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Festival Amazônico de Cerveja: Música, gastronomia e cerveja na floresta

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Festa terá 25 cervejarias artesanais brasileiras

Quem curte cerveja têm razões de sobra para comemorar a chegada do segundo semestre de 2016: o sabor de 25 cervejarias artesanais brasileiras e 1 americana vai apurar o paladar do público na 2ª edição do Festival Amazônico de Cerveja (FAC). O evento será no Hangar – Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, em Belém, nos dias 13 e 14 de agosto. Serão mais de 10 mil litros de chopp artesanal de 68 diferentes rótulos de cerveja, que o público vai saborear ao som de muito rock, blues, lambada e guitarrada.

Como cerveja e rock são irmãos gêmeos, no FAC vai rolar todos os gêneros do rock and roll, mas o peso do show de encerramento fica com o Matanza!! Jymmy London, vocalista da banda de countrycore – subgênero do punk rock, falou sobre a volta à Belém depois de três anos desde a última apresentação, e o porquê do festival ser tão interessante.

“Belém é uma cidade fantástica, sua arquitetura, a comida nem se fala. As pessoas são ótimas e sempre fizemos muitos amigos. O FAC é uma proposta incrível, uma oportunidade das pessoas degustarem cervejas que tem produção reduzida e que, por isso, são difíceis de encontrar por aí. Imagino que devamos encontrar verdadeiras preciosidades no Festival! Acredito que ingredientes amazônicos devam render cervejas memoráveis!”, concluiu o vocalista do Matanza, que se apresenta no dia 14.

Assim como dissemina e fortalece a cultura cervejeira do Norte do país, ao inserir Belém na rota dos festivais de cerveja artesanal e no universo da gastronomia amazônica, o Festival faz questão de compor seu line-up com sons que vêm da floresta. Depois de Felipe Cordeiro no ano passado, é a vez da batida latino-amazônica e dançante de Félix Robatto agitar a programação do FAC. Hit consagrado do guitarrista e percursionista, “Eu Quero Cerveja” promete ser o ponto alto do show.

“Eu estou muito feliz em ter sido convidado para o Festival Amazônico de Cerveja e isso vai refletir no show. Vai ser um show bem empolgante e empolgado também, porque é muito legal participar de um festival de algo que eu gosto tanto (cerveja). Eu acho muito importante um festival de cerveja aqui, que tem tanta gente produzindo, tantas cervejarias artesanais, isso fomenta essa prática, esse trabalho, aí é bacana estar junto, estar fazendo essa trilha sonora desse festival”, comentou Félix.

Sabor gastronômico do Festival

Se o som de Belém já é reconhecido no Brasil e no mundo, a gastronomia da cidade ainda é uma pérola a ser descoberta. Entretanto, esse cenário já começou a mudar de perspectiva, com o reconhecimento da capital paraense como Cidade Criativa da Gastronomia, selo internacional conferido pela Unesco. Por isto, o FAC decidiu trabalhar o conceito de gastronomia no Concurso de Comida Amazônica. Cada um dos 14 expositores deve utilizar pelo menos um ingrediente amazônico no prato apresentado.

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Para o Chef Artuzão Bestene, curador de gastronomia do Festival, antes de atribuir a essa “disputa” a alcunha de concurso, ele vê nesse momento uma oportunidade de valorizar dos ingredientes da terra. “Dos expositores, o público pode esperar variedade, bons preços, porções de todos os tamanhos. Estamos incentivando a usar determinados ingredientes regionais, mas o vencedor do concurso quem vai decidir é o público e, com certeza, o sabor é o critério que vai prevalecer nessa escolha”, esclareceu.

Outra novidade será a presença das boieiras – como são carinhosamente chamadas as cozinheiras que produzem refeições no Ver-o-Peso – Lúcia Torres e Eliana Ferreira, vencedoras do projeto de valorização gastronômica Ver-a-Boia. “Para nós é maravilhoso ter esse espaço para divulgar o que a gente faz. Vamos trabalhar em um prato bem especial para o Festival”, pontuou Lúcia.

