Foi publicada hoje nova versão da planilha de ranking do BREJAS, contendo nada mais nada menos que 97 novas cervejas, marcadas em amarelo, degustadas principalmente durante a viagem dos confrades pela Europa no fim do ano passado.Vale a pela conferir, fazendo o download da planilha.Abraços!
Blog do BREJAS - Tudo sobre Cerveja

A imagem acima é a reprodução parcial do website da Cervejaria Backer, mineirinha de responsa da Serra dos Currais. BREJAS não esconde o seu orgulho de, pela primeira vez em menos de um ano de atividade, ser citado como referência. Como dizem os italianos, siamo noi !!!
A fim de manter a independência e transparência que são a razão de existir de BREJAS, cabe aqui uma breve explicação mais aprofundada sobre a colocação da Backer Pilsen no Teste Cego das Pilsen nacionais que fizemos em setembro (veja AQUI).
Entre as dezesseis marcas escolhidas, quase todas de grandes distribuidoras, incluímos três rótulos considerados “artesanais”: Backer, Eisenbahn e Devassa. Tal se deu porque queríamos colocar à prova o mito de que as cervejas artesanais são superiores às “de mercado”. O mito se transformou em fato, já que Backer e Eisenbahn conquistaram nossos paladares, ficando bem à frente das demais. Atente-se, porém, ao fato de que não foi feito o Teste Cego com todas as outras ”artesanais” do estilo, prova que encontra dificuldades em função da considerável diferença de coloração entre algumas delas, o que prejudicaria o segredo inerente à “cegueira” do Teste.
A novidade ainda mais bacana nos veio na semana passada, quando recebemos e-mail da Paula Lebbos, diretora de marketing da Backer. Segundo ela, a partir das nossas impressões no Ranking sobre a Pale Ale da cervejaria — as quais, diga-se, não foram lá muito boas — a variedade recebeu “atenção especial e algumas mudanças na receita”.
BREJAS, portanto, não pode deixar de registrar e louvar a atenção que a Backer dispensa à opinião dos consumidores. Orgulhosos, os brejeiros já estão babando de vontade de experimentar — e rankear — a “nova” Backer Pale Ale.
A cervejaria De Dolle Brouwers fica em Esen, uma pequena aldeia na Bélgica cuja população não chega a dois mil habitantes. Não confundir com a cidade de Essen, perto de Antuérpia. Na “nossa” Esen há uma estação de trem, mas devido a baixa densidade populacional, há tempos as composições não mais páram ali. O povoado só não é totalmente isolado porque há uma linha regular de ônibus, que passam três vezes ao dia.
Desde 1980 a De Dolle produz os rótulos Arabier, Oerbier, Stout, Boskeun, Dulle Teve e Stille Nacht, das quais tivemos a oportunidade de degustar, na Bélgica, os três primeiros. Aí vão as impressões:
ARABIER: Creme muito consistente (lembra a Duvel) e persistente. Aroma de tripel belga “típica” só que se percebe mais claramente a presença do lúpulo. Carbonatação média. Agradável amargor no longo final. Retrogosto muito bom, sobressaindo ainda o amargor lupulado. Minha nota no Ranking BREJAS é 4,2.
STOUT EXTRA EXPORT (foto acima): Creme marrom com incrível densidade e consistência. Aroma de malte, chocolate e caramelo, fugindo do lugar-comum das stout. Amargor moderado e seca na medida. Minha nota no Ranking BREJAS é 3,6.
OERBIER SPECIAL RESERVA: Deixei a melhor pro final. Trata-se de uma breja extremamente complexa. 13º de álcool (!!!) mas parece que tem, no máximo, uns 9º. Aroma e sabor de uvas tintas, madeira bem evidente e floral. Senti cortiça. Seca. Radical. Única. Ótima. Minha nota no Ranking BREJAS é 4,6.

Esse elixir sequer estava relacionado na carta de cervejas do ´t Brugs Beertje, templo cervejeiro de Brugge, na Bélgica. Fomos nós que reparamos um sujeito degustando a breja no balcão e resolvemos pedir uma pra experimentar. Puro faro de brejeiro…
Nunca vimos as De Dolle à venda no Brasil. Na Bélgica, elas são vendidas a cerca de 4 euros nas bierbrasseries.
Não foi apenas pela percepção degustativa que a Pannepot me lembrou o tiramisú, sobremesa italiana cujo nome significa algo como “me jogue pra cima”. Na época da República Veneziana, as cortesãs acreditavam que deveriam consumir o tiramisú antes da chegada dos cavalheiros, a fim de que obtivessem energia para entretê-los a noite toda.
A Struise Pannepot, a “Ale do Velho Pescador”, ocupa hoje o honrosíssimo sétimo lugar entre as melhores cervejas belgas relacionadas no site RateBeer, o que não é pouca coisa. O exemplar que degustamos é da safra de 2006, e ostenta a respeitável graduação alcoólica de 10% a qual, em razão do perfeito balanceamento, fica imperceptível no paladar e no longo e delicioso final entre o doce e o amargo.
O creme é marrom, muito denso e consistente. No aroma, chocolate, café, frutas secas, muito malte e temperos. A consistência é licorosa, digna dos grandes elixires.
É no paladar que essa breja realmente explode. Encorpadíssima, me lembrou bastante a Westvleteren 8. O chocolate assume à frente, liderando uma ampla gama de doces sensações que vão das nozes às cerejas, da canela ao açúcar-mascavo, tudo soberbamente equilibrado como um bom tiramisú deveria ser.
O tempo passa, os cabelos me caem e cada vez mais acredito que as divindades cervejísticas estabeleceram moradia definitiva na verdejante e inquestionavelmente belga região oeste de Flandres. É de onde vem esta preciosidade, produzida pela De Struise Brouwers, cujo set de rótulos tivemos certa dificuldade de encontrar na própria Bélgica. O lúpulo provém dos produtores da cidade de Poperinge, a qual já fornece insumos para várias outras brejas, incluindo algumas trapistas.
Minhas notas: 8 (aroma), 5 (aparência), 10 (sabor), 5 (paladar), 19 (geral). Média: 4,7. Veja e entenda o critério de avaliação AQUI.

