Blog do BREJAS - Tudo sobre Cerveja

Sommelier de cervejas: Estamos formando profissionais “demais”?

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Número de profissionais de cerveja tem crescido

Com o aumento exponencial do interesse dos brasileiros sobre cervejas especiais, estão vindo a reboque os cursos de formação de sommelier de cervejas, os quais vêm sendo cada vez mais procurados. Sou docente de uma dessas instituições de ensino (Doemens-Senac) e, nessa condição, ultimamente venho sendo abordado por muita gente a me manifestar sobre uma das questões do momento nessa seara: Estamos formando sommeliers demais? O número desses profissionais no mercado já não parece excessivo? Precisamos de tantos sommeliers de cervejas?

Nas mídias sociais e entre-dentes, muita gente anda respondendo afirmativamente a essas perguntas, mesmo sem análise mais detida. Segundo pensam, há uma “indústria” de diplomas de sommelier de cervejas em atividade, produzindo novos profissionais em série. De acordo com essas vozes, já há sommeliers de cerveja em demasia. A percepção, entretanto, é equivocada, e não resiste quando posta de encontro aos números.

Matemática desmente opiniões

Não há como falarmos da expansão das vendas de cervejas especiais e da atividade de sommelier de cervejas se não houver comparação com o mercado nacional de vinhos. A atual explosão do interesse do brasileiro pelas brejas de estirpe está historicamente associada ao mesmo fato ocorrido com o vinho, acontecido há três décadas. O próprio termo sommelier é derivado do mundo dos vinhos. Embora sejam bebidas diferentes, a associação entre o crescimento dos dois mercados é mandatória caso queiramos entender o que se passa hoje no mundo da cerveja. É a partir daí que inicio a conta.

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Pão e Cerveja: Programa 165 – Regularização de cervejas no Ministério da Agricultura (MAPA)

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Registrar cervejas é “básico”, segundo fiscal do MAPA

No programa que acaba de ser veiculado, a jornalista Fabiana Arreguy entrevista Rosiane Rodrigues, chefe de fiscalização da sucursal mineira do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), órgão responsável por regularizar as cervejas — artesanais ou não — para que possam ser legamente comercializadas.

E atenção, produtores! Na entrevista, Rosiane elenca algumas exigências para que as brejas artesanais passem pelo crivo do órgão estatal. Atente para o final da entrevista, no qual a fiscal diz quer não entende a razão pela qual um setor tão “culto” como o das cervejas artesanais não se organiza e leva a Brasília as reivindicações da área…

Leis burras

Na Dica do BREJAS, eu aponto que a culpa por algumas aberrações para a não-regulamentação das cervejas artesanais não reside no MAPA, e sim na própria lei federal. A saída? Organização e representatividade do setor, que precisa urgentemente superar as vaidades pessoais e a inação.

A coluna Pão & Cerveja vai ao ar todas as sextas-feiras às 11:45 da manhã pela rádio CBN de Belo Horizonte (106,1 FM). Ouça ao vivo o programa ou curta os programas anteriores gravados e disponibilizados aqui no blog pelo BREJAS. Para a experiência ficar completa, acompanhe também o Blog Pão & Cerveja.

Bares que Amamos: “Kerts” de Budapeste

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Bares em ruínas são a onda do momento na capital húngara

Tinha estado em Budapeste em 2004, apenas alguns anos após a cidade ter-se mostrado ao mundo emergida das trevas do domínio soviético. Naquele ano, a capital da Hungria, com seus letreiros indecifráveis, me pareceu muito mais misteriosa e fascinante. Pra fazer ideia do quanto os húngaros ainda mantinham o ranço cartorial comunista, até pra entrar no país, de carro, tivemos que levar uma dura na fronteira, respondendo perguntas marciais e tendo o passaporte carimbado. Ao liberar os documentos e nos deixar passar, a policial nos lançou um olhar gélido e ameaçador, como a nos advertir mentalmente que estaria sempre de olho na gente. Um barato.

Retornei em 2011, e um tanto daquela ingênua Budapeste tinha se esvaído em contato com o Ocidente. Muitos letreiros já eram bilíngues a livrar o visitante do antes exclusivo e ininteligível húngaro, o idioma “que até o diabo tem medo”. E os bares já não serviam somente a cerveja local — o que, convenhamos, não significa exatamente uma desgraça. Mas se, no cômputo geral, as brejas húngaras não são lá essas coisas, vamos aos bares!

