
Artigo exclusivo para o BREJAS, por James Thompson*
Na minha última viagem para Chicago, chamei Ray Daniels, diretor do Cicerone Certification Program e membro sênior da Siebel Institute of Technology. A Siebel é a escola mais antiga de cervejaria nos Estados Unidos, e Ray é professor de ciência da produção da cerveja. A última vez que eu o vi foi num dezembro escaldante no Estado do Rio de Janeiro, quando fomos para a Cervejaria Mistura Clássica, em Volta Redonda, e gastamos uma tarde toda degustando cervejas com o anfitrião e dono da cervejaria, Severino Batista.
Naquele dia, o tempo estava frio e ventava muito na beira do gélido Lago Michigan, quando Ray abriu a porta do passageiro de seu carro e disse “entra aí, James!”. Rodamos as ruas secudárias da cidade, abaixo das trilhas elevadas do famoso metrô de Chicago (O El,) e para um brewpub que se situava entre armazéns antigos, da época industrial. Enquanto conversávamos, o garçom perguntou sobre o livro de Ray, Designing Great Beers, do qual já foram vendidos 40 mil exemplares. Um freguês aproximou-se da nossa mesa para perguntar o que Ray achou de uma determinada cerveja feita com um ingrediente que eu jamais imaginaria mencionado na mesma frase com a palavra cerveja.
E isto me levou a perguntá-lo sobre a chamada Escola Americana, sobre a qual todo mundo fala. Trata-se de um movimento verdadeiro ou é meramente uma onda passageira com um nome maneiro?
Continuar lendo ‘A Nova Escola Americana, segundo os americanos’




Comentários recentes