Aroma: Azedo e frutas vermelhas, me lembrando muito uma Lambic Fruit, leve amadeirado.
Sabor: de inicio o sabor doce e azedo prevalece, a sensação na boca lembra muito um bom vinho frisante, a sensação alcoólica é um pouco alta para o teor alcoólico, sabor de frutas vermelhas (cereja, framboesa e morango) bem presente, retrogosto longo e frutado, final bem seco.
Valeu a pena? Sim, mas acredito que por ser muito diferenciada ela é uma cerveja sem meio termos, algo do tipo: "ou ame ou odeie."
Essa preciosidade de cerveja nasce de um blend de duas cervejas, uma jovem (8 meses) e uma mais envelhecida (18 meses), maturada em barris de carvalho.
Com uma esplêndida cor rubi turvo, com uma espuma fina e cremosa, de cor beige claro e muito persistente.
Um aroma complexo, onde convivem em perfeita harmonia nuances de vinagre de mel, romã, frutas vermelhas e madeirado.
No paladar o primeiro impacto é a doçura rica em frutas vermelhas de bosque (amora, framboesa, cerejas), mas rapidamente balanceado por um acético marcante que que nos ajuda a encontrar uma correspondência quase que perfeita com o aroma.
Cerveja que se movimenta ao redor do agri-doce, com um gosto muito finalizando agradavelmente seco. Deixa um retro-gosto agri-doce, frutado, com algumas tímidas notas de madeira, com uma drinkability elevada, na Europa é considerada por muitos uma das melhores cervejas para um aperitivo, mas eu diria que ela cairia muito bem como uma ótima cerveja de Afterdinner de Outono.
Aparência acobreada e quase opaca com boa formação de creme bege de média duração. Aroma de vinho. No sabor há acidez, com presença de vinho, vinagre e cerejas. Final seco. Boa cerveja.
Cerveja de fermentação mista, envolvendo a inoculação de leveduras e bactérias. Além disso, passa por maturação em tanques de carvalho, de modo que os microrganismos que ali habitam, junto aos taninos da madeira, terminem de moldar seu caráter. Cada garrafa é composta por um blend de lotes com 8 e 18 meses de maturação.
O rótulo é uma homenagem à Maria de Valois, nascida em 1457 nos arredores de Bruxelas. Aos vinte anos, ela viria a ser duquesa da Borgonha (uma região hoje restrita ao território francês, mas que na época também incluía os territórios belgas de Artois, Flandres e Brabante). Sua figura se tornou célebre pela coragem de expulsar os franceses, impedindo que o rei Luís XI anexasse aquelas terras à França.
Líquido castanho translúcido. Contra a luz, revela tons avermelhados. O colarinho é bege, de bolhas pequenas, média formação e alta retenção. Na taça, observa-se o 'belgian lace'.
O aroma destaca notas amadeiradas que muito se assemelham àquelas encontradas num bom "tawny" do Porto. Malte tostado, açúcar caramelizado, cereja e vinagre balsâmico acomodam-se ao fundo.
Na boca tem corpo médio/alto, carbonatação frisante e textura sedosa. A acidez é pronunciada, trazendo novamente lembranças de vinagre balsâmico e cereja. Toques salgados e certa lembrança de Biotônico Fontoura também aparecem. O final é azedinho, levemente frutado e vínico. Nuances de shoyu e madeira surgem no retrogosto.
Uma de minhas cervejas favoritas. Se pudesse, faria um estoque.
Primeira cerveja do estilo que degusto. Aroma e sabor semelhantes a lambrusco, vinho do porto e vinhos espumantes. Bastante ácida e alcoólica, chega a ser um pouco enjoativa, mas nada que prejudique tanto a qualidade da cerveja. Final frutado e longo. Foi uma boa surpresa, mesmo meu exemplar estando um pouco gelado demais. Vale a pena investir.