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Cervejaria Colorado é AmBev

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Entrevista com Marcelo Carneiro sobre a negociação

Agora sim, o que antes era boato se transmuta em fato. Na manhã de hoje, foi assinado o contrato de negociação entre a gigante ABInBev e a Cervejaria Colorado, de Ribeirão Preto, pioneira e um dos expoentes nacionais quando se fala em cervejas artesanais.

Acabei de receber a ligação de Marcelo Carneiro, agora na condição de ex-proprietário e atual consultor da empresa, o qual me noticiava a venda. Aproveitei e, durante o papo, fiz algumas perguntas sobre a negociação, cujas respostas reproduzo a seguir.

BREJAS – Foi difícil acertar as bases do acordo?

MARCELO CARNEIRO – Sim, uma negociação desse porte demora vários meses, e cada detalhe precisa ser discutido à exaustão. Hoje de manhã assinei uma papelada que parecia um livro (risos). Mas acho que chegamos a um bom termo, com vantagens e evoluções pra todos os lados.

BREJAS – Qual será, a partir de agora, a sua função dentro da Colorado?

M.C. – Meu cargo é de consultor internacional, num período mínimo de cinco anos. Minha tarefa será a de abrir caminhos para a Colorado, conversar com parceiros de negócios, representar a marca que lutei por 20 anos pra se firmar. Minha luta sempre foi e continuará sendo viabilizar a consolidação de uma escola cervejeira tipicamente brasileira, e isso jamais será abandonado. Essa foi a minha visão desde o começo, e fico muito feliz por ter sido adotada integralmente pela ABInBev. Ou seja, vamos continuar a fazer cervejas com brasilidade, com ingredientes tipicamente nacionais, nada muda!

BREJAS – Quando você diz que nada vai mudar, isso se estende também à equipe da Colorado?

M.C. – Exatamente! Todos os meus colaboradores continuam fazendo cerveja boa hoje assim como fizeram ontem! Não faria sentido uma empresa gigante como a ABInBev comprar uma cervejaria artesanal só pra mudar a sua filosofia de produtos.

Receitas permanecem

BREJAS – E quanto às receitas e os rótulos? Continuarão os mesmos? E quanto a ideia de alguns de que as cervejas passarão a conter milho ou cereais não maltados?

M.C. – Rótulos e principalmente as receitas permanecem as mesmas! A ideia agora é evoluir, sempre! Com aporte maior de capitais, podemos dar melhor consistência aos produtos, minimizar defeitos, melhorar um monte de processos com equipamentos novos, ou seja, ofertar um produto ainda melhor pra quem gosta de cerveja. E essa história do milho, bem… Pra quem entende de cerveja e de técnicas de produção, sabe que isso é uma bobagem sem tamanho. Nada contra as técnicas de fabricação de outras cervejas, cada uma tem seu público, mas volto a afirmar: minhas receitas continuam as mesmas.

BREJAS – Vamos agora falar sobre a negociação em si. Houveram fatores determinantes na sua decisão?

M.C. – Estávamos num patamar de crescimento no qual precisávamos de investidores. Do jeito que estava, era crescer ou crescer. Crescer pra sobreviver. Já estávamos a procura de parceiros há uns bons anos, e a ABInBev nos procurou em excelente momento. Agora é crescer!

BREJAS – E quanto ao Cervejarium (bar da fábrica em Ribeirão Preto)? Só vai ter produtos da ABInBev?

M.C. – Não, o Cervejarium ficou de fora das negociações, e vamos continuar vendendo cervejas artesanais brasileiras de outras microcervejarias, como sempre fizemos. O bar não muda a sua filosofia.

O que esperar a partir de hoje

BREJAS – O que você responderia para os fãs da Colorado que possam agora estar decepcionados pela artesanal ser negociada com a gigante?

M.C. – Peço a todos que enxerguem esse mercado como um negócio global. Isso já aconteceu com outras cervejarias como Goose Island, e aqui no Brasil com a Wäls. Antes disso já tinha acontecido com Baden Baden, Eisenbahn, e todos os produtos continuam aí, os mesmos, muito bons. O nome que dou a isso é evolução! Ninguém está aqui pra tomar o mercado de outras microcervejarias, e sim pra fazer evoluir o mercado como um todo, fazer com que mais e mais pessoas gostem de cervejas especiais, e isso é bom pra todo mundo!

