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Deguste mais, deguste melhor: participe de uma confraria

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Com o avanço da cerveja artesanal no mercado, aumento da disponibilidade de rótulos sofisticados (e caros) e, ainda, com um maior interesse por parte dos consumidores, certa prática bem difundida entre apreciadores de um outro fermentado tem se demonstrado como uma iniciativa produtiva e inteligente também para os que gostam de uma boa cerveja: a confraria. O tradicional ato de compartilhar bebidas entre amigos. Ou se preferirem, confrades.

Observo que eu costumo beber sozinho com grande frequência. Aprecio o momento. Contudo, degustar uma cerveja de qualidade em companhia de pessoas que também compartilham com você o mesmo interesse em entender os “porquês” de cada rótulo, em pesquisar e claro, investir, certamente é bem mais interessante. Essas são algumas das vantagens de participar de uma confraria. Vejamos outras três:

Custo

Até uns três ou quatros anos atrás, era possível para o consumidor (dos mais empenhados) conseguir sozinho acompanhar praticamente todos os lançamentos cervejeiros que chegavam ao mercado nacional. Já nos dias de hoje, tal comportamento se tornou quase que impossível de ser adotado. Pois além da avalanche de novas cervejas, os altos preços inviabilizaram quase que por completo algo neste sentido. Solução? Dividir os custos. Compartilhar. Assim aquela cerveja de R$ 280,00 passa a ser bem menos proibitiva, digamos.

“Caçar” em grupo sempre foi mais produtivo

O caminho para se degustar as melhores cervejas do mundo é muito menos espinhoso e dispendioso quando trilhado em conjunto. Entre confrades. Ou seja: quando o assunto é cerveja rara e A+, a confraria passar ser obrigatória – eu diria. Você sonha por exemplo em fazer uma vertical de Dark Lord ou mesmo degustar a linha “weekday stouts” da The Bruery? Trate de descobrir pessoas com esse mesmo objetivo e que estejam dispostas a cooperar na busca. Fazer isso sozinho levaria bem mais tempo e demandaria muito mais inve$$$timento. Acredite.

Aprendizado

O exercício de se degustar em grupo, além de ser prazeroso e bem divertido, é também pedagógico. Uma vez que você tem a oportunidade de trocar experiências com outras pessoas em tempo real sobre o que está bebendo e melhor, sob as mesmas condições. Normalmente todos participantes acabam aprendendo e ensinando algo em uma mesa de degustação. Sem dúvida este é um dos principais ganhos proporcionados pela confraria.

Para concluir, ressalto que tenho conhecimento de várias confrarias bem produtivas espalhadas pelo Brasil. Fico feliz com esse engajamento. Pois tudo isso acaba que fomentando novas amizades e consequentemente espalhando a cultura cervejeira.

Ah, mais uma coisa: nunca se esqueça que cerveja A+  TEM que ser compartilhada. É fundamental ter isto em mente caso você pense em participar de alguma confraria produtiva um dia.


FiL CruX
Beer Sommelier ávido por cervejas *A+* . É também um apreciador de música extrema e colecionador de miniatura de carros da PSA.

Festival da Cerveja de Blumenau terá apenas cervejarias artesanais brasileiras

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Atendendo a uma reivindicação da Abracerva – Associação Brasileira de Microcervejarias, o Festival Brasileiro de Cervejas, que ocorre em Blumenau (SC) a cada mês de março, terá apenas a participação das cervejarias artesanais brasileiras já em sua próxima edição, em 2017.

Outra modificação importante foi o repasse de 1% da receita do Festival para a Abracerva. “Entendemos como importante tal repasse a fim de fortalecimento do movimento cervejeiro brasileiro, o qual necessita de instituições fortes e atuantes”, afirma Ricardo Stodieck, secretário municipal de turosmo de Blumenau e presidente do Parque Vila Germânica, onde o evento se realiza.

