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Quaresma e cerveja

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É mesmo “proibido” beber cerveja na Quaresma?

por Mauricio Beltramelli *

Hoje, Quarta-Feira de Cinzas, inicia-se para os católicos o período de quarenta dias dedicados — ao menos em tese — a jejuns e orações. Na época da Quaresma, não raro, encontrarmos gente que adora uma cerveja, mas considera “pecado” beber durante esse período. Mas será que a história e a própria religião confirmam esse receio?

Festa grega

Pra começo de conversa, quem acha que o Carnaval é uma festa “tipicamente brasileira”, está redondamente enganado. Ele começou na Grécia há pelo menos 2.500 anos, e era uma festa dedicada a agradecimentos aos deuses pela fertilidade das terras. Somente no século XI foi que a Igreja Católica implantou a Semana Santa, que era antecedida por quarenta dias de jejum, a Quaresma.

E, antes de começar cada Quaresma, já que a boa-vida ia acabar em razão dos jejuns, os cristãos daquela época enfiavam o pé no balde. A palavra “carnaval” está associada aos prazeres da carne (é o que significa, em latim, “carnis valles”, o primeiro nome da festa pagã).

Bebendo cerveja na igreja

Na Europa da Idade Média, como havia falta de água potável,  inúmeros mosteiros católicos produziam cerveja e vinho para alimentação dos próprios monges e dos peregrinos. Em época de Quaresma, na qual havia privação de alimentos sólidos, considerava-se que um jejum não era considerado quebrado se apenas se consumisse líquidos.

Dessa forma, a cerveja, desde sempre, estava liberada pela própria Igreja Católica. E era justamente nessa época em que se bebia ainda mais, com o aval do Papa!

Cerveja sem culpa

Portanto, em época de Quaresma, deixe de superstição e aprecie a sua cerveja. Mas que o aval papal não sirva de desculpa pra excessos: A onda é beber menos cerveja, de melhor qualidade!

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*Mauricio Beltramelli é mestre em estilos de cerveja (Siebel-EUA), sommelier de cervejas (Doemens-Alemanha) e editor do BREJAS.

Heineken faz oferta por Cervejaria Petrópolis

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A Heineken, a terceira maior cervejaria do mundo, fez um lance pela brasileira Petrópolis, disse o jornal holandês Het Financieele Dagblad nesta segunda-feira, citando fontes não identificadas de um jornal brasileiro no final de semana.

Não foram fornecidos detalhes financeiros nem o preço do negócio.

A Heineken recentemente anunciou lucros melhores do que o esperado no quarto trimestre e disse que esperava crescer nos mercados emergentes e aumentar a receita nos desenvolvidos com as marcas premium.

Não havia ninguém disponível para comentar a notícia na Heineken na manhã de segunda-feira.

Fonte: Reuters

ATUALIZAÇÃO

Em posicionamento oficial enviado hoje, 22/02/2012, diretamente ao BREJAS, a Heineken Brasil, por meio de sua Assessoria de Imprensa, informa: “Com relação à notícia sobre possível oferta à cervejaria Petrópolis, a Heineken Brasil reafirma que não comenta assuntos baseados em mera especulação de mercado”.

Pão e Cerveja: Programa 141 – 7º Concurso Nacional de Cervejas Artesanais

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Clique na caixa para ouvir:

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Foi dada a largada para o VII Concurso Nacional de Cervejas Artesanais, a ocorrer em junho na cidade de Piracicaba (SP). O certame elege anualmente a melhor cerveja caseira nacional. O convidado de hoje da jornalista Fabiana Arereguy é David Figueira, presidente da ACervA Paulista (associação de cervejeirs caseiros do estado), entidade que organiza o Concurso.

O que é carbonatação?

Na Dica do BREJAS, eu explico que o gás de cada cerveja varia de estilo pra estilo. E também que nem todas as cervejas com pouco gás podem ser chamadas de “chocas”.

A coluna Pão & Cerveja vai ao ar todas as sextas-feiras às 11:45 da manhã pela rádio CBN de Belo Horizonte (106,1 FM). Ouça ao vivo o programa ou curta os programas anteriores gravados e disponibilizados aqui no blog pelo BREJAS. Para a experiência ficar completa, acompanhe também o Blog Pão & Cerveja.

Palestras da South Beer Cup 2012

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Foi divulgada a programação de palestras e workshops que acontecerão durante a South Beer Cup 2012 — campeonato sul-americano de cervejas — a ser realizada em Blumenau (SC) de 21 a 24 de março. Confira:

22 de março

19:30h – Jeannine Morois e Marie-Josée Lefevbre (Canadá) – “O que faz do Mondial de la Bière de Montreal um festival único”

21:ooh – Jeannine Morois e Marie-Josée Lefevbre (Canadá) – “Como participar do Mondial de la Bière em Montreal”

23 de março

19:00h – Asbjorn Gerlach (Chile) – “A evolução da cerveja no Chile”

20:30h – Kathia Zanatta (Brasil) – “Harmonização: Cerveja e Gastronomia”

24 de março

9:30h – Pete Slosberg (Estados Unidos) – “Construindo a identidade de uma marca”

11:00h – Mauricio Beltramelli (Brasil) – “A força da internet na divulgação das cervejas especiais”