Cerveja artesanal e mercado

A rainha da festa é a cerveja artesanal e, por conta do potencial desse segmento no mercado, o FAC incluiu oito palestras sobre o assunto na programação. Entre elas, a “Mercado cervejeiro”, que será ministrada por Carlo Enrico Bressiani, diretor da Escola Superior de Malte e Cerveja, em Blumenau (SC), e a “Empreendedorismo no mercado cervejeiro”, a ser ministrada pelo Sebrae.

Enquanto uns aprendem, outros desejam apenas degustar, e foi pensando nesse público que o Festival confirmou a presença de 26 cervejarias artesanais brasileiras, garantindo a diversidade de estilos que serão oferecidos no evento. Almir Dopazzo, proprietário da Baviera Boutique bar e um dos coordenadores do FAC, conta que a escolha dos estilos tem a ver com conseguir oferecer cervejas de vários estilos para cada tipo de cervejeiro.

“Acredito que o público que degusta a cerveja e as comidinhas será 25% maior do que ano passado. Cerveja abraça um vasto universo de degustação, e dentro de mais de 100 estilos, sempre tem aquele favorito de alguém. Por isso é importante trazer vários tipos, para contemplar o paladar de todos. Ano passado oferecemos 42 rótulos diferentes, esse ano serão 68 torneiras de chopps diferentes. Além disso, o FAC 2016 será o primeiro festival do Brasil a oferecer Sidras artesanais lupuladas com uma refrescância sem igual!”, afirmou.

Parece que o Festival Amazônico de Cerveja veio para ficar. Após o sucesso da última edição, a expectativa é que o evento alcance ainda mais pessoas este ano. “Nós ficamos muito felizes com o resultado da edição passada. Desta vez vai ser melhor ainda. Temos mais cervejarias confirmadas e vamos continuar fortalecendo a cultura da cerveja artesanal em Belém”, explica Gibson Massound, da Sonique Produções, organizadora do Festival.

O evento tem o patrocínio da faculdade Estácio-FAP e da Cerpa, e conta com o apoio do Boulevard Shopping, Sebrae, Realli, C5 Logística, Hangar, Secult, InBox Mídia e Impacto.

Serviço:

Festival Amazônico de Cerveja, nos dias 13 e 14 de agosto, a partir das 14h, no Hangar – Centro de Convenções e Feiras da Amazônia. Ingressos do primeiro lote a R$ 40 (valor antecipado promocional/meia-entrada), à venda nos pontos: Baviera Boutique Bar; lojas Crocs do Pátio Belém e Parque Shopping; quiosque do Festival no Boulevard Shopping e no site do evento www.festivalamazonicodecerveja.com.br. As atrações confirmadas são Buscapé Blues, Félix Robatto, André Moura, Puget Blues, Beatles Forever, Marcelo Kahwage e banda, Matanza, além dos Djs Felipe Proença e Bernardo Pinheiro. Informações na fanpage Festival Amazônico de Cerveja e no Instagram @festivalamazonicodecerveja. Confira o vídeo da primeira edição do Festival aqui.

Cerveja artesanal meia boca e consumidor desinformado: uma combinação de sucesso!

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O contingente de novas cervejas (nacionais e importadas) que chegam às gôndolas quase que diariamente, geralmente trazem com elas um modus operandi que é típico do nosso mercado: rótulos engraçadinhos, trocadilhos nos nomes das brejas (no caso das nacionais), histórico irrelevante e praticamente nenhuma menção ao fator qualidade.

De uma forma geral, essas cervejarias basicamente contam com o fator novidade para atrair a atenção do consumidor. Pergunta: e tal estratégia funciona? Perfeitamente. Ao menos enquanto existir consumidores tão “bem informados” como este do exemplo abaixo:

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Comentário sobre a cerveja Sul Americana Pilsen feito em grupo cervejeiro do FB.

Como vimos, existe uma peça fundamental nesse tabuleiro que é a grande responsável pelo sucesso da empreitada: o consumidor deslumbrado, desinformado e sedento por novidades. É com base nesta vertente do mercado que boa parte dos projetos que envolvem cerveja artesanal no Brasil ganha vida. Claro que se o projeto for viabilizado com o dinheiro desse mesmo consumidor, aí a jogada passa a ser de mestre.