Além das novas diretrizes, ficou decidido que o setor 4 do Parque será utilizado apenas como apoio e utilização dos banheiros pelo público, sem uso das cervejarias, exceto se houver acordo em contrário entre a organização e a Abracerva, sempre a privilegiar a justiça e igualdade de condições entre os expositores.

A entidade também terá um estande no Festival, bem como pelo menos um representante para atuar junto à organização do Concurso Brasileiro de Cervejas. Ainda haverá outro representante para atuar com a organização junto à Secretaria da Fazenda de Santa Catarina, a fim de reivindicar a diminuição dos custos tributários dos expositores.

As novas determinações fizeram parte de um ofício de Stodieck à diretoria da Abracerva. Veja a íntegra:
Stodieck

5 cervejarias para se tentar uma colaborativa definitivamente impactante

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O movimento da cerveja artesanal no Brasil apesar de jovem, já conseguiu o feito de ser notado pela cena cervejeira mundial. Há razões para isso: medalhas em campeonatos importantes, participações de cervejarias em alguns dos festivais mais prestigiados do meio e ainda a empreitada de cervejas colaborativas com alguns respeitados nomes estrangeiros.

O desenvolvimento de uma cerveja realmente colaborativa além de fomentar o networking, troca de idéias, técnicas e conceitos; também tem mostrado ser uma eficiente estratégia de marketing. Contudo a escolha da cervejaria – ou das – parceira do projeto deve ser muito bem trabalhada. Ou seja: buscar nomes de peso no cenário mundial eu diria ser quase que mandatório para a relevância do projeto.

Entenda que “nome de peso” não significa necessariamente fama. Pois grande parte das cervejarias extremamente bem reputadas (as hypadas mesmo) não são conhecidas pelo grande público que consome artesanais. Porém por outro lado elas são veneradas pela exigente e influente comunidade de beer geeks. Pelos die-hards.

Geralmente essas cervejarias possuem um conjunto de características que as destoam das demais. Particularidades como: cervejas de qualidade exemplar, ousadia, longas filas em suas portas e domínio dos rankings são as semelhanças entre elas.

É fato que já tivemos alguns nomes respeitados fazendo colaborativas por aqui. Cervejarias como: Cigar City, Stone, Modern Times, De Molen, Evil Twin, Omnipollo, StillWater, To Øl etc. Contudo, de todas essas receitas que foram executas aqui podemos destacar duas ou três que realmente conseguiram uma relevância que rompeu nossas fronteiras. O resultado poderia ter sido mais positivo? Certamente. Principalmente se as parcerias fossem realizadas com cervejarias digamos que, mais hypadas.

Mas aí vem a pergunta: é fácil costurar uma colaborativa com cervejarias que detém as características listadas anteriormente (como as que vou listar mais adiante)? De forma alguma. Ninguém aqui disse esta é uma tarefa fácil. No entanto, olha aí um belo desafio para você cervejeiro profissional que almeja ver o nome de sua cervejaria soar familiar para muitos aficionados por cervejas A+ fora do país! Ok. E quais cervejarias eu deveria concentrar meus esforços para tentar de alguma forma gestar uma colaborativa?

Vamos lá: seguem cinco cervejarias que colocaria sem dúvida qualquer uma das nacionais no mapa da comunidade high end caso uma colab fosse realizada com elas. Dica bonus: que tal começar com um convite para os caras passar uns dias de férias no Brasil (claro, você pagando tudo)? ;o)

Funky Buddah

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Foto: beerbusterspodcast.com

Engana-se quem pensa que na Flórida só há a Cigar City de cervejaria de qualidade. Há várias outras. Dentre elas a Funky Buddah. Esses caras vem criando algumas das receitas mais desejadas dos EUA nos últimos anos. Flórida. Brasil. Calor. Que tal?

