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Avaliador +1000: Alexandre LC

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O Alexandre é daqueles que já chega chegando. Desde que se cadastrou no Brejas, sempre colaborou muito ativamente, de diversas formas. Não é raro que eu troque diversos emails com ele sobre sugestões de melhorias no site, bugs identificados que ele me ajuda a testar as correções, e assim vai. No Fórum do Brejas também é figura carimbada já. Por toda ajuda, o meu obrigado, e pelas 1.000 avaliações, o nosso parabéns!

Alexandre Limpias Cunha (Alexandre LC)

Bebo cerveja artesanal desde 2000, porém de forma muito esporádica. Comecei a me aprofundar bem neste mundo no início de 2012, e, mais ainda, quando conheci o blog do Brejas. Bebo totalmente por hobby e desde 2013 tenho ido a eventos cervejeiros, conhecendo novos rótulos e fazendo novas amizades.

Perfil no Brejas: http://www.brejas.com.br/perfil/alexandre-lc
Cidade: Niterói/RJ

Participa do Brejas desde: 12 de fevereiro de 2013
Cadastro de número: 16197
Primeira avaliação: 01 de junho de 2013
Completou 1.000 avaliações: 28 de setembro de 2015
Dias para 1.000 avaliações: 849 (média de 1,18 cerveja por dia)

Estilo Favorito: Gosto de todas as variações de IPA (IPA, APA, DIPA, EIPA, IBA), combinam muito com nosso clima quente e são as minhas do dia a dia. As outras favoritas são: RIS (Russian Imperial Stout), BSDA (Belgian Strong Dark Ale) e QDPL  (Belgian Quadrupel).

Cervejas para se ter na geladeira: Wäls Petroleum, Paulaner Salvator, Therezópolis Jade, Demoiselle, Indica e Heineken (longneck) são “figurinhas carimbadas” da minha geladeira e despensa. Pode ter certeza que encontrará lá, pelo menos, uma garrafinha destes rótulos citados, qualquer dia do ano.

1. Como você conheceu o Brejas?
Vou contar um “breve” relato para chegar em como conheci o site, que é praticamente uma rede social da cerveja. Já curtia cervejas especiais desde que tinha uns 20 anos, mesmo só tendo bebido, poucas vezes, apenas dois rótulos, Erdinger e Weihenstephaner Hefe, e me apaixonado completamente por elas. Por serem muito caras, para minha realidade da época, só as bebia em ocasiões “ultra-especiais”, ou seja, quando era convidado ou ganhava de presente de algum parente ou amigo. Em 2004, viajei para Campos do Jordão e conheci o Bar da Baden Baden, apesar de muito caro, acabei fazendo uma boa degustação no local e trazendo alguns rótulos para beber em casa. Desde então, comecei, de forma pacata, a procurar mais por essas “cervejas diferenciadas”, principalmente as linhas da Eisenbahn e da Baden, nas delikatessens perto de casa, sem muito sucesso na maioria das vezes .

Entretanto, só comecei a me aprofundar realmente neste mundo cervejeiro, em Janeiro de 2013, quando minha noiva me deu de presente de aniversário alguns livros sobre o assunto, dentre eles dois que me chamaram muito a atenção “Larousse da Cerveja” e o “1001 Cervejas Para Beber Antes de Morrer”, este último usado como guia das minhas subsequentes compras. Porém, muitos rótulos deste livro eram praticamente impossíveis de se achar nas gôndolas do supermercados e até mesmo em web stores (que até então eram escassas). Foi numas dessas buscas por rótulos que me deparei com o site (rede social) do BREJAS e a partir daí percebi que meu horizonte cervejeiro era infinito, Graças a Deus!

2. O que mais te motiva a avaliar cervejas no Brejas?
Tenho várias motivações em avaliá-las lá e continuar avaliando. Inicialmente, era para deixar um arquivo online, do meu arquivo pessoal de cervejas degustadas. Hoje, mesmo com Untappd, um recurso mais prático por ser um aplicativo de celular, não abandono e não me vejo abandonando resenhar no Brejas, por tudo que ele representou e representa para mim. Por ter sido o primeiro site da área que me abriu os olhos para o conhecimento sobre o assunto; por ter me proporcionado conhecer inúmeros confrades bacanas, alguns pessoalmente, enriquecendo também meus laços de amizades; por aprimorar meu conhecimento, tanto no guia do site, quanto em debates nos fóruns, muitas vezes até fervorosos, mas bem rico em conhecimento. O feedback do Ricardo ser praticamente automático, para qualquer assunto ou problemas, nos incentivando a não apenas resenhar, como também inserir rótulos novos e até sugerir novidades/melhorias para o site, como se fossemos parte do “time”. Virou um “vício”, um hobby que pretendo continuar para sempre.