Infelizmente ainda é bem pequeno o número de cervejarias que entram no mercado buscando seu espaço com base especificamente na qualidade de seus produtos. Ou seja, cervejarias que entregam primeiro antes de pedir algo em troca. No entanto, é lícito dizer que, com esse modelo de negócio, essas cervejarias mesmo que talvez de forma inconsciente, acabam que fomentando o senso crítico do consumidor. E isso é crucial para subir o nível da cena cervejeira brasileira.

Mas será que a questão da qualidade é tão importante assim para o sucesso de uma cervejaria? No Brasil ainda não, mas tenho esperanças que será. Se pegarmos o mercado cervejeiro mais competitivo do mundo atualmente (os EUA) para uma breve análise, veremos que uma cervejaria de qualidade consegue quase que de forma natural o seu espaço, e de forma rápida! Lá, uma cervejaria já pode nascer hypada dependendo de sua história. Peguemos por exemplo o caso da Veil Brewing: com menos de dois meses de vida ela já é um sucesso absoluto! Sorte de principiante? Não quando o cervejeiro já tenha trabalhado na Hill Farmstead, Alchemist (ela mesma, a que faz a Heady Topper) e Portsmouth: cervejarias reconhecidas mundialmente pelo alto nível de suas cervejas (ah, e elas não tem medalhas!).

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Foto: Divulgação

Como eu sou um otimista, sinceramente torço para que as boas cervejarias ocupem o vácuo deixado pelas medíocres na preferência do consumidor médio. Este último por sua vez precisa compreender que tem um papel de protagonista neste movimento de ruptura. Para isso, ele terá que se informar melhor sobre o que está bebendo. Ou vai continuar preferindo aceitar bovinamente pagar caro por algo de qualidade digamos no mínimo duvidosa?

 

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Beer Sommelier ávido por cervejas *A+* . É também um apreciador de música extrema e colecionador de miniatura de carros da PSA.

Cervejaria artesanal patrocina a Bierville, em Joinville

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Forte presença de cervejarias artesanais será diferencial deste ano

JOINVILLE (SC) – A alegria das tradições germânicas, música, gastronomia, e chope artesanal. Fundamentada nestes ingredientes, a Bierville – Festa da Cerveja de Joinville, confirmou o patrocínio de uma cervejaria artesanal a OPA Bier para a segunda edição do evento. De acordo com Werner Weege, proprietário da cervejaria, “a OPA Bier sempre esteve na vanguarda no ramo cervejeiro. Foi a primeira cerveja envasada em garrafa de alumínio em território nacional, primeira lata de 5 litros pressurizada, são exemplos. Agora investe numa ação que visa resgatar o lugar de destaque que Joinville tinha no calendário de festas do estado, com a construção de um grande evento cervejeiro anual”.

Norberto Mette, um dos diretores da SOL Feiras e Eventos, organizadora da festa, avalia a parceria com bastante entusiasmo, “Já no ano passado era nosso desejo ter tido a OPA Bier como patrocinadora oficial, o que acontece agora, quando caminhamos para a consolidação do evento. A postura da cervejaria mostra que acredita no processo de construção de um novo grande evento de outubro em Santa Catarina”.

Na edição do ano passado, uma pesquisa foi realizada com o público, que embora tenha se manifestado satisfeito, com índice acima de 75%, apontou alguns aspectos a serem melhorados, entre eles a presença de cervejarias artesanais. Para atender a essa demanda, foram colocados à disposição das cervejarias 50 estandes, que devem somar mais de 200 rótulos ao público. A Bierville ocorre de 12 a 15 de outubro, na Expoville., o que se concretiza este ano.

Serviço:

Bierville – Festa da Cerveja de Joinville
Quando: de 12 a 15 de outubro.
Local: Expoville – Joinville/SC
Ingressos: R$20,00 inteiro. R$10,00 meio. Crianças menores de 12 anos não pagam.

Fonte: Sol Feiras e Eventos

Quer “roubar a cena” no mercado cervejeiro nacional? Faça uma IPA de verdade!

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É inegável que o mercado cervejeiro brasileiro deu um salto nos últimos anos em quantidade de rótulos e numa menor escala, em qualidade. Temos visto novas cervejarias surgindo por vários cantos do país. Sejam com infraestrutura própria ou mesmo utilizando o modelo de contract brewing / Cigano.

