
Número de profissionais de cerveja tem crescido
Com o aumento exponencial do interesse dos brasileiros sobre cervejas especiais, estão vindo a reboque os cursos de formação de sommelier de cervejas, os quais vêm sendo cada vez mais procurados. Sou docente de uma dessas instituições de ensino (Doemens-Senac) e, nessa condição, ultimamente venho sendo abordado por muita gente a me manifestar sobre uma das questões do momento nessa seara: Estamos formando sommeliers demais? O número desses profissionais no mercado já não parece excessivo? Precisamos de tantos sommeliers de cervejas?
Nas mídias sociais e entre-dentes, muita gente anda respondendo afirmativamente a essas perguntas, mesmo sem análise mais detida. Segundo pensam, há uma “indústria” de diplomas de sommelier de cervejas em atividade, produzindo novos profissionais em série. De acordo com essas vozes, já há sommeliers de cerveja em demasia. A percepção, entretanto, é equivocada, e não resiste quando posta de encontro aos números.
Matemática desmente opiniões
Não há como falarmos da expansão das vendas de cervejas especiais e da atividade de sommelier de cervejas se não houver comparação com o mercado nacional de vinhos. A atual explosão do interesse do brasileiro pelas brejas de estirpe está historicamente associada ao mesmo fato ocorrido com o vinho, acontecido há três décadas. O próprio termo sommelier é derivado do mundo dos vinhos. Embora sejam bebidas diferentes, a associação entre o crescimento dos dois mercados é mandatória caso queiramos entender o que se passa hoje no mundo da cerveja. É a partir daí que inicio a conta.
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