Os leitores de BREJAS ficaram, com razão, indignados com o longo período no qual não foram adicionados posts neste Blog. Há explicação.
O começo da história foi que o nosso confrade Guilherme Scalzilli, o Guiba, programou, durante mais de um ano, a sua viagem européia para novembro. Aconteceu, porém, que os brejeiros Mauricio Beltramelli e Daniel C., que são muito invejosos, também decidiram, na última hora, estar por lá no mesmo período. Os roteiros de viagem foram ligeiramente diferentes, mas se programaram para estar em Genebra, na casa do dileto confrade Michel Wagner, no exato dia em que Guiba também estaria. E, pra tirar ainda mais onda, decidiram fazer uma aparição-surpresa.
Isso explica a falta de posts, já que os dois “invejosos” não queriam estragar a surpresa. Nossa última postagem foi em 29 de outubro, ocasião em que Guiba já estava na Europa e Mauricio e Daniel estavam a dois dias de embarcar. A surpresa — e a cara — do confrade Guiba ao nos ver em Genebra é matéria a ser contada em uma postagem especial.
Mas vamos à vaca-fria… VOLTAMOS!
Embora o confrade Guiba ainda esteja em solo europeu concluindo a sua aventura, Mauricio e Daniel retornaram ontem. Na mala, DEUS (foto) nos acompanhou, além de outras preciosidades belgas, as quais serão degustadas por BREJAS.
Nos bloquinhos de anotações, mais “algumas” cervejas novas que experimentamos e avaliamos, sendo que os comentários e as notas já estão sendo planilhados e serão inseridos no Ranking dentro dos próximos dias.
No coração, a maravilhosa noite trapista-degustativa em Genebra, sobre a qual o confrade Miga comenta aí embaixo. Na cabeça, felicidade e muitas outras histórias, as quais serão contadas neste blog ao longo das próximas semanas.

Foi na tarde do último sábado dia 10 de novembro que aconteceu finalmente a comentada degustação de Trapistas em Genebra com brejeiros aparecendo de todas as partes. As condições estavam mais que favoráveis e as cervejas puderam ser conservadas em temperaturas ideais porque foram deixadas na sacada do apartamento numa tarde que ja fazia 5°C, 6°C .

Após encontro triunfante no Les Brasseurs que fica em frente a estação central de Genebra, os brejeiros se esquentaram com curiosidades Suiças, para então estourarem a rolha de uma Garre comemorativa de 20 anos, a qual espalhou espantosa satisfação na mesa e foi seguida de tripels como a Karmeliet, Carolus ou mesmo uma St Bernardus Tripel! Tudo isso aconteceu do lado de fora, no frio.

Após necessaria “forrada de estomago” e estratégica mudança de mesa , desta vez dentro do apartamento, iniciou-se os trabalhos de degustação das Trapistas. Na deliciosa tarefa estavam presentes as três Westvleterens, as duas Achels, as duas Westmalles, as três Chimays, as três Rocheforts, a única Orval e as quatro La Trappes tradicionais, assim como os respectivos 7 copos originais.

As análises e comparações foram variadas e numerosas, os brejeiros puderam tirar dúvidas de apreciações e estarão em breve publicando seus comentários e as tabelas de notas registradas!
Essa semana foi publicada uma entrevista com 5 dos 7 confrades do BREJAS no blog do nosso amigo Rodrigo, o Hummmm, cerveja!!!!!
Vale a pena dar uma olhadinha e aproveitar para prestigiar mais este site dedicado à nossa paixão.

Senhores passageiros, estamos iniciando o procedimento de pouso. Coloquem seus assentos na posição vertical, verificando o travamento das mesinhas à sua frente.
Nesta semana BREJAS está chegando novamente na Europa, com a costumeira sede por experimentar a maior variedade de cervejas que for possível.
Desta vez, a maior novidade estará por conta de uma degustação de cervejas trapistas. Sim, degustaremos TODAS. O paraíso virá até nós no próximo dia 10, um sábado. O palco será em Genebra, na Suíça, casa do nobre confrade brejeiro Michel Wagner , o Miga.
Ao longo dos dias passaremos mais e melhores informações sobre a viagem e o evento. Aguardem!












Comentários recentes