Se por um lado há diferenças entre elas no modelo de negócio, por outro, existe uma similaridade que vem se tornando praticamente uma receita de bolo: a presença de IPA no portfólio. E isto é ruim? De forma alguma. Contudo, desde que realmente seja uma verdadeira IPA.

Por mais que a considerável quantidade de lançamentos de IPAs talvez passe a impressão de que o estilo esteja saturado, eu diria que ele simplesmente ainda nem mesmo foi explorado a contento por aqui. Pois IPA bem feita no Brasil ainda é exceção. Infelizmente. Na grande maioria delas ainda faltam características básicas do estilo como aromas (seria demais pedir algum frescor?) e sabores advindos do lúpulo, sobra dulçor da base maltada, harsh nas alturas e outros atributos indesejáveis. Não entrarei aqui no mérito dos não-tão-raros off flavors que eventualmente aparecem e acabam ofuscando ainda mais a experiência da degustação.

Felizmente temos algumas cervejarias (poucas é verdade) que estão dispostas a mudar este panorama e naturalmente ocupar o vácuo deixado pelas demais. Ou seja: estão roubando a cena! E isto acontece porque elas simplesmente resolveram fazer IPAs como se deve (utilizando insumos de qualidade, sem economia porca na quantidade desses, não pasteurizando e eventualmente não filtrando) e não apenas um esboço rasurado do estilo.

E para aqueles que dizem por aí que IPA já é coisa batida e que a onda agora é apostar em estilos mais hipsters rebuscados, saibam que ele é de longe o estilo mais vendido no mercado de artesanais dos EUA (mercado que atualmente é o mais inovador do mundo quando o assunto é cerveja) e que por lá as cervejarias tem praticamente por obrigação a incumbência de disponibilizar uma IPA de qualidade em seus portfólios. Muitas inclusive dependem disso para sobreviver.

Uma simples demonstração da força que o estilo detém sobre a terra do Big Four do Thrash Metal;  é a quantidade de IPA/DIPA (são “apenas” 8 entre as 10 primeiras) presente no ranking  das melhores cervejas dos EUA elaborado pela tradicional pesquisa realizada pela revista Zymurgy (a edição 2016 acabou de ser divulgada). Para quem não conhece, trata-se de uma pesquisa feita com associados da Home Brewer Association. A deste ano foi respondida por cerca de 18.000 associados.

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Então cervejeiro, antes de se aventurar por estilos mais complexos buscando com isso talvez uma maior exposição em mídias especializadas, redes sociais e afins, que tal tentar produzir aquela IPA básica que entrega ao consumidor a verdadeira sensação que se espera do estilo? Uma daquelas que o faz esquecer até mesmo da quantia (que costuma ser alta) paga pela breja? Certamente a cervejaria que navegar por essas águas acabará roubando a cena.

E então, qual será a próxima cervejaria que vai roubar a cena no Brasil?

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Cerveja artesanal em lata é “cool” e não explode por aí!

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O brasileiro finalmente começou a ter acesso às cervejas artesanais nacionais envasadas em latas. Se por um lado isto é motivo de celebração, por outro, não deixa de ser de atenção. Pois o preconceito contra este tipo de envase ainda é forte por parte do consumidor (e mesmo no próprio meio cervejeiro) dentro e fora do país.

É sabido que a antiga tecnologia usada no manejo das latas de alumínio (principalmente no seu revestimento interno por meio de compostos plásticos com base em solventes – hoje é a base de água)  e a sua larga utilização pelas grandes cervejarias de massa, acabaram que maculando o produto final. Uma vez que a correlação entre cerveja ruim e lata é algo feito praticamente que de forma natural pelos mais vividos. Esses por sua vez replicam adiante esta visão equivocada para os mais novos.

Felizmente este panorama vem mudando. Há pouco mais de dez anos começou uma ofensiva nos EUA liderada pela cervejaria Oskar Blues neste sentido. Em 2002 ela resolveu envasar em lata a sua clássica Pale Ale, a Dales’s Pale Ale. Foi a primeira cervejaria artesanal nos EUA a utilizar uma linha própria de envase em lata. Depois disso estendeu sua decisão para os demais estilos de sua linha. Veja como era a  primeira lata da Dale’s Pale Ale:

olddalescanBIGComo veremos mais adiante, a conservação do frescor e de outras qualidades sensoriais da cerveja é uma das grandes razões de se utilizar latas. Principalmente se a cerveja não for filtrada e muito menos pasteurizada.

