Magnífica stout imperial brazuca, compete de igual para igual com as melhores do estilo e parece ter melhorado ainda mais um ano depois do lançamento. A coloração é preta e totalmente opaca, com creme escuro de parca persistência. Sabor equilibrado e potente, com entrada doce (mas sem aquele exagero xaroposo de algumas stouts imperiais muito alcoólicas) e final solidamente amargo, mas não seco, com aquela doçura residual rica que persiste agradavelmente na boca. As sensações do malte torrado e do cacau usado na maturação criam uma paleta invejável de aromas e sabores na boca: um doce e envolvente caramelado, muito sedutor, chocolate quente (lembra bastante a sensação de um bom choconhaque), chocolate amargo e café convivem em perfeito equilíbrio, com toques de castanhas-do-Pará e um levíssimo queimado no final, nada agressivo. Há um frutado perceptível, lembrando bananas passas, e notas florais evidentes sugerindo rosas. Por fim, sente-se um toque meio químico de maçã verde ou tinta, que se integra bem ao conjunto e adiciona complexidade, além de sensações de chantilly e conhaque. Centrada no malte torrado, mas com ótima complexidade e riqueza, sem aquela sensação "chapada" de outras do estilo muito alcoólicas. Na boca ela se mostra densa, mas não xaroposa, e sim com uma textura cremosa oriunda da aveia. Tenho a impressão de que ela já teve uma textura mais cremosa e aveludada, mas que a cervejaria aumentou a carbonatação para tentar melhorar o creme (de fato, está mais duradouro) e isso prejudicou o mouthfeel. Se for o caso, prefiro ela com menos espuma e mais cremosidade! O álcool é sensível, como não poderia deixar de ser, mas sem exageros: não se adivinha o titânico teor alcoólico. Uma stout imperial de equilíbrio modelar, que não escorrega para nenhum excesso e preserva uma excelente complexidade.
Espuma marrom (sim, marrom, não bege) de formação média e boa consistência, mas sem muita persistência. A aparência faz jus ao nome. Apesar dos 12% de álcool não é agressiva, e tem ótimo complexo de torrefação, chocolate e café no aroma e sabor. O lúpulo discreto equilibra bem o conjunto dando aquele finalzinho seco e um amargor que harmoniza bem com o chocolate. A textura é aveludada. Grande cerveja.
O aroma é de café e maltes torrados. O sabor segue o aroma, com um pouco de álcool, mas muito bem inserido, e chocolate amargo. Textura licorada. Torrefação e vinho tinto no retrogosto. Gostei, ótimo custo benefício.
Muito interessante, excêntrica e chamativa. E melhor, corresponde! Apresentada em uma garrafa bonita e com rolha, já ganha alguns pontinhos. Ao servir, não há descrição melhor que o próprio nome: petróleo puro, viscoso e preto, muito preto. O creme é escuro, marrom, pena que não se formou tão bem e acabou por durar pouco. O aroma é bem forte e tem várias notas, como o esperado malte torrado, café, toffee e chocolate, esse último bem forte, talvez peculiar a cada um, e que para mim lembrou aquele agradável dos recheios de biscoitos. Ainda, e confesso ter conferido várias vezes, aroma de Coca-Cola! No sabor, o chocolate ganha o devido tom de chocolate amargo, o café continua, o amargor vai aparecendo com força e, se a carbonatação fosse maior, o sabor de Coca-Cola continuaria perfeitamente também. O álcool aparece e não é fraco, mas dado o poder de tudo nessa breja, jamais é desagradável; pelo contrário, é muito bem-vindo! Viscosa, preenche a boca e espalha o amargor por ela. O final é difícil de descrever, predominantemente amargo mas que mantém notas dos demais sabores. O pessoal da Wäls mandou bem demais nessa!
Linda breja. Densa e preta. Espuma marrom cremosa e duradoura.
Muito chocolate, mas muito mesmo.
Me surpreendi com a potência alcoólica e o IBU lendo aqui no blog depois de ter tomado (como tomei na pressão, não admirei a linda garrafa). Creio que estejam mais disfarçados no meio do ótimo sabor meio adocicado (mas não enjoativo) e de chocolate.
Apesar de não ser uma breja na linha de estilo dos meus prediletos, foi uma baita saideira da noite. Melhor que qualquer sobremesa! rs