Este escriba está feliz por Marcelo, meu amigo de tantos anos, um dos pioneiros das cervejas artesanais brasileiras. respeitadas as opiniões divergentes, eu também acredito que esse tipo de negociação não é o fim do mundo, nem uma forma de “monopólio” da gigante multinacional. Cervejarias artesanais vão continuar surgindo a todo momento, as ideias e os ideais não param nunca. Esse é um movimento que, embora tenha dificuldades governamentais, não vai parar, é inexorável. Guardados alguns abusos comerciais — que ainda acontecem — creio na evolução deste mercado, e essa evolução natural passa, entre outras coisas, pela negociação de microcervejarias com gigantes do setor.

O universo não vai acabar em milho, podem ter certeza!

Cervejarias artesanais são incluídas em relatório do Supersimples

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BRASÍLIA – Em reunião deliberativa ordinária acontecida há pouco, os deputados federais integrantes da Comissão Especial do Supersimples do Congresso deliberaram, por unanimidade, por incluir as microcervejarias brasileiras em relatório, o qual se transformará em projeto de lei e, oportunamente, será votado no plenário da Câmara dos Deputados.

A ABRACERVA – Associação Brasileira de Cervejas Artesanais esteve presente representada pelo presidente Jorge Gitzler, bem como os cervejeiros Alexandre Bazzo (Bamberg), Rodrigo Silveira (Invicta), Alberto Nascimento (Colombina), Marco Piacentini (Kessbier), José Carlos Reino e Marcelo Miguel (Candanga), e Ernesto Mathias e Débora Pina (Santa Dica). Todos os representantes fizeram corpo-a-corpo com os deputados antes da votação, explicando aos parlamentares a importância das microcervejarias e a necessidade da implantação do modelo de tributação do Supersimples.

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Avalanche de mensagens foi decisiva

A vitória nesta etapa também tem de ser creditada a todos que enviaram mensagens aos deputados, a partir da campanha “Cerveja Artesanal é Simples” nas mídias sociais promovida pela ABRACERVA. Há relatos de parlamentares que receberam mais de mil mensagens entre e-mails e menções no Twitter. A avalanche de mensagens, por sinal, rendeu até mesmo um momento cômico na casa, quando o deputado Walter Ihoshi (PSD-SP) relatou ao microfone que sua caixa postal ficou lotada de recados, mas não de cervejas.

POSTSIMPLES

Isso só foi possível graças aos blogueiros cervejeiros e entusiastas em geral, sensíveis à causa e, enfim, unidos para um mesmo objetivo.

A luta, porém, não termina aqui. Precisamos continuar a pressão para a aprovação do projeto de lei que será posto oportunamente na pauta do plenário. Assim que possível, a ABRACERVA dará novas orientações a todos os interessados.

Entrevista com Mike Siegel, cervejeiro da Goose Island (EUA)

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MikeSeigel

Estrela da Goose Island virá ao Brasil em julho apresentar suas cervejas

Na semana passada, este Blog revelou com exclusividade, em entrevista com Maurício Landi, gerente de marketing da AmBev, os rótulos que aportarão em julho no Brasil da cervejaria americana Goose Island, de Chicago (EUA), uma das mais representativas da nova escola cervejeira americana.

Juntamente com elas, virá ao país Mike Siegel, o badalado cervejeiro da marca. Na entrevista que Siegel concedeu também com exclusividade para o BREJAS, ele conta mais sobre as cervejas, além de revelar detalhes sobre a colaborativa que virá fazer na mineira Wäls usando barris de cachaça mineira, sua relação com a AB-Inbev, criações maturadas em barris de bourbon e outros bichos.

Com vocês, Mr. Mike Siegel!

GooseIslandCervejas

BREJAS – Na semana passada, o executivo da AmBev Maurício Landi nos adiantou que vocês vão começar a história da Goose Island no Brasil com as cervejas IPA e a Honkers Ale. Você poderia nos contar um pouco mais sobre essas cervejas?

