Sai a procura dessa iguaria tão comentada, e achei ela com o Alessandro dono do Bar Apolinario, ele tinha uma guardada e degustamos nessa sexta feira, a unica diferença e que não estava nessa garrafa nem na embalagem que todo mundo comenta, ela estava em uma caixa preta de papelão bem grosso, com as letras e detalhes em dorado, a garrafa era a tradicional de 500ml das artesanais, com o rotulo da em preto e dorado e um lacre ne papel da mesma cor.Tinha um detalhe bem bacana que era o simbolo da dado bier e do lado o simbolo do chocolate kopenhagen.
Sem nada de espuma esta encantadora cerveja tinha um buque maravilhoso de chocolate, café, baunilha, e porto.
No paladar pode se sentir o álcool, mas mantem as carateristicas desse estilo, com um gosto de chocolate amargo persistente e um retrogosto amargo e delicado.
Uma das cervejas que jamais esqueserei.
Realmente esta breja vai ficar pra historia. Desde a dedicação em sua receita e elaboração, passando por toda a dificuldade de aprovação, que mereceu belíssimas matérias em nosso Blog das cervejas que nunca serão, até o requinte de sua apresentação.
Só isso já a faria uma cerveja a ser lembrada. Porém, é no copo que ela mostra todo o seu valor. Líquido negro, nada translúcido, com quase nenhuma espuma, de aparência viscosa.
O aroma esbanja chocolate. E por mais incrível que possa parecer, o álcool nem dá as caras. Junto ao chocolate que domina o aroma, notas de maltes torrados. Na boca, mostra-se bem encorpada, com jeitão de licor. Esta sensação de licor permanece no sabor: adocicado intenso porém não exagerado, chocolate e torrefação. O final é suave - o álcool continua se escondendo - deixando um retrogosto novamente digno de um licor: aqueles que ficam impregnados na boca, por muito tempo.
Curioso ver como o álcool está magistralmente inserido, colaborando com a intensidade de aromas e sabores, com o corpo da cerveja, porém não ficando em primeiro plano em nenhum momento. Belíssimo coadjuvante. A carbonatação é bem baixa, talvez o único ponto nesta cerveja que merecesse maior atenção numa próxima produção.
Uma pena que uma breja desse naipe não seja aprovada pelo MAPA e não possa presentear o mercado brasileiro com tanta qualidade.
Se comparada a outras cervejas com a mesma proposta que já provei, como a Brooklyn Black Chocolate Stout, não deve em nada, muito pelo contrário, pode até levar a medalha.
Nota de 25/03/14: a breja finalmente foi lançada e voltei a degusta-lá. Intensa, amarga, o alcool estava aparecendo um pouco mais que o esperado. Continua uma breja de pegada, vale a pena provar.
Essa é uma das "cervejas-que-nunca-serão", graças à incongruência administrativa estatal dos barnabés do Ministério da Agricultura, que a "censuraram" por causa do leite em pó contido no chocolate da receita -- sem explicarem por que cargas d´água já liberaram outras cervejas importadas com o mesmo ingrediente.
Recebi como generoso presente de Eduardo Bier, proprietário da DaDo Bier (Porto Alegre), e fui uma das poucas 100 almas a ter esse privilégio. Degustá-la sozinho não teria a menor graça. Então, chamei a Confraria Cervejeira Campineira pra me ajudar na doce tarefa. A degustação aconteceu no Bar Brejas.
A apresentação, seguramente, é a mais bela e luxuosa que já presenciei no mundo cervejeiro: caixa de papelão envernizado, saco de veludo finamente bordado com fios dourados e a garrafa emulando uma gota -- talvez do chocolate Kopenhagen 70% cacau com o qual a breja é elaborada.
Deitar essa preciosidade no copo é ver descer um líquido muito negro, espesso e totalmente opaco. A formação de espuma é pequena, quase inexistente, mas aceitável dentro do estilo proposto e por causa da alta graduação alcoólica.
Os aromas vão de cacau, chocolate, café, baunilha a avelãs e até Porto. Na boca, a textura licorosa assoma os sentidos, deixando sentir as percepções aromáticas. O álcool é perceptível, mas magicamente inserido. O final é longo e remete ao chocolate amargo. Se há algo a reparar na breja é o amargor pouco perceptível para o estilo, mas os demais atributos suprem com folga essa pretensa deficiência.
Sabe quando você vai degustar essa cerveja? Nunca. Sabe quando eu a degustarei novamente? Nunca também. Agradeçamos ao MAPA, em sua sanha de dizer o que NÃO devemos tomar.
Bom eu não gosto muito de comentar coisas que não sejam da cerveja em sí, mas essa não vai ter como evitar.
Uma receita com 3 anos de estudo, maltes nobres chocolate kopenhagen, uma apresentação tão digna como o empenho na receita, caixa de pepalão preto fosco com detalehs dourados, garrafa envolta em um saco de veludo com bordados dourados e a garrafa de ceramica preta com altos relevos e apliques dourados, uma obra prima ates mesmo de abrir.
AO ABRIR
O liquido se mostrou escuro completamente opaco, sem formação de espuma, no aroma notas maciças de chocolate amargo, torrefação, cacau, café, baunilha em favas (não aquele aromatizante). Na boca ela é licorosa, prodominantemente doce mas com sutis toques amargos, com um forte corpo e um final seco e amargo prolongado.
Infelizmente impedida pelo MAPA de ser comercializada alegando que o leite contido no chocolate era um ingrediente não autorizado. SANTA MEDIOCRIDADE.