12:00h – Alexandre Bazzo (Brasil) – “Como mandar cervejas para competições”

13:40h – Paulo Schiavetto (Brasil) – “Desafios de qualidade e produtividade para a microcervejaria brasileira”

14:40h – Diego Libkind (Argentina) – “Mistérios do fermento: Patagonian Lager”

15:40h – Carolina Perez (Argentina) – “O crescimento do BJCP na América do Sul”

16:40h – Pablo Rodriguez (Argentina) – “Associação Craft Brewers da Argentina”

Workshops

10:00h e 14:00h – Tobias Fishmann: “Aula prática sobre fermento e microbiologia, em microscópio” (Máximo de 10 pessoas por turma)

Beer Tour

A partir das 14:00h, visitação ao Museu da Cerveja de Blumenau, além das cervejarias Bierland e Eisenbahn.

A South Beer Cup acontecerá em paralelo ao Festival da Cerveja de Blumenau.

Como aprimorar suas avaliações de cervejas

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notebook

por Alexandre Marcussi*

Construindo seu vocabulário sensorial

Avaliar e descrever o que se bebe é uma das melhores portas para o maravilhoso mundo de experiências sensoriais oferecidas pelas cervejas. Ao fazê-lo, você não apenas consegue comunicar e compartilhar seu entusiasmo e sua experiência com as outras pessoas, como também se torna progressivamente mais atento e consegue extrair cada vez mais informações – e prazer – de suas degustações. Por isso, notas de degustação são uma importantíssima ferramenta de desenvolvimento do seu paladar e do seu gosto cervejeiro. Pessoais, privativas e guardadas a sete chaves; ou abertamente compartilhadas por meio de blogs e portais como o Brejas, isso pouco importa – o importante é registrar, auxiliando o cérebro na hercúlea tarefa da memória e do domínio sobre os sentidos.
Não se trata de tarefa fácil, contudo. O paladar e as palavras não são linguagens equivalentes, e é preciso algum grau de malabarismo para fazer o primeiro caber nas segundas. Muitos degustadores iniciantes sentem-se extremamente perdidos ao tentar verter em letras suas experiências com o copo. Pretendo que este seja o primeiro de uma série de artigos com a finalidade de auxiliar os colegas em sua silenciosa e solitária labuta para aprimorarem suas avaliações sensoriais de cervejas. O degustador iniciante encontrará aqui alguns caminhos e sugestões a seguir; o experiente poderá comparar seus procedimentos, retomar algumas ideias semiesquecidas e talvez até enxergar algumas coisas sob outra ótica. Afinal de contas, degustar é uma arte em constante aprimoramento, e quem quer que afirme ter chegado ao ponto final, é porque desistiu de continuar se desenvolvendo.
Julgar e descrever
Toda boa avaliação de cerveja precisa, necessariamente, partir de uma descrição rigorosa. É bem verdade que qualquer avaliação terá um forte teor de subjetividade, por envolver julgamentos acerca do que nos agrada mais ou menos. Contudo, nem tudo numa avaliação pode ser meramente subjetivo. Algumas pessoas podem achar que um determinado vestido azul de bolinhas amarelas é feio; outros podem considerar o mesmo vestido estiloso e encantador – isso não muda em absoluto o fato de que se trata de um vestido azul de bolinhas amarelas. Qualquer julgamento precisa, em primeiro lugar, estar ancorado em uma identificação correta das características objetivas da coisa a ser julgada.Não podemos nos propor a dar uma opinião consistente sobre algo sem sabermos descrever isso de forma minimamente rigorosa.
Avaliar e descrever o que se bebe é uma das melhores portas para o maravilhoso mundo de experiências sensoriais oferecidas pelas cervejas. Ao fazê-lo, você não apenas consegue comunicar e compartilhar seu entusiasmo e sua experiência com as outras pessoas, como também se torna progressivamente mais atento e consegue extrair cada vez mais informações – e prazer – de suas degustações. Por isso, notas de degustação são uma importantíssima ferramenta de desenvolvimento do seu paladar e do seu gosto cervejeiro. Pessoais, privativas e guardadas a sete chaves; ou abertamente compartilhadas por meio de blogs e portais como o Brejas, isso pouco importa – o importante é registrar, auxiliando o cérebro na hercúlea tarefa da memória e do domínio sobre os sentidos.
Não se trata de tarefa fácil, contudo. O paladar e as palavras não são linguagens equivalentes, e é preciso algum grau de malabarismo para fazer o primeiro caber nas segundas. Muitos degustadores iniciantes sentem-se extremamente perdidos ao tentar verter em letras suas experiências com o copo. Pretendo que este seja o primeiro de uma série de artigos com a finalidade de auxiliar os colegas em sua silenciosa e solitária labuta para aprimorarem suas avaliações sensoriais de cervejas. O degustador iniciante encontrará aqui alguns caminhos e sugestões a seguir; o experiente poderá comparar seus procedimentos, retomar algumas ideias semiesquecidas e talvez até enxergar algumas coisas sob outra ótica. Afinal de contas, degustar é uma arte em constante aprimoramento, e quem quer que afirme ter chegado ao ponto final, é porque desistiu de continuar se desenvolvendo.

Julgar e descrever

Toda boa avaliação de cerveja precisa, necessariamente, partir de uma descrição rigorosa.

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