MIKE SIEGEL – Primeiramente gostaria de agradecer o convite para esta entrevista e também dizer que é um prazer lançar a Goose Island no Brasil. Temos acompanhado o cenário do mercado de cerveja artesanal no seu país há alguns anos, e ver como ele está crescendo e mudando em tão pouco tempo é algo muito legal. Falando sobre as cervejas, a Honkers foi a primeira cerveja produzida pela Goose, é uma autêntica English Standard Bitter. É um estilo de cerveja que o John (Hall, fundador da cervejaria) era, e é, um grande fã, mas era super difícil de encontrá-la nos EUA naquela época. Então, quando ele abriu o brewpub da marca em 1988, começou a fazer este e outros estilos europeus. Ela tem um bom equilíbrio entre malte e lúpulo, com 4.2% de teor alcoólico. Sobre a Goose IPA, é um mix entre as IPAs americanas e a tradicional IPA inglesa, trazendo lúpulos dos dois países. É produzida com o malte Backbone, que permite que o lúpulo possa ser a estrela da cerveja. Para realçar ainda mais, nós usamos o método dry hopping na produção, com os lúpulos Cascade e Centennial, uma combinação que gera notas cítricas e aromas que lembram pinho. É uma cerveja que ganhou medalha de ouro no World Beer Cup de 2010 e outras seis medalhas no Great American Beer Festival.

Goose & Wäls

BREJAS – É verdade que a Goose e a Wäls farão uma cerveja colaborativa? Poderia nos contar mais sobre isso?

M.S. – Sim, é verdade, e fico muito feliz em falar que eu estarei pessoalmente no lançamento no Brasil em Julho. Vamos eu e mais três pessoas do time, e vamos aproveitar a visita para produzir a cerveja colaborativa com o Zé Felipe, na cervejaria Wals, em Belo Horizonte. Ainda estamos discutindo o estilo e os ingredientes, mas já posso falar que ela será envelhecida em barris de cachaça mineira, e isso é muito legal e intrigante para mim. Estou pronto pra explorar os ingredientes do seu fantástico país e experimentar as cervejas maravilhosas daí. Darei mais detalhes em breve.

BREJAS – A Goose Island é conhecida no mundo todo por dominar a técnica de envelhecimento de cervejas em barris, sendo uma das primeiras marcas a desenvolver essa técnica no mundo, a qual, hoje, é mais comum. Você poderia nos dizer mais sobre o programa de envelhecimento em barris da Goose? Como isso surgiu?

M.S. – A prática de envelhecimento em madeira é feita há séculos. Na Goose Island envelhecemos cervejas em muitos tipos de barris, mas a maioria é de vinho ou bourbon. Os tipos de cervejas que fazemos nestes barris são muito diferentes, e a cerveja que vai bem em barris de bourbon não vai bem em barris de vinho. Nossos barris de vinho são apenas fermentadores secundários, e como é a segunda vez que eles são utilizados, dão menos aroma de carvalho à cerveja. Estas cervejas que fazemos são inspiradas pelas cervejarias belgas que fazem que fazem estilos intencionalmente azedos, como as Lambics. O que começou com a Goose Island em 1992, foi o envelhecimento em barris de bourbon. Foi algo completamente inovador, nunca tinha sido feito por uma cervejaria. Greg Hall, mestre cervejeiro e filho do fundador John, estava em um jantar sentado ao lado de Booker Noe, mestre destilador. Greg estava curioso, conversando sobre o envelhecimento de cerveja em barris de carvalho, e na conversa conseguiu alguns barris de bourbon, que anteriormente eram de propriedade de Booker. Greg fez uma cerveja especial, uma Imperial Stout, a colocou nos barris e, pronto, a história foi feita: o resultado foi a Bourbon County Stout, e deixou os cervejeiros tão surpresos que eles nem sabiam o que fazer com ela. Ela foi inscrita em competições que a rejeitaram, por ser muito fora do comum na época. Mas não demorou muito tempo para os apreciadores e aventureiros perceberem que a complexidade da cerveja era inigualável e única. Ela foi vendida comercialmente em 2005, e ganhou prestígio e popularidade desde então. Nós liberamos a Bourbon County Stout, juntamente com variantes como a nossa Bourbon County Barleywine e Coffee Stout, para alguns estados dos EUA, na Black Friday, no final de novembro. No ano passado, em Chicago, tivemos 1000 pessoas fazendo fila do lado de fora da cervejaria em temperaturas abaixo de zero, alguns por até 15 horas, tudo isso para ter a oportunidade de comprar alguns exemplares. Tivemos centenas de pessoas que vieram de Los Angeles, São Francisco, Nova York, e muitas outras cidades. Hoje em dia, o envelhecimento de cervejas em barris de bourbon é praticado por quase todas as cervejarias dos EUA.

GooseIsland Logo

AB-Inbev incomoda?

BREJAS – Sabemos que a Anheuser-Busch Inbev possui o controle da Goose Island desde 2012. Quais foram os impactos positivos e negativos disso para vocês? Criaram-se barreiras para inovações?