Pipeworks

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Além de ser uma bela cidade, Chicago é hoje uma das cidades que mais possui cervejarias que inovam dentro dos EUA. Uma das que lideram este movimento é a Pipeworks. Os caras são dementes. Praticamente “lançam uma receita a cada semana“. Alguma das melhores IPA que bebi foram feitas por eles. Sensacionais!

Trillium

Trillium
Foto: trilliumbrewing.com

Uma das caçulas da cena de cervejarias hypadas dos EUA, a Trillium é uma das grandes responsáveis pelo boom das chamadas NE / Cloudy IPA. Boston não é mais conhecida somente pela Samuel Adams e por Harvard. Imagine uma IPA colaborativa feita no Brasil com esses caras? Seria um feito daqueles meus amigos. Daqueles!

Casey

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Foto: coloradohomesmag.com

Outra cervejaria nova e altamente admirada é a Casey Brewing & Blending. Esses caras isolados no meio do Colorado fazem hoje algumas das Sours e Saison mais desejadas da terra do Tio Sam. Capaz de motivar uma galera a dirigir mais de 1000 km só pra pegar algumas de suas garrafas. Aposto que eles ainda não conhecem o Brasil. Olha que bela oportunidade!

Jester King

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Foto: Divulgação

Esta dispensa maiores apresentações e já é considerada uma cervejaria clássica na comunidade A+. Mas para resumir: fazem algumas das melhores saison que você poderá beber um dia. Além de ótimas sours com fermentação espontânea. Dica: texanos geralmente gostam do Brasil.

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Beer Sommelier ávido por cervejas *A+* . É também um apreciador de música extrema e colecionador de miniatura de carros da PSA.

 

Festival Amazônico de Cerveja: Música, gastronomia e cerveja na floresta

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Festa terá 25 cervejarias artesanais brasileiras

Quem curte cerveja têm razões de sobra para comemorar a chegada do segundo semestre de 2016: o sabor de 25 cervejarias artesanais brasileiras e 1 americana vai apurar o paladar do público na 2ª edição do Festival Amazônico de Cerveja (FAC). O evento será no Hangar – Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, em Belém, nos dias 13 e 14 de agosto. Serão mais de 10 mil litros de chopp artesanal de 68 diferentes rótulos de cerveja, que o público vai saborear ao som de muito rock, blues, lambada e guitarrada.

Como cerveja e rock são irmãos gêmeos, no FAC vai rolar todos os gêneros do rock and roll, mas o peso do show de encerramento fica com o Matanza!! Jymmy London, vocalista da banda de countrycore – subgênero do punk rock, falou sobre a volta à Belém depois de três anos desde a última apresentação, e o porquê do festival ser tão interessante.

“Belém é uma cidade fantástica, sua arquitetura, a comida nem se fala. As pessoas são ótimas e sempre fizemos muitos amigos. O FAC é uma proposta incrível, uma oportunidade das pessoas degustarem cervejas que tem produção reduzida e que, por isso, são difíceis de encontrar por aí. Imagino que devamos encontrar verdadeiras preciosidades no Festival! Acredito que ingredientes amazônicos devam render cervejas memoráveis!”, concluiu o vocalista do Matanza, que se apresenta no dia 14.

Assim como dissemina e fortalece a cultura cervejeira do Norte do país, ao inserir Belém na rota dos festivais de cerveja artesanal e no universo da gastronomia amazônica, o Festival faz questão de compor seu line-up com sons que vêm da floresta. Depois de Felipe Cordeiro no ano passado, é a vez da batida latino-amazônica e dançante de Félix Robatto agitar a programação do FAC. Hit consagrado do guitarrista e percursionista, “Eu Quero Cerveja” promete ser o ponto alto do show.

“Eu estou muito feliz em ter sido convidado para o Festival Amazônico de Cerveja e isso vai refletir no show. Vai ser um show bem empolgante e empolgado também, porque é muito legal participar de um festival de algo que eu gosto tanto (cerveja). Eu acho muito importante um festival de cerveja aqui, que tem tanta gente produzindo, tantas cervejarias artesanais, isso fomenta essa prática, esse trabalho, aí é bacana estar junto, estar fazendo essa trilha sonora desse festival”, comentou Félix.

