Blog do BREJAS - Tudo sobre Cerveja

Bamberg divulga rótulo da nova cerveja Helles

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Bamberg_Helles

Uma evocação ao estado alemão da Baviera, onde o estilo cervejeiro helles foi criado. Essa foi a inspiração do jornalista André Clemente ao desenhar mais um rótulo da Cervejaria Bamberg. Para tanto, ele usou massivamente as cores azul e branco, que compoem a bandeira bávara.

A novíssima breja Bamberg Helles terá sua pré-estreia no Bar Brejas no próximo sábado, 28/8, no 4º Pratos & Brejas – Harmonização com Cerveja, harmonizando com o Tartar do Chef, uma preparação a base de mortadela picada na ponta da faca, condimentada com azeite, alcaparras, cebola roxa, mostarda Dijon, pimenta vermelha e suco de limão siciliano.

Quer degustar em primeiríssima mão a cerveja inédita, ainda na versão chope? Então corra, pois os convites do 4º Pratos & Brejas estão voando!

(Clique aqui para saber como adquirir os convites para o evento)

Lamas Bier TNT: Enfiando o pé na jaca!

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lamasmamute“O sujeito não se torna um Lama, ele tem que nascer Lama”.
É com essa enigmática “profundidade” que David Figueira, chapéu de feltro, óculos escuros e uma incurável joie de vivre, definiu as bases filosóficas da sua turma, formada há cerca de 8 anos enquanto todos ainda eram estudantes de Física na Unicamp. A “Sociedade Pseudo-secreta” Lamas Bier Cerveja Artesanal possui seu próprio léxico: Define-se como “missas” os encontros realizados às quintas-feiras onde a galera bota o papo em dia em torno do “cálice sagrado” (cerveja, claro). “Templo” é o bar da vez. Ao longo dos anos foram incontáveis missas, em número de fazer inveja à Santa Sé. O significado da logomarga da turma — um mamute enfiando o pé numa jaca — cabe à imaginação de quem perguntar, e faz parte de um dos mistérios Lamas.

Toda essa irreverência, porém, não esconde o lado mais sério da turma: Os caras são cervejeiros caseiros de mãos cheias. Estudam o assunto com profundidade, respeitam estilos, desenvolvem equipamentos, engendram modificações de matérias-primas, suam a camisa, arriscam processos cervejeiros, inovam, criam resultados. Bons resultados.

Estreando no Domingo da Cerveja Caseira, os Lamas poderão, enfim, mostrar ao público a cara mais festiva — e gostosa — da explosão cervejeira caseira que o país vem experimentando. Em cena, a Lamas Bier TNT. Com a palavra, um dos cervejeiros da trupe, Francisco Rouxinol:

“O que acontece quando pegamos maltes especiais, apenas usados em pequenas quantidades em receitas de cervejas, e fazemos uma cerveja apenas com eles? Os Lamas Bier pegaram um estilo clássico inglês, o Extra Special/Strong Bitter – ESB, e fizeram uma cerveja apenas com Maltes Especiais! Como uma cerveja inglesa clássica, a TNT é uma cerveja artesanal feita pela LAMAS BIER para elevar o prazer de tomar uma cerveja ao máximo! A TNT é uma cerveja forte com um sabor acentuado de malte e amargor moderado”.

A lista de maltes é enorme: Vienna, Munique, Melanoidina, Caraaroma e Caramunique. A breja tem 5.6% de potência alcoólica e 44 IBU´s, utilizando os lúpulos Hallertauer Magnum e Fuglles. Dá pra perder?

Domingo da Cerveja Caseira acontece todos os domingos no Bar Brejas, em Campinas (SP), e em cada final de semana uma cerveja caseira é a escolhida para ser vendida aos clientes, a fim de divulgar a cultura da cerveja artesanal. Os preços serão sempre determinados pelo próprio cervejeiro.