Segundo a CraftCans (entidade americana que promove o uso de latas pelas artesanais), atualmente há por volta de 550 cervejarias nos EUA (de um total de pouco mais de 4000)  que evasam em lata um ou mais rótulos de seu portfólio. Há dez anos eram apenas 20. Ou seja, um crescimento vertiginoso. Mesmo assim a fatia de venda de cervejas em lata no mercado por lá ainda é considerada pequena – algo abaixo dos 20%.

Contudo este número tende a crescer (não apenas nos EUA), pois tomando como base os pontos abordados a seguir, o envase em latas certamente vai se tornar algo natural para vários estilos de cerveja.

Melhor vedação

Que tal você pagar caro naquela tão desejada garrafa de IPA e ser premiado com uma bela oxidação? Nada bom não é mesmo? Com a lata este risco é praticamente extinto (assumindo que tudo tenha se saído bem durante a produção). Pois a entrada de oxigênio (responsável pela oxidação) é nula. Ou seja, uma IPA bem feita e evasada em lata, terá suas características originais conservadas por muito mais tempo (principalmente se for mantida refrigerada. Algo que no Brasil ainda não é encarado como obrigação, mas que deveria ser).

Bloqueio total de luz

Sabe aquele aroma de “gambá” que a nossa querida Heineken (e outras) às vezes apresentam? É o famoso lightstruck. Off flavor causado pela incidência dos raios UV sobre a cerveja. É bom lembrar que as garrafas marrons e verdes contam com proteção contra a luz, porém não obtém o mesmo resultado propiciado pela lata, onde o bloqueio é de 100%.

Sustentabilidade

Neste ponto, entendo que o uso de garrafas também pode ser uma prática sustentável. Mas pra isso todo o seu ciclo de vida precisa ser revisto. Deveria haver o compromisso de tornar as long necks retornáveis – semelhante ao que é feito há muito tempo com as clássicas garrafas de 600ml. Mas não vejo muitas iniciativas neste sentido. Já com o alumínio, a questão do descarte é drasticamente amenizada, uma vez que ele é um dos queridinhos da reciclagem. Certamente aquela lata descartada por você em algum cesto de lixo, estará de volta ao mercado em poucos meses.

Criatividade nas alturas

Chega de rótulos engessados e que não transmitem nada de especial. É impressionante a quantidade de latas cheias de personalidade (e claro, de ótimas brejas) que vem surgindo nos últimos anos. Principalmente nos EUA onde grande parte das melhores IPA do mundo são envasadas em lata. Além disso há também o fato de que a lata conta com mais espaço a ser ocupado pelo rótulo e assim a cervejaria poderá incluir informações adicionais que julgar pertinentes.

Vejam alguns exemplos de latas que contam com um belo design e que infelizmente demandam umas boas horas de fila para consegui-las:

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Abaixo temos outro punhado de exemplares que fazem parte da minha coleção pessoal.

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Não. A lata não explode

Se você leu recentemente algo por aí neste sentido, esqueça! Aquela lata de IPA que você ficou com pé atrás de comprar, não vai explodir na sua cara “do nada”. A única explosão que certamente você sentirá (se a breja for boa) será a de aroma e sabor. Agora, o que anda explodindo por aí são cervejas em garrafas. Mesmo as mais hypadas. Olha só o que aconteceu com uma rara garrafa de Three Floyds Dark Lord Marshmallow Handjee 2016.

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Ressalto que este post não foi escrito para fomentar uma disputa entre latas e garrafas, pois há estilos ideais para cada um dos envases. Apenas reforço que cervejarias que produzem estilos que primam pelo frescor deveriam indiscutivelmente abraçar a lata como parceira estratégica (as que tiverem condições financeiras para tal, pois infelizmente no Brasil o envase em lata ainda é uma tecnologia bem cara para o pequeno produtor). Observo ainda que a grande maioria das melhores Pale Ale, IPA e DIPA que já tomei são envasadas em latas.  Coincidência?

Para concluir: e quanto à aceitação plena das latas pelos consumidores? Bem, realmente espero que isto seja apenas uma questão meramente de tempo. Concordam?

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