos. Em suma, podemos nos aproximar uns dos outros. OK, isso pareceu frase de grupo de auto-ajuda…

Vou dar um exemplo que acho que seja de interesse geral: hoje se fala que a cerveja no Brasil é muito cara. Pra vocês verem como as coisas não são tão simples, vocês perceberão que nunca há apenas um vilão e a coisa é mais complicada do que parece.

Vocês sabiam que, além de impostos altos, o Brasil é um dos países com a logística mais cara do mundo? Nos comparando com países de dimensões continentais como os Estados Unidos, onde 90% dos transportes pesados para portos no país são feitos via trem ou balsas, aqui no Brasil temos menos da metade deste valor percentual (33% – dados da Informa Economics). Aqui, utilizamos estradas, porque o Brasil está bem longe da quilometragem de trilhos de trem quando comparado aos EUA (Os EUA é o país com maior quilometragem de trilhos no mundo, com 226.427 km. O Brasil tem 29.000km). Nosso país tem estradas péssimas, pedágios caros e um governo ciente do problema que é ótimo em planejar – mas péssimo em executar. Para ajudar a desmistificar a questão do preço e informar a todos, elaborei, com a ajuda dos meus queridos colegas de profissão, este guia sucinto que fala sobre o custo da cerveja no Brasil. De maneira alguma iremos esgotar a discussão em cima de cada ponto aqui; isso é apenas uma maneira de informa-los sobre o meio inóspito em que nós, cervejeiros, estamos inseridos e tentando de todas as formas fazer com que um produto de qualidade chegue nas mãos de vocês. Talvez assim, com as informações corretas, as pessoas passem a entender melhor a nossa situação e nos fornecer mais apoio para que a indústria cervejeira no Brasil cresça e deixe sua marca permanente.

Brasil: País atrasado em vários aspectos, encarecendo todos os bens de consumo. (Imagem: Blog do Juca)

Brasil: País atrasado em vários aspectos, encarecendo todos os bens de consumo.
(Imagem: Blog do Juca)

 A – armazenamento

Quando se produz algo, é preciso de espaço para armazenar o produto finalizado. Apesar de termos dimensões continentais, a esmagadora maioria dos produtores, sejam eles do setor agrícola ou da indústria, ainda dependem de terceiros para armazenagem dos seus produtos. Novamente comparando com um país grande como o nosso, os EUA: metade das operações de armazenamento do setor agrícola americano está localizada nas próprias fazendas. Aqui no Brasil, apenas 6% da produção agrícola do país é armazenada no local onde foi cultivada, sendo que ela é transportada (leia-se: impactando aí um custo logístico) para um terceiro que a armazena e que, obviamente, cobra por isso. Quem paga, no final das contas? O consumidor, lá na ponta… Mas porque diabos estou falando de agricultura? Lembrem que uma cervejaria utiliza malte e lúpulo, onde o malte, mesmo em grande parte sendo produzido no Brasil, ainda custa caro; o lúpulo, por ser importado, mais ainda.

Continuar lendo ’23 motivos que explicam os altos preços das cervejas artesanais brasileiras’

EXCLUSIVO: Wäls lançará cerveja em comemoração ao aniversário do Pão de Açúcar

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Em primeira mão pelo BREJAS

Enquanto você lê essas linhas, uma nova cerveja está, nesse exato momento, sendo produzida, cujo segredo era mantido a sete chaves pelos irmãos Tiago e Zé Felipe, da Cervejaria Wäls, artesanal de Belo Horizonte (MG). Trata-se da Wäls 65 Anos Pão de Açúcar, comemorativa de aniversário do supermercado.

E atenção para o estilo e os ingredientes: Será produzida uma cerveja no estilo Belgian Witbier, com adição de baunilha de Madagascar, alfarroba, tâmaras e cascas de laranja, mantendo a tradição dos irmãos cervejeiros como pesquisadores incansáveis de insumos. A produção alcançará apenas 8 mil litros, e a distribuição e venda se darão apenas nos supermercados da marca.

Justa homenagem

Eles não fornecem números, mas de um fato tem-se certeza: Graças à sua grande rede de lojas, em números absolutos, o Grupo Pão de Açúcar é o maior vendedor no Brasil das cervejas ditas “especiais” ou “super premium”, aí incluídas as artesanais brasileiras. Isso faz com que uma cerveja elaborada especialmente para o Grupo seja, ao mesmo tempo, uma justa homenagem ao supermercado que mais difunde a cultura cervejeira, bem como mais uma oportunidade dourada para que as cervejas artesanais brasileiras sejam cada vez mais conhecidas do grande público.

O homem por trás da conquista é Robson Grespan, paulista de Santo André e comprador de cervejas especiais do Grupo Pão de Açúcar. Sommelier de cervejas e declarado apaixonado pelas brejas de estirpe, foi dele a ideia e viabilização da breja, projeto prontamente abraçado pela artesanal mineira, que nesse ano teve um de seus rótulos, a cerveja Wäls Pilsen, eleito como Melhor Cerveja do Brasil no I Concurso Brasileiro de Cervejas em Blumenau.

A previsão de venda da Wäls 65 Anos Pão de Açúcar é para agosto próximo.

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