Serviço

Domingo da Cerveja Caseira

Local: Bar Brejas – Rua Conceição, 860, Cambuí, Campinas (SP)

Quando: Dia 22 de agosto, das 17:30 em diante (o Bar estará aberto normalmente)

Valor: R$ 6,00 a caldeireta (350ml) da cerveja caseira Lamas Bier TNT (limitado à quantidade em estoque). O Bar Brejas não cobra entrada nem consumação mínima.

Informações: Fone (19) 3251-7912

Pão e Cerveja: Programa 62 – 3º Festival de la Cerveza Artesanal (Argentina)

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Clique na caixa para ouvir:

PaoeCervejadisplay62

Há algumas semanas a coluna radiofônica focou o cenário cervejeiro artesanal argentino, no qual este escriba pôde excursionar e mostrar brewpubs incríveis na capital do país (ouça aqui e aqui). A jornalista Fabiana Arreguy volta ao país vizinho, desta vez cobrindo o 3º Festival de la Cerveza Artesanal, organizado pela associação Somos Cerveceros, ocorrido entre os dias 14 e 15 de agosto em Mar del Plata.

O Festival uniu em grande festa o que de melhor há na cervejaria artesanal argentina e do Cone Sul. Por lá também deram as caras os dois mestres do Siebel Institute de Chicago Randy Mosher e Ray Daniels. No júri, dois brasileiros de responsa: os cervejeiros Paulo Schiaveto e Marco Falcone (Falke Bier).

E é Falcone que ataca de repórter, entrevistando os cervejeiros argentinos Léo Ferrari (Cerveza Artesanal Antares) e Ricardo Muhape (Buller Brewing Company). Definitivamente, a “rivalidade” entre brasileiros e argentinos instigada por grande parte da mídia não passa de pura bobagem…

A coluna Pão & Cerveja vai ao ar todas as sextas-feiras às 11:45 da manhã pela rádio CBN de Belo Horizonte (106,1 FM). Ouça ao vivo o programa ou curta os programas anteriores gravados e disponibilizados aqui no blog pelo BREJAS. Para a experiência ficar completa, acompanhe também o Blog Pão & Cerveja.

Siebel Institute: Em busca do diploma de Mestre em Estilos de Cerveja e Avaliação

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Siebel

Nascido em Dusseldorf (Alemanha) e formado na Universidade de Berlim, o Dr. John Ewald Siebel chegou a Chicago (EUA) em  1866 e, dois anos depois, fundou o laboratório químico que levava o seu nome, o qual logo evoluiu para uma estação de pesquisa e ensino para as ciências da cerveja. Em 1872, quando a empresa mudou-se para novas instalações ao norte de Chicago, o nome foi mudado para Siebel Institute of Technology. Durante as próximas duas décadas, o Dr. Siebel conduziu ali extensivas pesquisas cervejeiras e escreveu a maioria de seus mais de 200 livros e artigos científicos. 

O Instituto cresceu rápido em sua vocação de polo de ensino. Em 1907 já havia cinco cursos regulares, entre eles os de mestre cervejeiro e malteiro, ministrados em inglês e alemão. Quando morreu, em 1919, o Dr. Siebel mal previa no que o seu Instituto iria se transformar.

Ao longo deste último século, o Siebel Institute of Technology angariou importância e extensão globais. Já formou alunos de mais de 60 países, os quais estão presentes em quase todas as grandes cervejarias do mundo. Hoje, a instituição compõe a World Brewing Academy, em estreita parceria com a Doemens Akademie, da Alemanha.

A novidade é que este escriba, após avaliar disponibilidades e possibilidades, será mais um dos alunos a engrossar a turma de formados do Siebel Institute (se, claro, passar nas provas…). Já estou aprontando as malas para, em setembro próximo, desembarcar em Chicago para o curso de Mestre em Estilos de Cerveja e Avaliação. O que realmente empolga é que terei como mestres lendas-vivas do mundo da cerveja: Ninguém menos que Randy Mosher (autor de vários livros sobre cerveja e designer de rótulos, incluindo os da Colorado), e Ray Daniels (também escritor, autor da obra-referência Designing Great Beers).