Sabor gastronômico do Festival

Se o som de Belém já é reconhecido no Brasil e no mundo, a gastronomia da cidade ainda é uma pérola a ser descoberta. Entretanto, esse cenário já começou a mudar de perspectiva, com o reconhecimento da capital paraense como Cidade Criativa da Gastronomia, selo internacional conferido pela Unesco. Por isto, o FAC decidiu trabalhar o conceito de gastronomia no Concurso de Comida Amazônica. Cada um dos 14 expositores deve utilizar pelo menos um ingrediente amazônico no prato apresentado.

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Para o Chef Artuzão Bestene, curador de gastronomia do Festival, antes de atribuir a essa “disputa” a alcunha de concurso, ele vê nesse momento uma oportunidade de valorizar dos ingredientes da terra. “Dos expositores, o público pode esperar variedade, bons preços, porções de todos os tamanhos. Estamos incentivando a usar determinados ingredientes regionais, mas o vencedor do concurso quem vai decidir é o público e, com certeza, o sabor é o critério que vai prevalecer nessa escolha”, esclareceu.

Outra novidade será a presença das boieiras – como são carinhosamente chamadas as cozinheiras que produzem refeições no Ver-o-Peso – Lúcia Torres e Eliana Ferreira, vencedoras do projeto de valorização gastronômica Ver-a-Boia. “Para nós é maravilhoso ter esse espaço para divulgar o que a gente faz. Vamos trabalhar em um prato bem especial para o Festival”, pontuou Lúcia.

Cerveja artesanal e mercado

A rainha da festa é a cerveja artesanal e, por conta do potencial desse segmento no mercado, o FAC incluiu oito palestras sobre o assunto na programação. Entre elas, a “Mercado cervejeiro”, que será ministrada por Carlo Enrico Bressiani, diretor da Escola Superior de Malte e Cerveja, em Blumenau (SC), e a “Empreendedorismo no mercado cervejeiro”, a ser ministrada pelo Sebrae.

Enquanto uns aprendem, outros desejam apenas degustar, e foi pensando nesse público que o Festival confirmou a presença de 26 cervejarias artesanais brasileiras, garantindo a diversidade de estilos que serão oferecidos no evento. Almir Dopazzo, proprietário da Baviera Boutique bar e um dos coordenadores do FAC, conta que a escolha dos estilos tem a ver com conseguir oferecer cervejas de vários estilos para cada tipo de cervejeiro.

“Acredito que o público que degusta a cerveja e as comidinhas será 25% maior do que ano passado. Cerveja abraça um vasto universo de degustação, e dentro de mais de 100 estilos, sempre tem aquele favorito de alguém. Por isso é importante trazer vários tipos, para contemplar o paladar de todos. Ano passado oferecemos 42 rótulos diferentes, esse ano serão 68 torneiras de chopps diferentes. Além disso, o FAC 2016 será o primeiro festival do Brasil a oferecer Sidras artesanais lupuladas com uma refrescância sem igual!”, afirmou.

Parece que o Festival Amazônico de Cerveja veio para ficar. Após o sucesso da última edição, a expectativa é que o evento alcance ainda mais pessoas este ano. “Nós ficamos muito felizes com o resultado da edição passada. Desta vez vai ser melhor ainda. Temos mais cervejarias confirmadas e vamos continuar fortalecendo a cultura da cerveja artesanal em Belém”, explica Gibson Massound, da Sonique Produções, organizadora do Festival.

O evento tem o patrocínio da faculdade Estácio-FAP e da Cerpa, e conta com o apoio do Boulevard Shopping, Sebrae, Realli, C5 Logística, Hangar, Secult, InBox Mídia e Impacto.

