Cor amarela com espuma branca com bolhas regulares, de boa formação e duração. Aroma cítrico, lupulado e nota de fermento. Paladar lupulado e cítrico, com álcool bem inserido. Boa carbonatação e drinkability, com corpo médio. Final amargo e retrogosto amargo e longo.
Mais um rótulo da Dama - cervejaria de Piracicaba (SP) inaugurada em 2010.
TUPI
Elaborada em parceria com a cervejaria Tupiniquim, de Porto Alegre (RS), trata-se de uma 'Rye American IPA'; ou seja: além do malte de cevada, leva também malte de centeio. Com quatro variedades de lúpulo (2 para o sabor e 2 para o 'dry-hop'), tem amargor de 70 IBU.
Dourada e brilhante, forma espessa camada de colarinho branco, denso e resistente.
No nariz, notas de caramelo e eucalipto fundem-se a exagerada expressão etílica. Ecos de tangerina e limão sussurram fracos em segundo plano. Infelizmente, a associação com álcool aromatizado para limpeza é inevitável.
Na boca, traços açucarados de malte (remetendo a algodão doce e geleia de mocotó[?]) acompanham toques de eucalipto e nuances apagadas de tangerina e limão. Uma lembrança leve de vodka confirma o álcool em desarmonia. O amargor é insuficiente para equilibrar o final doce, resinoso e picante. Reminiscências de eucalipto persistem no retrogosto. De corpo alto e carbonatação mediana, tem baixa drinkability.
O resultado é uma cerveja desconjuntada, que pouco se parece com a amostra que outrora tomei na pressão - uma pena.
Aspecto dourado claro, levemente âmbar, com boa formação e retenção de espuma. O corpo é médio baixo e um pouco turva. Predominam aromas herbal e terroso, com discreto cítrico. Dulçor do malte bem discreto no paladar inicial, seguido do amargor persistente no retrogosto, onde se destaca o condimentado. Boa drinkabilidade.
Pessoalmente, os aromas tipicamente terrosos, gramíneos, como o desta IPA me lembram, em particular, o queijo artesanal Brie. Estas mesmas notas aromáticas são mais potentes, de forma muito presente (inclusive no sabor), na cerveja Hopfen, que segue o estilo Imperial German IPA.