M.S. – Ainda operamos de maneira independente em Chicago, mas é claro que temos laços estratégicos e respondemos para a Anheuser-Busch Inbev. Foi algo muito importante para viabilizar nosso crescimento. Ganhamos força na distribuição de nossas cervejas e também viabilizamos a aquisição de diversos equipamentos e ingredientes que nos permitiram aumentar ainda mais nossas inovações e produção das cervejas que estão em linha. A Goose tem a paixão pela cerveja enraizada em sua história nos funcionários, isso foi o que John nos ensinou e continuamos fazendo, sempre inovando e mantendo o prazer em produzir cervejas cada vez melhores.

BREJAS – Vocês tem alguma inovação planejada nos EUA? Poderia nos contar algo em relação a isso?

M.S. – Nosso espírito de inovação está mais forte do que nunca! Acabamos de lançar uma cerveja dourada, a Fulton Street Blend, elaborada com o método que chamamos de “dry-beaned”, com café torrado. Ao deixar o grão inteiro recirculando na produção da cerveja através de uma pequena embarcação que os segura, extraímos grande aroma e sabor, sem influenciar na cor. A resposta tem sido fantástica. Nós também acabamos de lançar um Radler, que é uma mistura de cerveja e refrigerante, originalmente um conceito da Alemanha. Fizemos com pepino, limão, hortelã e refrigerante, e misturado com a 312 Wheat. É uma bebida de verão perfeita. Desde fevereiro deste ano, a Goose Island mantém uma pequena planta que é usada para experimentações e inovações, rodando separadamente do resto da cervejaria.

Passeie também pelo Goose Island Brewpub, de Chicago, nessa visita do BREJAS a um dos Bares que Amamos!

Salão da Cerveja recebe apoio governamental

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SalaoDaCerveja

CAMPINAS SP – Em reunião acontecida ontem, 16, na Prefeitura de Campinas, o Salão da Cerveja recebeu apoio oficial institucional do município. Segundo Samuel Rossilho, secretário de desenvolvimento social, econômico e de turismo da cidade, o festival não será importante apenas para Campinas, mas para todo o Estado. “Acreditamos na cerveja como cultura e turismo. Nossa Região Metropolitana, que engloba 3 milhões de habitantes e 19 cidades, espera todos os amantes de cerveja de São Paulo e do Brasil. Já incorporamos o Salão da Cerveja no calendário de eventos de Campinas”, pontuou Rossilho.

O evento acontecerá nos dias 15, 16 e 17 de outubro, no recém-inaugurado Expo D. Pedro, que dispõe de 11.500 m² de área interna. Nesta semana também aconteceu, no Bar Brejas, reunião com os operadores dos food trucks que operarão na área externa, que será coberta com tendas. Todos os 60 stands de cervejarias foram comercializados em tempo recorde. Também estão programadas palestras, rodadas de negócios, debates, além de atrações musicais com bandas variadas.

As cervejas de estreia da Goose Island no Brasil

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Maurício Landi (AmBev, em entrevista exclusiva para o BREJAS)

Maurício Landi (AmBev, em entrevista exclusiva para o BREJAS)

Em primeira mão, pelo BREJAS

SÃO PAULO – Maurício Landi, da gigante AmBev, é atualmente a “cara” das cervejas importadas para o Brasil pertencentes ao vasto portfólio da multinacional. Declara-se um apaixonado pela cervejaria americana Goose Island, de Chicago, uma das mais representativas da nova escola cervejeira americana, cultuada por 10 entre 10 apreciadores da bebida. Com exclusividade para o BREJAS, entrevistei Landi, que anuncia quais os rótulos de estreia da cervejaria no Brasil, e dá novos detalhes. Confira!

BREJAS – Pode dar detalhes do lançamento dos rótulos Goose Island no Brasil?

MAURÍCIO LANDI – Claro! Ainda não temos a data exata, mas a ideia é trazer todas as cervejas e inovações de Goose para o Brasil. Óbvio que não conseguiremos trazer tudo desde o início, mas os lançamentos vão acontecer no decorrer dos próximos meses/anos. Pra começar, lançaremos a ultra premiada Goose Island IPA e a Honker´s Ale, uma Bitter. Ainda sem o dia exato, mas já posso afirmar que em julho elas estarão disponíveis no Empório da Cerveja (n. do e.: site exclusivo da AmBev) e nos principais pontos de venda de SP, RJ e BH. Na capital paulista, por exemplo, já temos até o local de lançamento fechado, faremos primeiro uma palestra/bate-papo com o Mike (Seigel, cervejeiro da Goose Island) e mais alguns integrantes da Goose, no Instituto da Cerveja, e depois lançaremos no Empório Alto dos Pinheiros. Se você é apaixonado por cerveja, já se sinta convidado!