Jardins botequeiros

Fogasház Kert: Repare na "grade" do mezanino...

A grande sacada do momento em Budapeste são os kerts, termo local que quer dizer jardim. Funciona assim: Casas abandonadas no centro da cidade são “arrendadas” gratuitamente na prefeitura da cidade por “produtores culturais”. O que seria uma forma da municipalidade evitar que essas antigas habitações se transformem em cortiços — de quebra oferecendo cultura aos cidadãos–, na prática, transforma-se em bom negócio aos “produtores”, que ali montam seus bares pagando zero de aluguel. Cultura? Há sim, pra não dizer que não falei das rosas. Talvez uma sessão esporádica de cinema ou um show acústico às vezes. Mas o que a rapaziada de Budapeste curte mesmo é o clima botecão, com certa dose de descolamento e, vá lá, aventura.

Visitei três dos mais badalados kerts da cidade, o Szimpla (Kazinczy utca, 14), o Fogasház (Akágfa utca, 51) e o Inztant (Nagymezö utca, 38). Em todos eles, mais ou menos os mesmos elementos: jeitão de república de universitários, cadeiras, sofás e mesas desparceiradas e com cara de lixão, salinhas labirínticas, cabos elétricos pendurados, DJ tatuado a postos e diversão descolada. Tudo acontecendo em meio a ruínas que parecem que vão despencar na sua cabeça a qualquer instante.

Parece inacreditável? Dá uma conferida nas fotos abaixo:

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Na “Olimpíada da Cerveja”, Brasil está na 17ª posição

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Que a cerveja é a melhor companhia nos dias mais quentes, poucos contestam. No Brasil, o consumo da bebida por habitante é de 62 litros por ano.

De acordo com uma pesquisa feita pela empresa alemã Bath-Haas Group, o Brasil está entre os vinte maiores consumidores da bebida no mundo, na 17ª posição.

No levantamento feito com 40 países, a República Checa saiu na frente com 143 litros anuais por habitante. Em seguida, aparece a Áustria com 108 litros por pessoa. A Alemanha, criadora da Oktoberfest, aparece na terceira posição com 107 litros por habitante.

O ranking dos beberrões

Veja o ranking completo dos 40 países e quanto cada habitante bebe de cerveja por ano (consumo anual de litros por habitante):

1º República Checa 143
2º Áustria 108
3º Alemanha 107
4º Irlanda 94
5º Polônia 89
6º Romênia 89
7º Austrália 82
8º Bélgica 81
9º Espanha 78
10º Reino Unido 77
11º Venezuela 76
12º Estados Unidos 75
13º Rússia 75
14º Holanda 73
15º Dinamarca 66
16º Canadá 65
17º Brasil 62
18º Hungria 62
19º Sérvia 61
20º México 61
21º África do Sul 57
22º Ucrânia 56
23º Portugal 56
24º Angola 53
25º Japão 48
26º Peru 48
27º Argentina 45
28º Colômbia 42
29º Coreia do Sul 39
30º Equador 39
31º Camarões 37
32º China 36
33º Vietnã 35
34º Tailândia 29
35º França 29
36º Itália 29
37º Filipinas 18
38º Turquia 12
39º Nigéria 9
40º Índia 2

Fonte: InfoMoney

IPA Day, um dia para beer evangelizar

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Inventado no ano passado pelos entusiastas de cerveja norte-americanos Ashley Rouston e Ryan Ross, o IPA Day pretende ser uma data universal para que produtores artesanais, blogueiros de cerveja e entusiastas da nobre bebida unam-se a fim de mostrar ao mundo que cerveja não se resume apenas àquele líquido amarelinho e refrescante das mesas botecos afora. Dentre os mais de 120 estilos de cerveja existentes, o tipo India Pale Ale (IPA) foi o escolhido pela dupla pra se prestar a esse beer evangelismo, por preferência pessoal.

Envolver-se no IPA Day e ser você também um beer evangelista é fácil, bastando usar a hashtag #IPADay em suas mensagens no Twitter e Facebook. É claro que essas mensagens devem ser alusivas á cerveja e à sua diversidade.

#IPADay brasuca

No Brasil, a grande comemoração do IPADay acontecerá na cidade paulista de Ribeirão Preto, onde a Cervejaria Colorado convoca os amantes de cerveja para, no próximo sábado, 4, degustar simultaneamente mais de uma dezena de cervejas India Pale Ale produzidas artesanalmente em todo o país. Clique na imagem abaixo pra sentir o drama dessa festa:

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