Meu aprendizado em terras americanas servirá, ainda, para complementar e auxiliar os estudos que terei durante o tão aguardado Curso de Formação de Sommeliers de Cervejas da Doemens Akademie e Senac-SP, que se dará em novembro/dezembro próximos, sobre o qual já falei neste post. Tudo na intenção de adquirir mais e melhor bagagem de aprendizado, contribuindo cada vez mais para a difusão da Cultura Cervejeira.

Portanto, mais uma vez peço aos leitores que torçam por mim! São Gambrinus que me proteja!

Nova Bamberg Helles: Com a palavra, o cervejeiro

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alexandrebazzo

O mundo cervejeiro artesanal nacional vem se agitando nas últimas semanas com o anúncio de uma novíssima breja “permanente” da Cervejaria Bamberg. A Bamberg Helles terá seu pré-lançamento no evento 4º Pratos & Brejas – Harmonização com Cerveja, que acontecerá no dia 28 próximo, no Bar Brejas, em Campinas (veja como adquirir convites aqui).

Sobre a nova cerveja, fala Alexandre Bazzo, o comandante-em-chefe da Bamberg:

Às nove horas da manhã na Bavária é conhecida como Brotzeit, isto é, hora do pão. Os trabalhadores das fábricas, escritórios e população em geral fazem um rápido intervalo: É hora da Helles.

Na cidade de Bamberg, nesta hora da manhã, todos os pubs históricos já estão abertos e várias pessoas matam suas sedes com Helles, o pão líquido da Bavária, pois nesta região do mundo a cerveja faz parte da dieta da população eaugustiner das suas experiências gastronômicas. Quando uma pessoa pede uma cerveja em Bamberg, em 90% dos casos esta é uma Helles.

Toda cervejaria tem sua interpretação de um estilo de cerveja que muitas vezes tem a receita com poucos tipos de maltes, um lúpulo e fermento. Mas a sutileza, o equilíbrio e séculos de história fazem com que ela seja diferente pra cada cervejeiro que a produz. Algumas pessoas têm sua marca de Helles favorita, algo como um time de futebol, onde ele beberá na cervejaria de seu bairro. Sorte nossa que, quando estamos por lá, vagamos de bairro em bairro experimentando diferentes Helles.

Talvez seja a cerveja mais técnica de se produzir. Temos que conferir complexidade, sem perder a delicadeza da cerveja. Os processos de brassagem, fermentação e maturação influenciam muito no produto final. Na sua composição, podemos dizer que precisamos de água, malte, lúpulo, fermento, muita técnica e paciência pra deixar o tempo agir no produto.

Além disso, é uma cerveja de fundamental importância para a humanidade, pois era bebendo Helles que reuniões políticas aconteciam em Munich durante as décadas de 20, 30 e 40. Muitos filósofos passaram pelas cervejarias desta cidade e sentaram-se nas grandes mesas típicas da região desenvolvendo suas teorias sobre o mundo.

A Helles, sem dúvida, foi a primeira cerveja da família Lager produzida na história, antes mesmo da Pilsen ser feita na cidade de mesmo nome, na República Checa.

Por tudo isso, e como muitas vezes eu já esperei dar nove horas da manhã pra que algum pub em Bamberg abrisse pra que eu pudesse tomar meu café da manhã com Helles, este sempre foi um estilo que me atraiu. Por dois anos eu trabalhei mental e matematicamente na receita da Bamberg Helles.

Desde o dia 23 de julho, dia que fiz seu primeiro cozimento, venho fazendo meu Brotzeit: Reservo as 9h pra experimentá-la. Claro que até hoje ela estava fermentando, longe de seu caráter final, mas é uma alegria poder imaginar que na semana que vem teremos nossa cerveja símbolo da Bavária!

Trecho extraído e adaptado do Blog Oficial da Cervejaria Bamberg

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