3. Você tem alguma estratégia específica para escolher suas cervejas? Se baseia em alguma lista, dá preferência por algum estilo, aproveita alguma ocasião específica para encontrar novas cervejas?
Atualmente, tenho sim uma estratégia para escolha dos rótulos. No início, como disse na primeira pergunta, me baseava naquele livro das 1001 cervejas, depois, comecei a me basear por países, e, enfim, me basear por estilos preferidos. Hoje me baseio basicamente em três critérios:
• Estilos que mais curto
• Wishlist (tenho uma lista de almejadas tanto do Untappd, como no bloco de notas que mantenho organizado no celular)
• Dicas e resenhas de alguns confrades (principalmente os que tem gosto parecido com o meu)

Em relação a aproveitar ocasiões específicas para encontrar novas cervejas: Tanto em eventos que fui (DeliBeer, Beer Experience, Mondial de La Bierre, BelgianBeer-RJ e Degusta Beer) como em viagens, tento provar algo que não conseguiria achar com facilidade em outras ocasiões, como rótulos locais, rótulos não exportados para o Brasil, rótulos únicos ou raros, primeiras brassagens, lançamentos etc. Neste momento, sou bem “aberto” a provar estilos que não sou fã, para me dar uma outra chance de aprecialos. Um exemplo disso foi com a minha primeira prova da Le Merle, da North Coast Brewing, uma Saison, estilo que não curto, digo, não curtia nada, ter me surpreendido tanto, que hoje consta na minha lista de favoritos e me vez comprar outros rótulos do estilo.

4. Quais seriam suas dicas e conselhos a quem ainda não criou coragem para começar a avaliar, ou avaliou apenas algumas e acabou desistindo?
Não precisa criar coragem, beber é bom para caramba e não é e nem deve ser nenhum sacrifício. Para resenhar, basta escrever o que sente. Ás vezes, uma linha é suficiente, mas tem que ser prazeroso e não obrigação. O objetivo é que aquelas palavras te façam lembrar das sensações que você teve bebendo tal rótulo. Muitas vezes, apenas a foto já te trás muitas recordações, até mesmo sensoriais. Eu sugiro começar com as cervejas mais baratas e habituais como Skol, Brahma, Antártica, Bavaria, Budweiser, Bohemia, Heineken, até mesmo Itaipava, e tentar perceber diferenças sensoriais entre elas, de preferência bebendo algumas ao mesmo tempo (não muitas).

Eu criei um “ritual” pessoal, quando comecei a resenhar, um pouco antes de conhecer o site do BREJAS:

Sempre tirava uma ou duas fotos da cerveja, tanto da garrafa quanto do líquido no copo, anexava-as no app de celular EVERNOTE e escrevia algumas poucas palavras sobre ela, dando nota de 1 a 10. Se fossem do livro 1001 Cervejas Para Beber Antes de Morrer, colocava um marca-texto adesivo na página da cerveja em questão e a riscava da lista do índice, que o livro apresenta na sua primeira página.

Depois que conheci o Brejas, comecei a aprender muito mais sobre o assunto, tanto com os confrades nos fóruns, como nos diversos guias que o site disponibiliza, aprendendo muito sobre notas sensoriais, sobre os diferentes estilos de cerveja, sobre como degustar, qual temperatura ideal, qual copo usar, maneiras de avaliações e até mesmo o que avaliar, conhecendo por ele outros guias de avaliações (Beeradvocate e Ratebeer). Passei, então, a aprimorar minhas resenhas, usando os mesmo parâmetros de descrição e notas que o site utiliza, facilitando e padronizando, assim, minhas avaliações pessoais.

Hoje em dia, faço minhas “mini-avaliações simultâneas” no UNTAPPD, apenas com a foto e nota, algumas vezes apenas com uma breve opinião, já que o aplicativo permite apenas alguns poucos caracteres. Mantenho minha lista padronizada no EVERNOTE e quando tenho tempo, passo todas estas pro BREJAS.

Enfim, não esmoreça, se você curte avaliar e transformou isso num hobby, esqueça o que os outros vão dizer, porque a maioria irá criticar negativamente, é fato. Eu mesmo, praticamente, só recebi críticas negativas das minhas resenhas, tanto por amigos que não estavam na época abertos à cultura cervejeira especial, quanto de muitos ditos como entendidos, pelo fato das minhas notas não serem tão apuradas. A única pessoa que me incentivou e incentiva até hoje é minha mulher, além de algumas vezes ter me ajudado nas percepções sensoriais que não conseguia identificar.