Serviço:

Festival Amazônico de Cerveja, nos dias 13 e 14 de agosto, a partir das 14h, no Hangar – Centro de Convenções e Feiras da Amazônia. Ingressos do primeiro lote a R$ 40 (valor antecipado promocional/meia-entrada), à venda nos pontos: Baviera Boutique Bar; lojas Crocs do Pátio Belém e Parque Shopping; quiosque do Festival no Boulevard Shopping e no site do evento www.festivalamazonicodecerveja.com.br. As atrações confirmadas são Buscapé Blues, Félix Robatto, André Moura, Puget Blues, Beatles Forever, Marcelo Kahwage e banda, Matanza, além dos Djs Felipe Proença e Bernardo Pinheiro. Informações na fanpage Festival Amazônico de Cerveja e no Instagram @festivalamazonicodecerveja. Confira o vídeo da primeira edição do Festival aqui.

Cerveja artesanal meia boca e consumidor desinformado: uma combinação de sucesso!

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O contingente de novas cervejas (nacionais e importadas) que chegam às gôndolas quase que diariamente, geralmente trazem com elas um modus operandi que é típico do nosso mercado: rótulos engraçadinhos, trocadilhos nos nomes das brejas (no caso das nacionais), histórico irrelevante e praticamente nenhuma menção ao fator qualidade.

De uma forma geral, essas cervejarias basicamente contam com o fator novidade para atrair a atenção do consumidor. Pergunta: e tal estratégia funciona? Perfeitamente. Ao menos enquanto existir consumidores tão “bem informados” como este do exemplo abaixo:

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Comentário sobre a cerveja Sul Americana Pilsen feito em grupo cervejeiro do FB.

Como vimos, existe uma peça fundamental nesse tabuleiro que é a grande responsável pelo sucesso da empreitada: o consumidor deslumbrado, desinformado e sedento por novidades. É com base nesta vertente do mercado que boa parte dos projetos que envolvem cerveja artesanal no Brasil ganha vida. Claro que se o projeto for viabilizado com o dinheiro desse mesmo consumidor, aí a jogada passa a ser de mestre.

Infelizmente ainda é bem pequeno o número de cervejarias que entram no mercado buscando seu espaço com base especificamente na qualidade de seus produtos. Ou seja, cervejarias que entregam primeiro antes de pedir algo em troca. No entanto, é lícito dizer que, com esse modelo de negócio, essas cervejarias mesmo que talvez de forma inconsciente, acabam que fomentando o senso crítico do consumidor. E isso é crucial para subir o nível da cena cervejeira brasileira.

Mas será que a questão da qualidade é tão importante assim para o sucesso de uma cervejaria? No Brasil ainda não, mas tenho esperanças que será. Se pegarmos o mercado cervejeiro mais competitivo do mundo atualmente (os EUA) para uma breve análise, veremos que uma cervejaria de qualidade consegue quase que de forma natural o seu espaço, e de forma rápida! Lá, uma cervejaria já pode nascer hypada dependendo de sua história. Peguemos por exemplo o caso da Veil Brewing: com menos de dois meses de vida ela já é um sucesso absoluto! Sorte de principiante? Não quando o cervejeiro já tenha trabalhado na Hill Farmstead, Alchemist (ela mesma, a que faz a Heady Topper) e Portsmouth: cervejarias reconhecidas mundialmente pelo alto nível de suas cervejas (ah, e elas não tem medalhas!).

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Foto: Divulgação

Como eu sou um otimista, sinceramente torço para que as boas cervejarias ocupem o vácuo deixado pelas medíocres na preferência do consumidor médio. Este último por sua vez precisa compreender que tem um papel de protagonista neste movimento de ruptura. Para isso, ele terá que se informar melhor sobre o que está bebendo. Ou vai continuar preferindo aceitar bovinamente pagar caro por algo de qualidade digamos no mínimo duvidosa?

 

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