IPA e Honkers Ale, as cervejas de estreia

IPA e Honkers Ale, as cervejas de estreia

BREJAS – A empresa tem planos para trazer mais rótulos ao Brasil? Há estratégias definidas nesse sentido?

ML – Sim, ainda estamos fechando o que traremos, mas neste ano quero lançar pelo menos mais duas cervejas além destas. Uma delas será a colaborativa que faremos entre a mineira Wäls e a Goose Island. O estilo ainda é segredo, mas será uma cerveja ultra complexa envelhecida em barril de cachaça mineira. O Zé (Felipe, da Wäls) o Mike já estão se falando e, nesse caso, eu só palpito e torço para degustar o quanto antes!

BREJAS – Por ser um ícone cervejeiro, quase um Santo Graal do mundo da cerveja, a pergunta é inevitável: Há algum plano para trazer a mítica Bourbon County ao Brasil?

ML – Sim, há planos, mas nada confirmado. A produção da Boubon County é mega complexa e restrita, e mesmo nos EUA é difícil encontrá-la. Há duas semanas eu estava em Chicago fechando os últimos detalhes do lançamento e vimos um vídeo do lançamento da última “safra” Bourbon. É impressionante, a fila era imensa, pessoas virando noite na rua no frio do inverno de Chicago. Ver todo mundo neste nível de expectativa é contagiante. Só uma cerveja com nota 100 no site Ratebeer e 4,8 no BREJAS consegue ter tanta força. Ainda não há data, mas vou trabalhar para trazê-la para o Brasil assim que possível.

BREJAS – Como você se tornou o “homem-chave” da Goose Island no Brasil? Como foi a decisão da AB-Inbev e como você a recebeu?

ML – Há um ano sou o responsável pelas marcas importadas de cervejas especiais de AMBEV (Leffe, Franziskaner, Hoegaarden e Patagonia). Vim de um outro mercado, com características muito diferentes, mas a adaptação foi fácil, nada como trabalhar com algo que você ama, que é a cerveja. No início, o trabalho foi arrumar a casa, entender e criar as estratégias, estudar o portfólio ideal, desenhar as ações e processos. Agora, comecei a colocar o carro na rua. Sobre a Goose Island, desde que a conheci, me apaixonei, virou a minha protegida fácil, fácil… Visitei a cervejaria duas vezes para conhecer mais sobre sua história, aprender mais sobre a produção de suas cervejas e também sobre a cultura de Chicago que está tão enraizada na marca. Sinceramente, parece um sonho trazer essa cerveja ao Brasil, está sendo um prazer!

BREJAS – O novo presidente da Ambev, Bernardo Pinto Paiva, declarou que a empresa está focada no “share of throat”, ou seja, na participação da empresa no total de bebidas consumidas no País. Nesse sentido, a “briga” não é com as outras cervejarias – artesanais ou não -, mas sim com a “garganta” dos consumidores de outras bebidas, como vinho, whisky, vodka, etc. Como você vê essa diretriz?

ML – Eu entendo menos como uma briga contra outros tipos de bebidas alcoólicas e mais como uma ampliação do território da cerveja! E no fim, só quem tem a ganhar são os consumidores que terão acesso a cada vez mais tipos e estilos de cerveja, além dos outros tipos de bebidas já conhecidas. Um bom exemplo para mim é a Wäls Brut, ela é a Champangne da cerveja! Para produzi-la, seguimos o autêntico método “Champenoise”, mega artesanal e, pode demorar até 1 ano e meio para finalizar o processo.

BREJAS – Sua atuação na empresa está focada unicamente na Goose Island ou também em outras frentes?

ML – Eu cuido de todas as Importadas, muito trabalho, mas quando você trabalha com o que gosta fica fácil. Hoje, trabalho com a alemã Franziskaner, as belgas Leffe e Hoegaarden e começaremos um bom trabalho com a Patagonia, marca Argentina que queremos crescer muito no Brasil.

ATENÇÃO, LEITOR! Na semana que vem, publicaremos também com exclusividade entrevista com o mestre-cervejeiro da Goose Island, Mike Seigel. Aguarde!

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