5. E qual a dica pra chegar nas 1.000 avaliações?
Acho que não precisa de dica. Depois que você pega o embalo e sente prazer em resenhar, chega a mil sem perceber.

 

Porque uma associação pode nos representar mais do que lutarmos sozinhos

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Gente, confesso que não tinha muita crença nesta Abracerva. Para mim, durante todo este tempo em que a associação foi criada, pouco mais de um ano, nada vinha sendo feito em prol do segmento cervejeiro artesanal. Ouvia críticas e acho que corroborava com elas, mesmo sem ter feito esforço para ajudar na criação ou fortalecimento do grupo. Até que durante uma discussão em Buenos Aires, durante a South Beer Cup, envolvendo vários microcervejeiros, produtores e players do mercado brasileiro, fiquei sabendo das ações semanais da diretoria da Abracerva, pagando do próprio bolso para ir a Brasília fazer lobby pelas causas mais prementes do setor, tais como a carga tributária desonesta e insana que incide sobre ele. Foi a partir daí que caí em mim e vi que existe força somente onde depositamos nossos esforços e nossa confiança. Somado a isso, percebi que as pessoas envolvidas no direcionamento da Abracerva pensam com espírito de corpo, e não com a cabeça de lucrar sozinhas. Acho que podemos e merecemos ter uma associação forte, que represente o setor cervejeiro artesanal. Necessitamos disso, do contrário o setor será engolido.

Eu não sou cervejeira, não produzo, não represento marcas, não vendo cerveja, mas tenho transitado neste meio nos últimos 8 anos colocando meu ofício de jornalista à disposição. Meu interesse é que sejamos fortes como uma cadeia, em que até mesmo simples jornalistas como eu interessados na causa tenham lugar e voz. Por isso desde o dia 1 de junho coloquei o canal de comunicação que administro , a Rádio Pão e Cerveja, à disposição da Abracerva. A partir de então, todas as segundas-feiras, às 17 horas, colocarei no ar o programa Abracerva em Ação, para divulgar todas as atividades, conquistas, batalhas e ações dessa associação. Convido todos a ouvirem e, mais que isso, participarem com sugestões, perguntas, avaliações e críticas construtivas.

Aqui vai o link para a Rádio Pão e Cerveja – www.paoecerveja.net.br

E para quem perdeu o primeiro programa, com o editor deste site e diretor de Comunicação da Abracerva, Maurício Beltramelli, ouça e baixe  por aqui: https://soundcloud.com/paoecerveja/radio-pao-e-cerveja-abracerva-em-acao-1-20150601

 

Cervejarias fazem levas especiais somente para ganhar concursos?

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Esta é uma pergunta que me fazem com bastante frequência: cervejarias produzem receitas especiais, na panela, só para enviar aos concursos e ganharem muitas medalhas? Invariavelmente eu tenho respondido que duvido da disponibilidade de qualquer fábrica, por menor que ela seja, em parar sua linha de produção para isso. Não posso garantir que não haja quem o faça, mas ainda assim acho difícil acontecer.

Nos últimos concursos dos quais tenho participado como juíza, ao final, depois do anúncio das premiadas, tenho visto aquelas que mais ganham medalhas serem acusadas de inscrever cervejas inexistentes no mercado. Se isso é verdade, acho que as regras dos concursos devem ser alteradas, de forma a corrigir tal distorção, pois não há de fato sentido premiar cervejas às quais o público jamais terá acesso.

Como jornalista prefere apurar os fatos, fui atrás da resposta com a Cervejaria Tupiniquim , que no Concurso Brasileiro da Cerveja deste ano arrebatou 15 medalhas e o título de Melhor Cervejaria do ano. A pergunta foi clara: vocês fazem cerveja especialmente para enviar aos concursos e ganhar os prêmios?

AMBEV DE OLHO?

Aproveitei  a entrevista para perguntar se a Tupiniquim ja foi sondada pela grande companhia! E fui além, perguntei se eles venderiam a cervejaria à Ambev. Todos me garantiram que não foram sondados e que no momento não se associariam à gigante.

Quer conferir a entrevista?

Ouça e baixe pelo SoundCloud!

https://soundcloud.com/paoecerveja/radio-pao-e-cerveja-pao-e-cerveja-com-fabiana-arreguy-008-20150508



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