Blog do BREJAS

Dois novos blogs sobre cerveja

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Rodrigo Campos é cirurgião dentista. Raphael Rodrigues, jornalista. E o que une esses dois profissionais de áreas tão diferentes é, claro, a paixão pela cerveja. Eles puseram mãos à obra e lançaram dois blogs cervejeiros que, juntamente com os demais, vêm brilhantemente ajudar a difundir a cultura cervejeira no Brasil.

Lançado em dezembro de 2008, o Paraquevocerveja faz Rodrigo Campos suar a camisa em seu tempo livre atrás de informações detalhadas sobre brejas clássicas. O texto dos posts, escrito com esmero, é riquíssimo em história, e o blog transpira erudição. Contém também ótimos reviews de cervejas, que fazem com que o leitor quase que literalmente deguste as brejas juntamente com o blogueiro.

Caçula do time, o All Beers, posto no ar em fevereiro último, é didático ao explicar aos seus leitores os ingredientes das brejas, seus estilos, copos e uma infinidade de outras matérias pra lá de interessantes. Raphael Rodrigues curte relaxar com seus leitores publicando também comerciais legais e outras matérias bacanas, mesmo que não sejam de sua autoria — até o BREJAS andou frequentando o conteúdo do blog.

O crescimento do número de blogs cervejeiros é a grande confirmação de que o consumidor brasileiro de cervejas está mais do que maduro e à cata de produtos cada vez melhores. A cultura cervejeira deste país só tem a agradecer.

Pubs britânicos protestam contra alta de impostos

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Fantasiados de cervejas, manifestantes protestam próximo ao Parlamento britânico em Londres contra o plano de aumentar os impostos sobre a bebida.

O protesto foi organizado pela Associação das fábricas de cerveja e dos pubs britânicos (BBPA). No quarto trimestre de 2008, as vendas totais de cerveja no Reino Unido caíram 8,3% em relação ao mesmo período de 2007.

Fonte: Portal G1.

Guinness comemora 250 anos com cerveja nova

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Para celebrar seus 250 anos, a irlandesa Guinness lança a sua cerveja comemorativa, a Guinness 250 Anniversary Stout. Ainda não se sabe se a importadora Diageo trará a nova breja pra cá. Segundo apurou BREJAS, trata-se de uma versão “mais carbonatada” da Guinness Draught.

A história dessa irlandesa é, no mínimo, curiosa. Em 1759, seu fundador Arthur Guinness arrendou uma fábrica na localidade de St. James Gate, na capital do país. Usando a sua lábia, Arthur conseguiu que os proprietários cobrassem 45 libras por ano pelo arrendamento. Até aí, nada demais, não fosse por um detalhe: o prazo do aluguel era de 9 mil anos!

Dessa forma, os donos da fábrica, que não acreditavam que o negócio cervejeiro iria engrenar em 1759, terão de esperar até o ano 10.759 para tomar de volta o imóvel. Caso até lá ainda o quiserem…

Samuel Adams Utopias: A cerveja mais alcoólica do mundo

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Experimentar a cerveja mais alcoólica do mundo já estava entre os meus objetivos desde antes de desembarcar em Nova York, na minha viagem cervejeira aos Estados Unidos. Reconheço que fui ao pote com mais desconfiança do que sede. Com nada menos do que 27% de teor alcoólico, eu esperava beber muito mais uma espécie de Bierlikör (o licor de cerveja da Eisenbahn, que apesar de ser feito com cerveja, é licor) do que uma breja propriamente dita. 

A Samuel Adams Utopias, elaborada pela Boston Beer Company, leva ao paroxismo o conceito de cerveja extrema. Proibida em diversos estados americanos em razão da sua força alcoólica, a breja leva maltes alemães e tchecos, além de lúpulos das variedades Saaz, Hallertauer Mittelfrüh, Spalter e Tettnanger. É envelhecida em barris de carvalho por onde já repousaram uísques e conhaques. Só foi brassada em três oportunidades, nos anos de 2002, 2005  e 2007. A cada produção, somente 8 mil de suas lindas garrafas de cerâmica emulando um tanque de mostura foram postas à venda no mundo todo. O preço inicial sugerido é de 100 dólares a garrafa mas, com as brejas esgotadas, alguns colecionadores pedem 500.

Pois foi no incrível Downtown Bar, no Brooklyn, que enfim experimentei a danada, ofertada pelo Robert Ayoub, amante de cervejas e proprietário do bar que tem a maior carta de loiras, ruivas e morenas de Nova York (850 brejas, e crescendo). A garrafa da Utopias (safra 2005), antes de pousar na nossa mesa, foi pinçada dentre as bebidas “quentes” do pub. Daí, me lembrei que a cerveja deve ser servida em temperatura ambiente, por mais estranho que pareça aos nossos costumes cervejísticos. E o festival de excentricidades dessa cerveja estava apenas começando.

A Utopias, em bares que ainda a possuem — e são bem poucos — é servida tal qual uísque, ou seja, em doses. Cada dose de 1 onça (cerca de 30 mililitros, ou um fundinho de copo) custa, no Downtown, absurdos 25 dólares (ou 55 reais, na cotação de hoje). Deitada à taça, a breja impressiona pela ausência total de carbonatação. Simplesmente não há espuma. “É licor”, pensei, pela enésima vez. Até que aproximei do nariz o líquido cor de cobre radiante. Só então percebi a dimensão do meu preconceito.

Inicialmente o álcool se volatiza fortemente no aroma, em sugestões explosivas de conhaque, vinho do Porto e madeira de carvalho. Mas é na boca que a cerveja “explode” em notas pungentes de toffee, baunilha, frutas vermelhas, mais madeira de carvalho e… maltes e lúpulos! Ou seja, trata-se, efetivamente, de cerveja — e não licor. A Samuel Adams Utopias, creiam-me, é extremamente complexa e difícil de ser descrita em palavras. Só experimentando. 

E, para os degustadores que, como eu, não se cansam de buscar as mais utópicas brejas, resta um alento. A cervejaria tem planos de lançar, ainda neste ano, uma nova safra da Utopias.  A conferir.

Victory Hop Devil Ale

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Repare no rótulo dessa breja. O monstrinho verde que aparece nele é o “Demônio do Lúpulo”. A cervejaria Victory Brewing Company foi fundada numa pequena fazenda da cidade americana de Downingtown, no estado da Pensilvania, pelos mestres cervejeiros Bill Covaleski e Ron Barchet. Segundo a dupla, a imagem do capeta feita de folhas de lúpulo às vezes aparecia nos sonhos dos funcionários da fazenda.

E por falar em lúpulo, uma das características distintivas da cervejaria é a utilização em suas brejas da flor canabinácea in natura — ao contrário da imensa maioria, que o utiliza na forma de pellets (pequenas “bolinhas” derivadas da compressão do material original) ou extratos, a fim de economizar espaço de armazenamento e evitar perdas durante a produção.

A Hop Devil Ale expressa brilhantemente essa concepção. De coloração âmbar translúcida e espuma densa e consistente, essa India Pale Ale é uma paulada de lúpulo aromático do começo ao fim. No aroma, o caráter herbal desse lúpulo é tão evidente — e delicioso — que chega a sugerir toques de capim-limão. O amargor é incisivo, porém deixa entrever o malte. O final, como não poderia deixar de ser, é seco, mas deixando também incríveis sensações de refrescância. O Demônio do Lúpulo exerce a sua magia e sempre ordena um novo gole na sua breja.

Este escriba sucumbiu alegremente ao capetinha. Sem culpa.

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